
O
EXEMPLO DE ISRAEL
Israel afirma-se pelo seu passado bíblico, de Abrahão a Ben Gurion já lá
vão alguns séculos de existência como nação. Nação que se formou ao
longo do tempo com patriarcas, juízes, reis, destaque-se o rei David,
que fixou a capital em Jerusalém. Sofreu o cativeiro de assírios e
babilônios e a dominação romana, bizantina, árabe, dos cruzados, dos
otomanos, por fim, esteve sob mandato britânico. Com a volta do povo
judeu à terra de Israel, foi proclamado o Estado, em 1948. Começaram,
então, as lutas pela afirmação da independência com guerras e depois com
tratados de paz.
O reconhecimento dos direitos históricos do povo judeu, pela ONU, há 60
anos, confirmou a sua tradição de cultura, máxime da música, a
inclinação para a ciência e a tolerância religiosa pela convivência com
diferentes crenças e povos, com os drusos, por exemplo.
A bíblica nação retornou ao seu território e tornou-se um Estado
soberano e progressista.
País moderno que assegura uma política de bem-estar social, com
infraestrutura de serviços básicos e sobretudo com segurança.
Anda-se livremente de dia e de noite sem receio de assalto, tanto na
high tech cidade de Tel-Aviv como na antiga, bela e harmônica Jerusalém,
especialmente no convidativo bairro árabe e no mercado judeu. Em nenhuma
parte me senti temeroso. A modernidade iguala efetivamente os gêneros
com as mulheres fazendo o serviço militar e gozando de uma real e
visível equiparação.
O país moderno, ladeado por uma sociedade tradicional, encontra-se em
uma encruzilhada de três continentes. Vendo-se o mapa, percebe-se logo a
confluência da Europa, Ásia e da África, sim, com a turística cidade de
Eilat no Mar Vermelho.
Com os palestinos surgem os desafios para a paz. Como resolvê-los? Há
possibilidades e oportunidades de encaminhamentos na Cisjordânia (West
Bank). Com a Faixa de Gaza a situação continua muito tensa. Não obstante
a segurança, os foguetes lançados alcançam a cidade de Sderot. Crianças
e adultos foram atingidos e mortos pelos Kassams e por outros mísseis. O
governo israelense constrói abrigos nos pontos de ônibus, nos colégios,
nos edifícios de apartamentos e nas casas.
O Estado de Israel constituiu-se um praticante da democracia desde a
declaração de independência. Uma democracia parlamentar tem à frente o
Knesset, o parlamento israelense de uma só câmara, com 120 deputados,
que retirou nome e número da assembleia convocada por Esdras e Nehemias,
no século V A.C. Orna-lhe o saguão o extraordinário painel do pintor
judeu-russo Marc Chagall uma evocação ao profeta Isaías.
Pela democracia israelense se compreende o respeito e o acatamento às
diversas culturas e religiões: árabes muçulmanos; beduínos, que
constituem aproximadamente 10% da população muçulmana; árabes cristãos;
drusos, comunidade muçulmana separada religiosa e culturalmente.
Em Jerusalém, há inúmeras denominações religiosas, como os judeus
messiânicos, armênios, primeiro povo que aceitou o cristianismo,
cristãos católicos e outros.
Tudo isso conduz, finalmente, ao singular desempenho científico
israelense. Desde o começo, houve vontade de transformar a terra árida e
infestada de doenças com aplicação da pesquisa científica e tecnológica.
A investigação agrícola, que remonta ao final do século XIX, é um
sucesso com o gotejamento e outras técnicas. A pesquisa médica e
especificamente em saúde alcançou a mais alta qualificação. As
atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) são realizadas pelas sete
universidades, por institutos, empresas civis e militares, nos setores
prioritários das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina.
O primeiro chip para computador foi desenvolvido pelo Dr. Dov Frohman,
da equipe da Intel, nos anos 70. Israel é líder mundial em fibras óticas
e na energia solar. Os produtos derivados de P&D constituem mais da
metade da pauta de exportações industriais.
Leia também:
Artigo de Ruy Espinheira Filho publicado em 23/04/2010 - "Os que podem ver mais alto"
Artigo de Hélio Pólvora publicado em 30/04/2010 - "Mulher na Fonte"
Artigo de Edivaldo Boaventura publicado em 07/05/2010 - "A Volta de Anisio Teixeira"
Artigo de Aleiton Fonseca publicado em 14/05/2010 - "Francisco Mangabeira e o Lirismo Trágico de Canudos"
Artigo de Waldir Freitas Oliveira publicado em 21/05/2010 - "Ventos que chegam e se vão"
Artigo de Evelina Hoisel publicado em 28/05/2010 - "A Terceira Margem do Rio - Na Canoa com Rosa"
Artigo de Aramis Ribeiro Costa publicado em 04/06/2010 - "O Escritor Wilson Lins"
Artigo de Consuelo Novais Sampaio publicado em 11/06/2010 - "Robin Hood versus cultura na Bahia"
Artigo de Edivaldo Boaventura publicado em 18/06/2010 - "Cruz Rios, jornalista por vocação"
Artigo de Carlos Ribeiro publicado em 25/06/2010 - "Representações da Bahia no conto de Vasconcelos Maia"
Artigo de Consuelo Pondé de Sena publicado em 02/07/2010 - "Lembranças de Afrânio Coutinho"
Artigo de Paulo Ormindo publicado em 09/07/2010 - "Esperando o Bonde"
Artigo de Dom Emanuel d'Able do Amaral publicado em 16/07/2010 - "Papel e função do claustro na arte monástica de construir"
Artigo de Aleilton Fonseca publicado em 23/07/2010 - "O mago português e o gato brasileiro"
Artigo de Hélio Pólvora publicado em 02/08/2010 - "Menezes vermelho ou verde"
Artigo de Carlos Ribeiro publicado em 09/08/2010 - "Sobre leitores e bibliotecas"
Artigo de Luis Henrique Dias Tavares publicado em 13/08/2010 - "Benvinda, Genoveva, Eulália e Negro Sérgio"
Artigo de Consuelo Pondé de Sena publicado em 30/08/2010 - "Bahia, 1798"
Artigo de Waldir Oliveira Freitas publicado em 07/10/2010 - "La Vorágine - O romance amazônico da Colômbia"
Artigo de Myriam Fraga publicado em 17/10/2010 - "A poesia como expressão do cotidiano"
Artigo de Aramis Ribeiro Costa publicado em 24/10/2010 - "O conto de Herberto Sales"
Artigo de Edivaldo Boaventura publicado em 01/10/2010 - "A construção do Brasil"
Artigo de Ruy Espinheira Filho publicado em 08/10/2010 - "Três meninas e uma ciranda"
Artigo de Consuelo Pondé de Sena publicado em 15/10/2010 - "Volúpias do colchão"
Artigo de Armando Avena publicado em 23/10/2010 - "A prosa barranqueira de Osório Alves de Castro"
Artigo de Aleilton Fonseca publicado em 30/10/2010 - "A leitura sensível da poesia"
Artigo de Carlos Ribeiro publicado em 05/11/2010 - "Arte do efeito único"
Artigo de Dom Emanuel d'Able do Amaral publicado em 12/11/2010 - "Dom Helder Câmara: Pastor Bondoso e Amigo dos Pobres"
Artigo de Waldir Oliveira Freitas publicado em 19/11/2010 - "Aprendendo a ler"
Artigo de Paulo Ormindo publicado em 26/11/2010 - "Entre o Rio e lugar nenhum"
Artigo de Paulo Costa Lima publicado em 03/12/2010 - "Gago Apaixonado"
Artigo de Ruy Espinheira Filho publicado em 10/12/2010 - "Tecnologia e Literatura"
Artigo de Aleilton Fonseca publicado em 29/12/2010 - "RITA OLIVIERI-GODET: premiada por ensaio sobre João Ubaldo Ribeiro"
Artigo de Carlos Ribeiro publicado em 08/01/2011 - "O instante que permanece"