Acadêmicos

[LUÍS HENRIQUE DIAS TAVARES]

Cadeira 01

LUÍS HENRIQUE DIAS TAVARES

LUÍS HENRIQUE DIAS TAVARES

 

Cadeira 1

Patrono: Frei Vicente de Salvador

Fundador: José de Oliveira Campos

2o. Titular: Júlio Afrânio Peixoto, fundador da cadeira 25, por transferência consentida pela Academia.

3o. Titular: José Wanderley de Araújo Pinho

Titular atual: Luís Henrique Dias Tavares

Posse em: 14.06.1968

 

Luís Henrique Dias Tavares nasceu na cidade de Nazaré, Bahia, em 1926. Cursou Geografia e História, Bacharelado e Licenciatura, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal da Bahia (1948 – 1951). É Doutor em História por concurso de Livre Docência, com defesa de Tese, prova escrita e oral. Tem Pós-Doutorado na Universidade de Londres (1977 – 1978, 1982, 1984, 1986), com pesquisas em Arquivos (FOREIGN OFFICE RECORD’S), e Bibliotecas (BRITISH LIBRAY), ocasião em que escreveu o Livro Comércio Proibido de Escravos. Foi Diretor do Arquivo Público do Estado da Bahia no período de 1959 a 1969.

É Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia e Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), além de sócio da Academia Portuguesa de História e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. É também autor de livros de ficção e história. Recebeu, da Academia Brasileira de Letras, prêmios literários por sua ficção quanto por sua produção acadêmica no campo da História. Cavaleiro da Ordem do Dois de Julho, título outorgado pelo Governo do Estado da Bahia em 2011.

Livros publicados

Ficção

  • A noite do Homem (Contos), Coleção Tule, Imprensa Oficial do Estado,1960.

  • Moça sozinha na sala (Crônicas), São Paulo, Martins Editora, 1960.

  • Menino pegando passarinho (Crônicas),Rio de Janeiro, Tempo Presente, 1966.

  • O Sr. Capitão/ a heróica morte do combativo guerreiro (Novela), Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1969. Há 2ª edição, Ática.

  • Homem deitado na rede (Crônicas), Rio de Janeiro, Organização Simões, 1969.

  • Almoço posto na mesa (Contos e Crônicas), Salvador, EGBA, 1991.

  • Não foi o vento que a levou (Novela), Salvador, Casa de Jorge Amado e Edufba, 1996.

  • Sete cães derrubados (Crônicas), Salvador, Casa de Jorge Amado e Edufba, 1999.

  • Nas margens, no leito seco (novela). Salvador: Edufba, 2013.

História

  • As idéias revolucionárias do 1798. Cadernos de Cultura, Ministério da Educação, 1956.

  • História da Bahia, 9ª Edição, Correio da Bahia, 1999: 10ª edição, Salvador, São Paulo, EDUFBA em parceria com à UNESP, 2001.

  • O movimento revolucionário baiano de 1798 (Tese de Concurso), Salvador, Imprensa Oficial, 2001.

  • O problema da involução industrial da Bahia, Salvador, Centro editorial e Didático, 1966.

  • Duas reformas da educação na Bahia: 1895 e 1925, Centro Regional de Pesquisa Educacionais, 1969.

  • Curso de História do Brasil, volume I, Salvador, Centro Editorial e Didático, 1971.

  • História da Sedição Intentada na Bahia em 1798, São Paulo, Pioneira Editora, 1975.

  • Pedro Calmon, Salvador, Fundação Cultural do Estado, 1977.

  • A Independência do Brasil na Bahia, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1ª edição, 1977: 2ª edição, 1982.

  • Manuel Vitorino: Um político da classe média, Brasília, Rio de Janeiro, Senado Federal e Fundação Casa de Rui Barbosa, 1981.

  • O fracasso do Imperador, paradidático, Ática, 1986.

  • Comércio proibido de escravos, São Paulo, Editora Ática, 1988.

  • A Conjuração Baiana, paradidático, São Paulo, Ática, 1994.

  • Bahia: 1798, São Paulo, paradidático, Ática, 1995.

  • Nazaré, Cidade do Rio Moreno, Salvador, Secretaria de Cultura e Turismo, 2003.

  • Da sedição de 1798 à revolta de 1824 na Bahia, Salvador, São Paulo, EDUFBA, UNESP, 2003

  • Bahia, 1798 (paradidático ilustrado por Cau Gomes). 1.ed. Salvador: Egba, 2010; 2.ed. Salvador: Edufba, 2012.
  • Abdicação de Pedro I. Derrota do absolutismo (paradidático ilustrado por Gentil). Salvador: Edufba, 2013.

[PAULO ORMINDO DAVID DE AZEVEDO]

Cadeira 02

PAULO ORMINDO DAVID DE AZEVEDO

PAULO ORMINDO DAVID DE AZEVEDO

 

Cadeira 2 

Patrono: Gregório de Matos e Guerra (1636-1696
Fundador: Aloísio Lopes Pereira de Carvalho (1866-1942)
Sucessor:  Luiz Viana Filho (1908-1990)
Titular atual: Paulo Ormindo David de Azevedo

Posse em: 20.06.1981

 

Eleito em 3 de janeiro de 1990, tomou posse em 20 de junho de 1991, no salão nobre atual sede, sendo saudado por Cláudio de Andrade Veiga.

 

Paulo Ormindo David de Azevedo nasceu em Salvador, Bahia, em 14 de março de 1937, filho de Thales Olympio Góes de Azevedo e Mariá David de Azevedo. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia em 1959, recebeu o título de Doutor em restauração de monumentos e sítios pela Universitá Degli Studi de Roma.

 

Exerceu, dentre outros, os cargos de Arquiteto da Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico na Bahia (1959/1968); criou e coordenou o Grupo de Restauração e Recuperação Arquitetônica e Urbanística – Grau, anexo à Faculdade de Arquitetura da UFBA (1971/1981); criou e coordenou o Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia, anexo à Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo da Bahia (1973/1999); foi consultor da UNESCO para assuntos de restauração de monumento e sítios, tendo realizado numerosas missões na América do Sul, Caribe e África Lusofone e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento da Bahia.

 

Paulo Ormindo recebeu, em 1963, o 1º Prêmio no Concurso para construção de Centro de Lazer do SESI em Itapagipe, em parceria com o Arquiteto Gilberbet Chaves; em 1964 o segundo lugar no Concurso para Remodelação do Campo Grande em Parceria com a Arq. Arilda de Souza; em 1989 o Prêmio Estado da Bahia do IAB-Ba pelo Projeto de Restauração do Mercado Modelo; em 1998 o Prêmio Diógenes Rebouças do IAB-Ba pelo Projeto da Casa de Cultura Oikos, em Salvador; e em 1999 o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade.

Últimas Publicações

  • “As relações intercoloniais e as influências orientais nos conventos franciscanos do Nordeste” in Anais do VI Colóquio Luso Brasileiro de História da Arte. Rio de Janeiro: CBHA/PUC-Rio/UERJ/UFRJ, 2004.
  • “A arquitetura e o Urbanismo da nova Burguesia Baiana” in De Villa Catharino a Museu Rodin Bahia, 1912-2006, Katia JORDAN (Org). Salvador: Solisluna Design e Editora, 2006, p. 59-81.
  • Cusco, Continuidad y Cambio. Cusco: Municipalidad Provincial del Cusco, 2009, 2ª edición, 233p.
  • “El Centro Histórico de Bahia Revisitado” in Andamios. V. 6, nº 12, diciembre 2009, Dossier El patrimonio cultural urbano: identidad, memoria y globalización. Ciudad de México: Universidad Autónoma de la Ciudad de México, p. 95 – 113.
  • “Recôncavo: território, urbanização e arquitetura” in Baía de Todos-os-Santos – Aspectos Humanos, Carlos CAROSO. Fátima TAVARES, Claudio FERREIRA (Org.). Salvador: Edufba, 2011, p. 205-252.
  • “Renato Soeiro e a institucionalização do setor cultural no Brasil” in Estado e Sociedade na Preservação do Patrimônio, Paulo Ormindo de AZEVEDO e Elyane Lins CORREIA (Org.). Salvador: Edufba/IAB-Ba, 2013, p. 19-53.
  • “Brasile”, in CARUGHI, Ugo, Maledetti Vincoli, la tutela dell’architettura contemporánea. Turino, Londra, Venezia, New York: Umberto Allemandi & C., 2012, p. 376-378.
  • “História do centro histórico de Salvador e as intervenções nele realizadas” in Concurso Nacional de Ideias para a Requalificação de Largos do Pelourinho: Tereza Batista, Pedro Arcanjo e Quincas Berro d’Água. Salvador: IPHAN/IAB-BA, 2012, p. 9-12.

 

 


[EDVALDO PEREIRA DE BRITO]

Cadeira 03

EDVALDO PEREIRA DE BRITO

EDVALDO PEREIRA DE BRITO

Cadeira 3

Patrono: Manuel Botelho de Oliveira
Fundador: Arthur Gonçalves de Sales
2º. Titular: Eloywaldo Chagas de Oliveira
3º. Titular:  Anna Amélia Vieira Nascimento

4º. Titular: Guilherme Requião Radel
Titular Atual: EDVALDO BRITO

Posse: 29/11/2019

 

 

EDVALDO Pereira de BRITO nasceu em 03 de outubro de 1937, em Muritiba - Bahia, casado, pai de dois filhos, Edvaldo e Antônio Luiz; avô de cinco netos, Felipe, Paula, Antônio Ali, Laila e Marina, frequentou a escola primária até o quarto dos cinco anos, quando se submeteu — porque a legislação, assim, permitia — ao Exame de Admissão para ingresso no curso secundário do Ginásio da Cachoeira (1950-1953) na cidade de Cachoeira-Bahia; transferiu-se para Salvador (1954) onde frequentou o curso colegial no tradicional Colégio Estadual da Bahia – Central e o superior na  Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, onde obteve o grau de Bacharel em Direito e se tornou Mestre em Direito Econômico pela mesma instituição. 

 

Edvaldo Brito exerce atividades múltiplas na vida como professor, escritor, advogado e político.

 

A atividade no magistério, desde 1960, permitiu-lhe ser agraciado com os títulos de Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia e de Professor Emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo). Submeteu-se a concurso de provas e de títulos para Doutor e para Livre-Docente, ambos na Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado, também, em Concurso de títulos e de provas, para Professor Titular de Legislação Tributária (2003), para Professor Titular de Direito Civil (2007). Aposentou-se como Professor Associado, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, onde ingressou em 1974, por concurso público de títulos e de provas, mas, ali permaneceu lecionando, no seu Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado/Doutorado), as disciplinas: Jurisdição Constitucional Comparada e Novos Direitos; Direito Tributário; Direito Público Comparado; Direito Constitucional da Ordem Econômica; Teoria Geral do Direito; Filosofia do Direito. Foi, na Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), Professor Adjunto de Direito Civil (1992 a 2009) e Membro do Conselho Universitário, por 10 anos. Lecionou Direito Tributário no Centro de Extensão Universitária (São Paulo). 

 

Como Escritor é autor de centenas de artigos sobre direito tributário, constitucional, econômico, administrativo e civil, publicados em revistas especializadas e publicou dezenas de livros, destacando-se: “Problemas jurídicos do ICM”; “O desenvolvimento econômico e os sistemas tributário e fiscal”; “O conceito tributo”; “Decadência e prescrição tributárias no direito brasileiro”; “Tributos sinalagmáticos e contribuições na legislação brasileira”; “A teoria do contrato e o contrato com pessoa a declarar no projeto de código civil”; “Manual de iniciação ao direito”; “A licitação no serviço público”; “Limites da revisão constitucional”; “Reflexos jurídicos da atuação do Estado no domínio econômico: desenvolvimento econômico, bem-estar social”, “Direito Tributário: Imposto, Tributos Sinalagmáticos, Contribuições, Preços e Tarifas,   Empréstimo Compulsório”; “Direito Tributário e Constituição: Estudos e Pareceres”; “Reflexos jurídicos da atuação do Estado no domínio econômico” - 2ª Edição, Revista, Atualizada e Ampliada em 2016. 

 

Atua, como advogado, desde 1960 nas áreas de: Direito Empresarial, Direito Tributário, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Civil, exercendo a profissão na Bahia e em São Paulo. É parecerista de temas jurídicos nessas mesmas áreas de conhecimento.

 

Pela via política, foi Prefeito de Salvador entre os anos de 1978 e 1979 e Vice-Prefeito eleito em 2008 para o mandato entre 2009 e 2012, além de ter ocupado as funções de Secretário de Negócios Jurídicos do Município de São Paulo, Capital do Estado do mesmo nome (1997/2000) e Secretário de Estado no Estado da Bahia em quatro governos diferentes,  da Justiça; da Educação e Cultura (interino); da Saúde Pública e Assistência Social (substituto); de Assuntos Estratégicos. Vereador da Cidade do Salvador (2013/2016), reeleito no pleito de 2016 (2017/2020).


[NELSON CERQUEIRA]

Cadeira 04

NELSON CERQUEIRA

NELSON CERQUEIRA

Cadeira 4

Patrono: Sebastião da Rocha Pita

Fundador: Braz Hermenegildo do Amaral

2o. Titular: João da Costa Pinto Dantas Júnior

3o. Titular: Jayme de Sá Menezes

4o. Titular: Geraldo Machado

Titular atual: Nelson Cerqueira

Posse em: 11.05.2017

Nascido em Irará, Bahia, Brazil, porta do sertão, estudou filosofia e língua e literatura alemã, na Universidade Federal da Bahia, economia e filosofia na França e Alemanha; breve passagem pela academia de filosofia de Florença; concluiu mestrado e doutorado em literatura comparada, com ênfase em estudos hermenêuticos na Indiana University at Bloomington, Estados Unidos, como bolsista da Fulbright. Professor de literatura e outras artes, literatura comparada, estudos brasileiros, estudos europeus e africanos, e um curso específico sobre Jorge Amado: Um Retrato do Brasil, em inglês, todos na Universidade de Indiana; professor de metafísica, hermenêutica filosófica, estudos jurídicos; pesquisa científica, teoria do texto (Ucsal e Ufba).

Além da bolsa da Fulbright, também recebeu bolsas da Aliança Francesa, Goethe Institute, Donald Sisters, African Studies, CNPq, Fundação Dr. Antonio Agostinho Neto e várias bolsas de departamentos universitários. Amante da poesia em língua estrangeira levou a aprender inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e russo; sendo inglês iniciado com intercâmbio como estudante secundarista.

Áreas de pesquisa: teoria literária, metodologia no direito,modernidade, teoria do discurso, hermenêutica filosófica, ensaio, poesia e romance. Cidades preferidas: New York, Paris, Munique, Rio de Janeiro, São Petersburgo e Bloomington, Indiana. Currículo detalhado: www.cnpq.lattes.com.br


[CARLOS RIBEIRO]

Cadeira 05

CARLOS RIBEIRO

CARLOS RIBEIRO

Cadeira 5

Patrono: Antônio de Oliveira Mendes

Fundador: Carlos Chiacchio

2o. Titular: Antônio Luís Cavalcanti Albuquerque de Barros Barreto

3o. Titular: Carlos Benjamin de Viveiros

4o. Titular: José Silveira

5o. Titular: Guido Guerra

Titular atual: Carlos Ribeiro

Posse em: 31.05.2007

www.carlosribeiroescritor.com.br

 

Iniciou seus estudos na Escola Santa Tereza, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, Centro Histórico de Salvador, mudando-se, aos oito anos de idade, para o famoso bairro de Itapuã, tema recorrente dos seus contos e romances. Fez o curso ginasial no Colégio Estadual Lomanto Júnior, onde seu pai desempenhava as funções de vice-diretor e professor de português e francês, e o segundo grau nos colégios Central, em Nazaré, e Águia, na Praça da Piedade.

Cursou jornalismo pela escola de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal da Bahia, onde se formou, em 1981. Fez mestrado e doutorado em Teoria da Literatura, no Instituto de Letras da UFBA, sobre aspectos da lírica e de crítica social na obra do cronista Rubem Braga.

Autor de contos, romances e ensaios, tem resenhas, artigos, entrevistas e reportagens publicados em suplementos culturais e revistas literárias de Salvador e de outros estados, a exemplo de A Tarde Cultural, Revista da Academia de Letras da Bahia, Revista da Bahia, Exu, Qvinto Império e jornalRascunho, de Curitiba. Em 1988 venceu o concurso de contos promovido pela Academia de Letras da Bahia, com originais intitulados Vozes do tempo. Desde 1998, co-edita a revista de arte, crítica e literatura Iararana.

Como jornalista, dedicou-se durante 15 anos ao trabalho de divulgação científica. Participou de expedições à Antártida e ao Amazonas e visitou diversas reservas naturais brasileiras, a exemplo dos parques nacionais de Monte Pascoal, Chapada Diamantina, Abrolhos (BA), Lençóis Maranhenses (MA) e Emas (GO); estações ecológicas do Raso da Catarina (BA), Aiuaba (CE) e do Parque Natural do Caraça (MG), entre outros, sobre os quais escreveu reportagens para revistas do Brasil e do exterior, dentre as quais se destacam Ciência Hoje, Revista Geográfica Universal,Ecologia & Desenvolvimento,Geomundo (EUA) e BBC Wildlife (Inglaterra).

Trabalhou durante 14 anos na Fundação Cultural do Estado da Bahia, no Departamento de Literatura e Documentação e no Projeto História dos Bairros de Salvador, onde realizou trabalho de pesquisa sobre o bairro de Itapuã; e no Museu de Ciência e Tecnologia, onde exerceu o cargo de assessor de imprensa. Atuou durante três anos, de 2000 a 2003, como repórter cultural do jornal A Tarde, do qual é colaborador.

Em 2007 passou em concurso para o Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, onde exerce a função de professor adjunto, de coordenador editorial da revista acadêmica Recôncavos (www.ufrb.edu.br/reconcavos) e coordenador do projeto de pesquisa Jornalismo literário: um olhar mais humano sobre as gentes, a natureza e os costumes do Recôncavo Baiano. Ocupa a cadeira nº 05 da Academia de Letras da Bahia.

Livros publicados: 

  • Já vai longe o tempo das baleias— (contos) — Salvador: Fundação Cultural da Bahia, 1982.
  • Chapada Diamantina — com Jorge Amado, Luiz Claudio Marigo e Roy Richard Funch — São Paulo: AC&M Editora, 1985.
  • O homem e o labirinto— (contos) — Salvador: BDA Bahia, 1995.
  • O chamado da noite— (romance) — Rio de Janeiro: Sette Letras, 1997.
  • O visitante noturno— (contos) — Salvador: Secretaria da Cultura, 2000.
  • Caçador de ventos e melancolias: um estudo da lírica nas crônicas de Rubem Braga— (ensaio) — Salvador: Edufba, 2001.
  • Abismo— (romance) — São Paulo: Geração Editorial, 2004.
  • Lunaris— (romance) — Salvador: Banco Capital/EPP Publicidades, 2007.
  • À luz das narrativasescritos sobre obras e autores— (artigos e resenhas literárias) — Salvador: Edufba, 2009.
  • Contos de sextafeira— (contos e crônicas) —Salvador: Assembléia Legislativa da Bahia, 2010.
  • Fazedores de tempestade — (minicontos) — Rio de Janeiro: Multifoco, 2012.
  • Um século de jornalismo na Bahia 1912-2012 — Salvador: Solisluna, 2012.
  • Viva Saveiro — com Nilton Souza e Pedro Bocca — Salvador: Solisluna, 2013
  • Rubem Braga: um escritor combativo – a outra face do cronista lírico — (Ensaio) — Rio de Janeiro: Booklink, 2013.

Participa das antologias:

  • Oitenta — (contos e poemas) —Salvador: BDA Bahia, 1996. Org. Aleilton Fonseca e Carlos Ribeiro.
  • Geração 90: Manuscritos de computador — (contos) —São Paulo: Boitempo, 2001. Org. Nelson de Oliveira.
  • Com a palavra o escritor — (depoimentos) — Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado / Casa de Palavras, 2002. Org. Carlos Ribeiro.
  • Chico Buarque do Brasil — (artigos, ensaios e poemas) — São Paulo: Garamond, 2004. Org. Rinaldo de Fernandes.
  • Antologia de contos e crônicas de autores baianos contemporâneos. Salvador, 2004. Org. José Carlos Barros.
  • Contos cruéis. São Paulo: Geração Editorial, 2006. Org. Rinaldo de Fernandes.
  • Antologia panorâmica do conto baiano – século XX. Ilhéus: Editus – UESC, 2006. Org. Gerana Damulakis.
  • Quartas histórias — (contos) — Rio de Janeiro: Garamond, 2006. Org. Rinaldo de Fernandes.
  • Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte. São Paulo: Geração Editorial, 2008. Org. Rinaldo de Fernandes.
  • PortalSolaris — (contos de ficção-científica) — Rio de Janeiro, 2008. Org. Nelson de Oliveira.
  • 82: Uma Copa, quinze histórias — (contos) —  Anajé: Casarão do verbo, 2013. Org. Mayrant Gallo.
  • Cunha de Leiradella: um autor sob duas bandeiras — Paraíba: Editora da UFPB/Navegar Editora, 2013Org. Sônia Maria van Dijck Lima e José Pereira de Oliveira.
  • Autores Baianos: um panorama — Salvador: P55 Edições, 2013.

Coordenação

  • Oitenta — (contos e poemas) —Salvador: BDA Bahia, 1996. Org. Aleilton Fonseca e Carlos Ribeiro.
  • Iararana – revista de arte, crítica e literatura, fundada em 1998.
  • Com a palavra o escritor — (depoimentos) —Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado / Casa de Palavras, 2002. Org. Carlos Ribeiro.
  • Recôncavos — revista acadêmica do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia / UFRB — Cahoeira, fundada em 2007.
  • Escritos sobre cinema: trilogia de um tempo crítico— (crítica cinematográfica) —Textos selecionados de André Setaro. Rio de Janeiro: Azougue, 2010.
  • Rubem Braga. Coleção Melhores Crônicas — (crônicas) — São Paulo: Editora Global, 2013. Seleção e prefácio: Carlos Ribeiro.

Discurso de posse.
Discurso de recepção.

 


[CLEISE MENDES]

Cadeira 06

CLEISE MENDES

CLEISE MENDES

Cadeira 6

Patrono: Alexandre Rodrigues Ferreira

Fundador: Manoel Augusto Pirajá da Silva

2o. Titular: Thales Olímpio Góes de Azevedo

3o. Titular: D. Lucas Cardeal Moreira Neves

Titular atual: Cleise Mendes

Posse em: 15.04.2004

 

Eleita em 9 de outubro de 2003, tomou posse em 16 de abril de 2004, no salão nobre da atual sede, sendo saudada por Guido Guerra. Cleise Furtado Mendes nasceu no Rio de Janeiro, mas reside em Salvador desde 1966. É escritora, atriz e professora de Dramaturgia e Análise de Texto na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, desde 1975; tem publicado inúmeros contos e poemas, além de ensaios sobre literatura e teatro, embora se dedique principalmente à dramaturgia. É membro da Sociedade de Autores Teatrais – SBAT, e autora de 37 peças já encenadas, entre originais e adaptações. Possui graduação em Licenciatura em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1972), graduação em Bacharelado em Estudos Literários pela Universidade Federal da Bahia (1974), mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (1985) e doutorado em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (2001). Atualmente é Professor Associado II da Universidade Federal da Bahia, Membro da Academia da Academia de Letras da Bahia, Conselheiro do Conselho de Cultura do Estado da Bahia e Membro de corpo editorial do Repertório Teatro & Dança. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Teatro.

 

Discurso de Posse.
Discurso de Recepção.

 

Dramaturgia encenada nas últimas peças, roteiros e adaptações

  • Noivas – peça encenada em Portugal, pela Escola da Noite. Com estreia em Coimbra, 12/1/2005 e a seguir na Ilha da Madeira.
  • Marmelada – Uma comédia caseira. Leitura dramática no Ciclo de Leituras dramáticas da FSBA, no teatro ISBA, 16 de março de 2005. Com Fafá Menezes e Widoto Áquila, direção de George Mascarenhas.
  • Tradução de cinco peças de Beckett para o espetáculo Comédia do Fim. Direção Luiz Marfuz. Núcleo de Teatro do TCA. Sala do Coro. Nov./dez. 2003. jan/fev 2004.
  • As Feministas de Muzenza. Peça em coautoria com Haydil Linhares. Salvador: SESI, jan/fev/mar 2003.
  • Os Sertões – Uma viagem. Roteiro para vídeo com direção de Paulo Dourado. Lançamento 1o de dezembro de 2003, no Restaurante Grande Sertão. Patrocínio Bom Preço através do FAZCULTURA.
  • O Teatro Resiste. Direção Luiz Marfuz. Salvador: Teatro Castro Alves, abril/2004.
  • Cuidado! Mãos Trabalhando! e O Cruel Aprendiz. Poemas encenados e veiculados pela TV Salvador dentro do Projeto Mídia Poesia. Novembro/dezembro de 2002.
  • O Palhaço é o Filho do Sol. Direção Paulo Dourado. Salvador: Teatro Castro Alves, abril/2002.
  • Ensina-me a viver. Tradução e adaptação do original de Collin Higgins para espetáculo, sob a direção de José Possi Neto. Teatro Castro Alves, maio de 2001.
  • Alô, Brasil 2000! Quem te vê e quem te viu! Direção de Deolindo Checucci. Salvador: Teatro Castro Alves, abril de 2000.
  • Lábaro Estrelado. Direção de José Possi Neto. Salvador, Teatro Castro Alves, nov. 1999.
  • O processo ou O que vamos fazer com esta peça? Direção de Fernando Guerreiro. Salvador, Teatro Castro Alves, abril, 1999.
  • Eu, Brecht. Direção de Deolindo Checucci. Salvador: Teatro ICBA, out/nov 1998.
  • Um tal Quixote. Salvador, Teatro Vila Velha, ago/set 1998. O julgamento de Brecht. Direção de Luiz Marfuz. Salvador: Teatro Castro Alves, abril/1998.
  • Ocasos. Peça em um ato. Direção de Meran Vargens. Salvador, Teatro do SESI, ago/set 1997.
  • As Grandes Dionisíacas. Direção de Luiz Marfuz. Salvador: Teatro Castro Alves, abril/1997.
  • Salomé. Tradução e adaptação do original de Oscar Wilde. Direção de José Possi Neto. São Paulo, Teatro FAAP, 20 de fev a 20/mar de 1997 e, em seguida, em tournée nacional.
  • A Casa de Eros. Peça em quatro atos. Direção de José Possi Neto. Salvador, Teatro Martim Gonçalves, 12/set a 12 de nov. de 1996.
  • Castro Alves. Drama histórico em dois atos. Direção de Deolindo Checucci. Salvador: Teatro Castro Alves. Estreia 27/maio/1994. Temporada mai/jun de 1994.
  • Canudos – A Guerra sem fim. Drama épico-histórico em coautoria com Ana Pedreira Franco e Paulo Dourado. Direção de Paulo Dourado. Salvador: Concha Acústica do Teatro Castro Alves, 1993.

 

Publicações/organizados ou edições

  • O cruel aprendiz. 1. ed. Salvador: EPP, 2009. v. 1. 104 p
  • A gargalhada de Ulisses: a catarse na comédia. 1.ed. São Paulo: Perspectiva, 2008. v. 01. 235 p.
  • A Terceira Manhã. Salvador: Secult; Rio de Janeiro: Imago, 2004. v. 1., 120 p.
  • Castro Alves – Marmelada: uma comédia caseira – Noivas. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 2003. v. 1. 243 p.
  • Lábaro Estrelado – Bocas do Inferno – O Bom Cabrito Berra. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo, 2003. v. 1. 213 p. .
  • Senhora Dona Bahia: Poesia Satírica de Gregório de Matos. Salvador: EDUFBA, 1996. 279 p. (2º lugar dos Mais Vendidos segunda A Tarde Cultural de 8 de novembro de 1997).
  • As estratégias do drama. Salvador: Edufba, 1995. 84 p.
  • Castro Alves. Drama histórico em dois atos. Salvador: Escola de Teatro, UFBA, 1994. 88 p.
  • Ágora – Praça do Tempo. (Poemas) Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1979. 80 p.

 

Capítulos de livros publicados

  • Travestimentos: o que está em jogo. In: BOCCIA, Leonardo Vincenzo. (Org.). Interdisciplinaridade e cultura. Salvador: Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, 2009, v., p. 167-177.
  • Com a palavra o escritor. In: CLEISE FURTADO. (Org.). Com a palavra o escritor. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 2002.
  • A Força Cômica. In: BIÃO, Armindo; PEREIRA, Antônia; CAJAÍBA, Luís Cláudio; PITOMBO, Renata. (Org.). Temas em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade. São Paulo / Salvador: Annablume/GIPE-CIT, 2000, v., p. 177-188.
  • MENDES, C. F.; FRANCO, A.; DOURADO, P. A Conspiração dos Alfaiates. In: DOMINGUES, Carlos Vasconcelos; LEMOS, Cícero Bathomarco; YGLESIAS Edyala. (org.). Animai-vos, povo bahiense! A Conspiração dos Alfaiates. Salvador: Omar G. Editora, 1999, v. p. 128-157.
  • Um Tal de Dom Quixote. In: Márcio Meirelles. (org.). Um tal de Dom Quixote. Salvador: Teatro Vila Velha, 1998, v. , p. 5-25.
  • Poesia Amorosa. In: ALVES, Lizir Arcanjo. (Org.). Poesias de Castro Alves – Antologia Comentada. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo/EGBA, 1997, v. , p. 80-101.
  • O Corpo como Texto: Erotismo e Pornografia. In: RIBEIRO FILHO, Aurino. (Org.). Seminário Geral Interdisciplinar. Salvador: UFBA/Instituto de Física, 1995, v. , p. 71-91.
  • Apresentação Circumnavigare. In: RANGEL, Sônia Lúcia. (Org.). Circumnavigare. Salvador: FCEBA/Bigraf, 1995, v. , p. 6-11.
  • O Terceiro Ás. In: MENDES, Cleise; BARBOZA, Pedro. (org.). Novíssimos Contistas da Bahia. Salvador: UFBA, 1975, v. , p. 27-34.

Algumas premiações

  • Troféu Braskem de Teatro – Homenagem por conjunto de obra teatral – abril de 2005.
  • Troféu Dia Internacional da Mulher – 8/3/2002 – da RIN Produções – Patrocínio Coelba/ FAZCULTURA/ Governo da Bahia.
  • Troféu Catarina Paraguaçu – 1998.
  • Troféu Bahia Aplaude – Melhor ator de 1994. Peça Castro Alves.
  • Troféu Martim Gonçalves – Melhor Texto de 1981. Peça A Terceira Margem.
  • Troféu Martim Gonçalves – 1985 – Prêmio Especial pela direção da escola de Teatro da UFBA.
  • Prêmio de Melhor Conto para Equidade, Concurso de Contos da Revista Ficção, n. 10, Rio de Janeiro, 1976.
  • Pesquisador do CNPq – Bolsa de Produtividade em Pesquisa.

[JOACI GÓES]

Cadeira 07

JOACI GÓES

JOACI GÓES

Cadeira 7

Patrono: José da Silva Lisboa Visconde de Cairu

Fundador: Ernesto Carneiro Ribeiro

2o. Titular: Francisco Borges de Barros

3o. Titular: Aloísio de Carvalho Filho. Eleito para a Cadeira 26, permutou-a, obtendo acordo da Academia pela Cadeira 7, com Francisco de Paiva Marques, quando ambos ainda não empossados.

4o. Titular: Nélson de Souza Sampaio

5o. Titular: Pedro Moacir Maia

Titular atual: Joaci Góes

Posse em: 24.09.2009

www.joacigoes.com.br

 

Nasceu na fazenda São Bento, município de Ipirá-Ba, a 25 de agosto de 1938. Quinto filho de Mariana Fonseca de Góes e de João de Souza Góes, Joaci cursou o primário nos arraiais de Ponto Alegre e Pau Ferro, seguindo para Salvador, aos onze anos. Cursou o ginasial no Colégio Severino Vieira, o colegial no Central e graduou-se pela Escola de Direito da Universidade Federal da Bahia, dirigida pelo jurista Orlando Gomes que veio a ser um dos seus maiores amigos.

Sob a supervisão do seu pai, o velho Gozinho, e a liderança de seus irmãos mais velhos, Joilson e Jeferson, participou com Julival, um ano mais velho, da fundação da Construtora Góes, em 1959, para modernizar e ampliar as atividades de abrir estradas desenvolvidas pelo patriarca desde 1932, depois que Lampião, à guisa de Robin Hood, distribuiu com a população de Olindina todo o estoque da loja de sua propriedade.
Diante da impossibilidade de conciliar a vocação acadêmica com as absorventes atividades empresariais, Joaci optou pelo mundo dos negócios, dedicando, porém, à leitura, as horas de lazer. Em razão dessa nítida dualidade vocacional, passou a ser considerado por alguns como intelectual-empresário, e por outros como empresário-intelectual.
É muito conhecido seu desempenho à frente do grupo que ficou conhecido como Góes-Cohabita, integrado por atividades múltiplas, como financeiras, de construção de edifícios, estradas e obras especiais, agrícolas, industriais, imobiliárias, produtoras de energia e de comunicação, como a TV Aratu e Tribuna da Bahia, jornal que dirigiu de 1970 a 1997. Entre as suas realizações, está a FACDESCO – Faculdades do Descobrimento, instalada nos municípios de Cabrália e Porto Seguro.
Em 1986 foi eleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Uma vez promulgada a nova Constituição em 1988, foi designado Relator do Código de Defesa do Consumidor, diploma legal que, sancionado em setembro de 1990, entrou em vigor em março de 1991.
Conferencista, orador e articulista, Joaci publicou os seguintes ensaios: Em 2001, A Inveja nossa de cada dia, como lidar com ela; Em 2004, Anatomia do ódio e em 2009, A força da vocação para o desenvolvimento das pessoas e dos povos. Assina uma coluna semanal no jornal Tribuna da Bahia, é comentarista da Rádio Metrópole e consultor educacional das Obras Sociais Irmã Dulce. Tomou posse, em 24 de setembro de 2009 da cadeira nº 7, da Academia de Letras da Bahia, em substituição a Pedro Moacir Maia. É Sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.
Casado com Lídice Ferraz de Góes tem dois filhos: Joaci Filho, empresário, e Alex, cantor e compositor. Tem dois netos, Daniel e Maria Eduarda, gêmeos nascidos do casamento de Joaci Filho com Gabriela Mueller de Góes.


Publicações

  • A inveja nossa de cada dia – Como lidar com ela. Topbooks: Rio de Janeiro, 1ª ed., 2001.
  • A inveja nossa de cada dia – Como lidar com ela. Topbooks: Rio de Janeiro, 2ª ed., 2004.
  • Anatomia do ódio. Topbooks: Rio de Janeiro, 2004.
  • A força da vocação. Topbooks: Rio de Janeiro, 2009.
  • (As) 51 personalidades (mais) marcantes do Brasil.

[PAULO COSTA LIMA]

Cadeira 08

PAULO COSTA LIMA

PAULO COSTA LIMA

Cadeira 8

Patrono: Cipriano José Barata de Almeida
Fundador: Luís Anselmo da Fonseca
2o. Titular: Francisco Peixoto de Magalhães Netto
3o. Titular: Adriano de Azevedo Pondé
4o. Titular: Ari Guimarães
Titular atualPaulo Costa Lima
Posse em
: 17.12.2009
http://paulocostalima.wordpress.com

 

 

Eleito em 1o de outubro de 2009, tomou posse em 17 de dezembro de 2009, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Edivaldo Boaventura.

Paulo Costa Lima nasceu em 26 de setembro de 1954, em Salvador, no bairro de Brotas, na casa de seu avô materno João Augusto Costa, conhecido fabricante dos Cofres Lusitanos. Filho de Antonio Batista Lima e Dinorá Costa Lima, veio compor uma família de quatro, com seu irmão mais velho, João Augusto Costa Lima. Fez o curso primário na Escola Getúlio Vargas com a mestra Rachel Lopes Costa e o primeiro ano secundário no Instituto Isaías Alves, ambos, no Barbalho, pois a essa altura a família havia mudado para a Lapinha. Aliás, foi na Lapinha que começou a aprender violão, seu primeiro contato com o mundo da música, intermediado, no caso, pelo repertório projetado pela mídia de então, Jovem Guarda e Beatles, Foi também na Lapinha que teve maior contato com a vida em comunidade de bairro popular, numa Salvador que não passava de 600 mil habitantes, que sentiu a presença marcante da negritude na Liberdade, que entendeu o ‘2 de Julho’ e de seu cortejo anual participou ativamente. Em 1967 grandes mudanças: entra para o Colégio de Aplicação da UFBA e a família muda-se de volta para Brotas. O gosto musical modula para a bossa nova e a MPB. Nasce a consciência política. Em 1969 ingressa nos Seminários de Música da UFBA, aos 14 anos, para estudar trompa e piano, mas logo se aproxima do movimento de composição liderado por Ernst Widmer, estudando composição com Jamary Oliveira e o violoncelo com Piero Bastianelli. O gosto musical explode em várias direções, de Smetak à música da Renascença. Em 1972 conclui o curso secundário no Colégio de Aplicação, com louvor, e passa nos vestibulares de Medicina da Escola Baiana e da UFBA, naquele em primeiro lugar (a UFBA não divulgava a classificação). Ao final do ano, decide largar o curso de Medicina e dedicar-se totalmente à música, dividindo atenções entre o violoncelo e a composição. Neste breve ano de medicina estagia durante cinco meses no Hospital Ana Nery, hospital psiquiátrico que, sob a direção de Aurélio Andrade, experimentava funcionar como ‘comunidade terapêutica’ – quase todos os pacientes soltos, reunindo-se em pequenos grupos e em assembleias semanais. Uma experiência inesquecível de ‘democracia desviante’, em plena ditadura. Em termos de experiência musical, vibra com sua entrada para a Orquestra Sinfônica da UFBA, e suas atividades de música de câmara, tocando suítes de J. S. Bach e sonatas de Beethoven e Brahms para violoncelo e piano. Em 1974, inicia formalmente seus estudos superiores de música, dividindo atenções entre o violoncelo e a composição. Em 1976, grandes acontecimentos: Casa-se com Ana Margarida Cerqueira Lima, filha de Jayme Gonçalves Cerqueira Lima e Maria José de Almeida Cerqueira Lima, com a qual terá dois filhos, Cláudio e Maurício. Ganha bolsa de estudos para a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, para onde se transfere. Tem sua primeira obra executada em público.

Tocatta

Possui graduação em Composição, Bachelor of Music (with Honors), na University of Illinois (1977), e Mestrado em Educação Musical também obtido na University of Illinois (1978) e reconhecido pela UFBA, tendo recebido orientação de Herbert Brün, Ben Johnston e Richard Cowell. Doutorado em Educação pela UFBA (1999) com Tese sobre a Pedagogia da composição de Ernst Widmer e um segundo Doutorado em Artes, pela Universidade de São Paulo (2000), com Tese sobre a Relação entre superfície e estrutura na música octatônica de Ernst Widmer. Professor da Universidade Federal da Bahia desde 1979, atuando na graduação e na pós. Registra em seu catálogo 90 composições e 300 performances destas, em mais de 15 países, levando a participações em festivais no Carnegie Hall (1996), no Lincoln Center (2001), em Seattle (Orquestra Sinfônica de Seattle), na sala Rode Pompe (Bélgica), na KonzertHaus de Berlim (2004), em Campos de Jordão, na Sala Cecília Meireles, Sala São Paulo, Teatro Brás Cubas (Santos), tendo merecido crítica do New York Times e do Deutscher Zeitung e verbete do Grove Dictionary of Music and Musicians (2001). Já publicou dois livros (1999 e 2005) e organizou outros cinco. Vem publicando artigos e capítulos de livro (cerca de 40) em edições nacionais e internacionais, desde 1981, quando criou a Revista Art na UFBA. Ao longo de sua carreira já foi Chefe de Departamento e Diretor da Escola de Música, tendo sido o responsável pela retomada dos Seminários internacionais de Música, pela criação da Pós-Graduação nesta área, e pela criação do Memorial Lindembergue Cardoso com ampliação do espaço físico da Escola. Foi Pró-Reitor da UFBA em duas gestões (1996-2002), tendo sido responsável pela concepção e implementação do Programa UFBA em Campo e ACC – Atividade Curricular em Comunidade, pela aproximação entre Universidade e Carnaval, pela criação da TV UFBA e Rede de Outdoors, entre outras realizações. Presidente da Fundação Gregório de Mattos (2005-2008), órgão responsável pela cultura em Salvador, deu atenção especial à relação entre cultura e participação popular, especialmente através de diálogos entre cultura letrada e ancestralidade; implantou a Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Viva Cultura, restaurou a Casa do Benin, lançou o Programa Capoeira Viva 2007, criou o Conselho Municipal de Cultura, o portal de cultura da FGM, o Festival Viva Salvador, os programas Mestres Populares da Cultura e Estação Cultura, entre outros, lançando mais de 50 produtos (livros, CDs e vídeos), tendo sido homenageado com a mais alta comenda do Legislativo Municipal, a Medalha Thomé de Souza. Membro fundador da Congregação do IHAC (Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA) e coautor do Projeto de BI das Artes (2008). Seus principais interesses de pesquisa são: composição e identidade cultural, ensino de composição, música e psicanálise, gestão universitária e gestão cultural. Foi consultor do Fórum Mundial de Cultura, Fórum Mundial de Turismo (Odebrecht – Instituto de Hospitalidade), participou e presidiu a Câmara de Letras e Artes da FAPESB (2003-2005), retornando em 2009 como membro, ingressou no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia-IGHB a partir de 2007. Foi pesquisador do CNPq a partir de 1983, reingressando no sistema posteriormente como pesquisador com bolsa de produtividade. Escreve regularmente para o portal Terra Magazine (âmbito nacional) e colabora com o Jornal A Tarde (Salvador-BA) desde 1981, já tendo publicado mais de duzentos artigos. Membro do Conselho de Cultura do Estado da Bahia (2007-2010). Foi eleito em 2009 para a Academia de Letras da Bahia na cadeira 8, tendo como patrono Cipriano Barata, e eleito em 2014 para a Academia Brasileira de Música na cadeira 21, tendo como patrono Manoel Joaquim de Macedo.

Principais Obras

1. Livros

  • Invenção e Memória. Salvador: Edufba, 2005.
  • Ernst Widmer e o ensino da composição musical na Bahia. Salvador: Edufba, 1999.
  • Música popular e adjacências. Salvador: Edufba, 2010. 152 p.

1.2 (como organizador/autor)

  • Seminários de Carnaval. Salvador, UFBA, 1998.
  • Seminários de Carnaval. Salvador, UFBA, 1999.
  • Ufba em Campo: uma experiência de articulação ensino, pesquisa e sociedade. Salvador: Edufba, 1998.
  • Quem faz Salvador? Salvador, Pró-Reitoria de Extensão e Prefeitura Municipal de Salvador, 2002.

2. Capítulos de Livros

  • LIMA, P. C. Salvador e o desafio da gestão cultural. In: Antonio Albino Canelas Rubim; Renata Rocha. (Org.). Políticas culturais para as cidades – Coleção Cult. Salvador: Edufba, 2010, v. , p. 97-107.
  • Meu caro amigo: uma homenagem a Chico e Francis Hime. In: GMÜNDER, Ulrich. (Org.). A rapadura e o fusca: cana, cultura, sociedade. Salvador: Goethe Institut (ICBA), 2009, v. , p. 229-233.
  • CHAUI, Marilena; LIMA, P. C.; MEIRELLES, Márcio. O que é mesmo cultura brasileira?. Cultura e Democracia, Série ‘Cultura é o quê?’. Salvador: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT, 2008, v. 1, p. 12-17.

4. Partituras

  • Kabila op. 45 para quarteto de madeiras. Salvador: Universidade Federal da Bahia – Escola de Música – Série Compositores da Bahia-46, 2000. (Partitura Musical/Outro).
  • Vassourinhas op. 46 para piano solo. Salvador: Universidade Federal da Bahia – Escola de Música – Série Compositores da Bahia-45, 2000. (Partitura Musical/Outro).
  • Corrente de Xangô op. 34 para violoncelo. Berlim: Margot – Neue Verlag, 1996. (Partitura Musical/Outro).
  • Vés op. 26 para piano. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1993. (Partitura Musical/Outro).
  • Fantasia op. 23 para piano solo. Salvador: Universidade Federal da Bahia – Funarte, 1987. (Partitura Musical/Outro).
  • Cuncti-Serenata op. 17 para piano solo. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1985. (Partitura Musical/Outro).
  • Ubabá, o que diria Bach! Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1984. (Partitura Musical/Orquestra).
  • Tece. Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1981. (Partitura musical/Outro).

 


[ANTÔNIO TORRES]

Cadeira 09

ANTÔNIO TORRES

ANTÔNIO TORRES

Cadeira 9

Patrono: Antônio Ferreira França

Fundador: José Alfredo de Campos França

2o. Titular: Edgar Ribeiro Sanches

3o. Titular: Antônio Luis Machado Neto

4o. Titular: Cláudio Veiga

5o. Titular: João Ubaldo Ribeiro

Titular atual: Antônio Torres

Posse em: 21.05.2015

 

Antônio Torres nasceu no pequeno povoado do Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio, mais tarde foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá, mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente dedica-se exclusivamente à atividade literária e mora em Itaipava, Petrópolis, RJ depois de viver no Rio de Janeiro por várias décadas. É casado com Sonia Torres, doutora em literatura comparada, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem dois filhos, Gabriel e Tiago.

Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”. O segundo “Os Homens dos Pés Redondos”, confirmou as qualidades do primeiro livro. O grande sucesso, porém, veio em 1976, quando publicou Essa terra, narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do Sul, principalmente São Paulo.

Hoje considerada uma obra-prima, Essa terra ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano, que hoje tem seus livros publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha, Portugal, Bulgária e Vietnã. Em 2001 a Editora Record lançou uma reedição comemorativa (25 anos) de Essa Terra. Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em Um cão uivando para a Lua, Os homens dos pés redondos, Balada da infância perdida e Um táxi para Viena d’Áustria.

Em 1997, Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Vinte anos depois, narrador e protagonista voltam à pequena Junco em O cachorro e o lobo, para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.

Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então (Essa terra e Um táxi para Viena d’Áustria). Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Em 2001, foi o vencedor (junto com Salim Miguel por Nur na escuridão) do Prêmio Zaffari & Bourbon, da 9a. Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, RS, por seu romance Meu querido canibal, no qual Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas da história brasileira.

Dando sequência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance O nobre sequestrador, que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin, o corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. O nobre sequestrador foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.

Em 2006, Antônio Torres publicou o romance Pelo fundo da agulha, com o que fechou uma trilogia iniciada com Essa terra e prosseguida com O cachorro e o lobo. Este livro foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti e finalista do Prêmio Zaffari & Bourbon, da Jornada Literária Nacional de Passo Fundo.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7/11/2013, nela foi empossado no dia 9/4/2014, passando a ocupar a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar, e que teve como fundador Machado de Assis e, na linha sucessória, Lafaiette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado, Zélia Gattai e Luiz Paulo Horta. Ele foi recebido na ABL pela romancista Nélida Piñon

Em resumo: autor premiado, com várias edições no Brasil e traduções em muitos países, Antônio Torres é um dos nomes mais importantes da sua geração, com um obra expressiva que abrange 11 romances, 1 livro de contos, 1 livro para crianças, 1 livro de crônicas, perfis e memórias. Além de dois projetos especiais (O centro das nossas desatenções, sobre o centro do Rio de Janeiro – e que rendeu um documentário para a TV Cultura, São Paulo -, e O circo no Brasil, da série História Visual, da Funarte, Fundação Nacional de Arte).

Capa do caderno literário do jornal Le Monde (França) dedicado à literatura latino-americana. O nome de Antônio Torres aparece ao lado de Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Dyonélio Machado, Graciliano Ramos e Moacyr Scliar.

caderno_le_monde

BIBLIOGRAFIA

  • Um cão uivando para a lua – 1972
  • Os homens dos pés redondos – 1973
  • Essa terra – 1976
  • Carta ao bispo – 1979
  • Adeus, velho – 1981
  • Balada da infância perdida – 1986
  • Um táxi para Viena d’Áustria – 1991
  • O centro das nossas desatenções – 1996
  • O cachorro e o lobo – 1997
  • O circo no Brasil – 1998
  • Meninos, eu conto – 1999
  • Meu querido canibal – 2000
  • Essa Terra (edição comemorativa de 25 anos) – 2001
  • O Nobre Sequestrador –  2003
  • Pelo Fundo da Agulha – 2006
  • Minu, o gato azul – 2007 (história para crianças)
  • Sobre pessoas – 2007 (crônicas, perfis e memórias)
  • Do Palácio do Catete à venda de Josias Cardoso – crônica, 2007

Fonte: www.antoniotorres.com.br


[FREDIE DIDIER Jr.]

Cadeira 10

FREDIE DIDIER Jr.

FREDIE DIDIER Jr.

Cadeira 10

Patrono: José Lino dos Santos Coutinho

Fundador: Antônio Muniz Sodré de Aragão

2o. Titular: Altamirando Alves da Silva Requião

3o. Titular: Gaspar Sadoc da Natividade

Titular atual: Fredie Didier Jr. 

Posse em: 30.11.2017

Nasceu em Salvador, Bahia, a 13 de setembro de 1974, filho de Fredie Souza Didier e Marta Gouveia Didier. Estudou na Escola Girassol (1978-1985) e no Colégio São Paulo (1986-1992). Fez graduação em Direito na Universidade Federal da Bahia (1993-1997), onde também obteve o grau de mestre em Direito (2002). Doutorou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005). Concluiu o pós-doutorado na Universidade de Lisboa (2009). É livre-docente pela Universidade de São Paulo (2012). Foi professor da Universidade Católica do Salvador (1999-2002), da Universidade Salvador (1999-2005) e da Unijorge (2003-2005). Desde 2004, é professor (atualmente, associado) dos cursos de graduação, mestrado e doutorado em Direito da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Foi Chefe do Departamento de Direito Público (2009-2012) e atualmente é membro da Congregação da Faculdade de Direito da UFBA. É Diretor-acadêmico (desde 2006) da Faculdade Baiana de Direito. Professor Honorário da Universidad Continental (Peru). É professor visitante da Pontifícia Universidad Católica del Perú desde 2015. É professor colaborador dos Programas de Pós-graduação em Direito da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). É membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (2009), do Instituto dos Advogados da Bahia (2001), da Academia de Letras Jurídicas da Bahia (2008; é Vice-Presidente desde 2015), do Instituto Brasileiro de Direito Processual (2000), do Instituto Ibero-americano de Direito Processual (2008), da International Association of Procedural Law (2010), da Associação Brasileira de Direito Processual (2015), da Associação Norte e Nordeste de Professores de Processo (2011, de que foi Presidente no período 2011-2013), da Associação Brasileira de Direito Processual Constitucional (2013). e da Academia Brasileira de Direito (2019). É membro honorário do Instituto Carioca de Processo Civil (ICPC, desde 2017) É membro honorário do Instituto Carioca de Processo Civil (ICPC, desde 2017). É advogado militante desde 1999. É membro da Assembleia das Obras Sociais de Irmã Dulce. Membro da Ordem do Mérito Judiciário Trabalhista (2015). Foi conselheiro estadual (2010-2012) e conselheiro federal suplente da OAB (2013-2015). Foi Vice-Presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB (2013-2015). Foi o coordenador da Comissão de Juristas Responsável pela revisão, na Câmara dos Deputados, do projeto de novo Código de Processo Civil brasileiro (Lei n. 13.105/2015) – setembro de 2011 a março de 2014. Foi consultor externo da comissão de reforma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em razão do Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) – dezembro de 2015 a março de 2016. Foi consultor do Ministério da Justiça Peruano para a elaboração do anteprojeto de reforma do Código de Processo Civil peruano (2017). É membro do Conselho Editorial de diversos periódicos científicos. Possui mais de uma centena de artigos publicados em periódicos científicos e livros no Brasil, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, México, Argentina, Peru e França. Já proferiu por volta de duzentas conferências. Foi examinador em bancas nas principais universidades brasileiras (USP, UFPE, UFPR, UFRGS, UNB, UERJ, UFMG, PUC-SP, UNICAP, UFES, PUC-RS, UFRJ). Publicou mais de cinquenta livros – dentre os quais quatro deles no Peru e um em Portugal. A obra mais conhecida é o Curso de Direito Processual Civil, em 5 volumes, publicado pela Editora Jus Podivm. Sobre a Teoria Geral do Processo, essa desconhecida, publicado pela Editora Jus Podivm, é a versão comercial da sua tese de livre-docência e é uma contribuição à filosofia analítica da ciência processual. Publicou a coletânea “Os nomes das salas” (2016), com os perfis biográficos de todos aqueles que dão nome a espaços da Faculdade de Direito da UFBA, muitos dos quais membros da Academia de Letras da Bahia. Também publicou a coletânea de textos não jurídicos chamada “Janelas Abertas – escritos de circunstância” (2017), que reúne discursos, necrológios, prefácios e ensaios. Sua produção intelectual pode ser acompanhada em https://frediedidier.academia.edu/;www.frediedidier.com.br;facebook.com/FredieDidierJr

Livros – autoria

Ensaios sobre os negócios jurídicos processuais. Salvador: Editora Juspodivm, 2018.

Janelas abertas – escritos de circunstância. Salvador: Editora Jus Podivm, 2017.

Sobre a Teoria Geral do Processo, essa desconhecida. 4ª ed. Salvador: Editora Jus Podivm, 2017.

Sobre la Teoría General del Proceso. Lima: Raguel, 2015.

Cinco discursos. Salvador: Jus Podivm, 2010.

Regras processuais no Código Civil. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

Curso de Direito Processual Civil (v. 1) – introdução ao estudo do direito processual e processo de conhecimento. 19ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2017.

Recurso de terceiro – juízo de admissibilidade. 2. ed. São Paulo: RT, 2005.

Pressupostos processuais e condições da ação – o juízo de admissibilidade do processo. São Paulo: Saraiva, 2005. v. 1. 424 p.

Fundamentos del principio de cooperación en el derecho procesal civil portugués. 1. ed. Lima: Communitas, 2010.

Fundamentos do Princípio da Cooperação no Direito Processual Civil português. 1. ed. Coimbra: Coimbra Editora, 2010.

Livros – coautoria

A nova reforma processual (Coautoria com JORGE, Flávio Cheim; RODRIGUES, Marcelo Abelha). 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

Pareceres. (coautoria com Daniela Santos Bomfim). Salvador: Editora Jus Podivm, 2014.

Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais. (coautoria com Pedro Henrique Pedrosa Nogueira). 2ª ed. Salvador: Editora Jus Podivm, 2013.

Teoría de los hechos procesales. (coautoria com Pedro Henrique Pedrosa Nogueira) Lima: Ara Editores, 2015.

Curso de Direito Processual Civil (v. 4) – processo coletivo (Coautoria com ZANETI JR., H.). 11ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2017.

Curso de Direito Processual Civil (v. 3) – meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais – (Coautoria com CUNHA, L. J. C.). 14ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2017.

Curso de Direito Processual Civil (v. 5) – execução (Coautoria com BRAGA, P. S.; OLIVEIRA, R. S.; CUNHA, L. J. C.). 7ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2017.

Curso de Direito Processual Civil (v. 2) – direito probatório, decisão judicial, cumprimento e liquidação da sentença e coisa julgada (Coautoria com BRAGA, P. S.; OLIVEIRA, R. S.). 12ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2017.

Benefício da justiça gratuita (Coautoria com OLIVEIRA, R. S.). 6. ed. Salvador: Jus Podivm, 2016

A terceira etapa da reforma do CPC (Coautoria com RODRIGUES, Marcelo Abelha; JORGE, Flávio Cheim). São Paulo: Saraiva, 2006.

Comentários ao Código Civil (coautoria com FARIAS, Cristiano Chaves de). 1. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005. v. 15.

Por uma nova teoria dos procedimentos especiais. Salvador: Editora Juspodivm, 2018 (em coautoria com Antonio do Passo Cabral e Leonardo Carneiro da Cunha).

Livros – organização/coordenação

Grandes temas do novo CPC – Coisa julgada e outras estabilidades processuais. (coorg. Antonio do Passo Cabral). Salvador: Editora Jus Podivm, 2018.

Doutrinas essenciais do processo civil. 2ª ed. São Paulo: RT, 2018, 7v (coorg. Teresa Arruda Alvim).

Grandes temas do novo CPC – Julgamento de casos repetitivos. (coorg. Leonardo Carneiro da Cunha). Salvador: Editora Jus Podivm, 2017.

A lei de empresas juniores. Salvador: Editora Jus Podivm, 2016 (coorg. João Vitor Camargo, Alessandro Marques e Daniel Pimentel).

Ensaios e artigos de J. J. Calmon de Passos. (coorg. Paula Sarno Braga). Salvador: Editora Jus Podivm, 2016, v. 2.

Grandes temas do novo CPC – Normas fundamentais. (coorg. Dierle Nunes e Alexandre Feire). Salvador: Editora Jus Podivm, 2016.

Os nomes das salas. Salvador: Editora Jus Podivm, 2016.

Precedentes. (coorg. Leonardo Carneiro da Cunha, Lucas Buril e Jaldemiro Ataíde Jr.). Salvador: Editora Jus Podivm, 2015.

Breves Comentários ao Código de Processo Civil. (coorg. Teresa Wambier, Eduardo Talamini e Bruno Dantas). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2015.

Novas tendências do processo civil – estudos sobre o projeto de novo CPC. (coorg. Luiz Fux, Bruno Dantas, Dierle Nunes, Alexandre Freire, Pedro Miranda, José Miguel Garcia Medina e Luiz Henrique Volpe Camargo). Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, v. 2.

Novas tendências do processo civil – estudos sobre o projeto de novo CPC. (coorg. Luiz Fux, Bruno Dantas, Dierle Nunes, Alexandre Freire, Pedro Miranda, José Miguel Garcia Medina e Luiz Henrique Volpe Camargo). Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, v. 3.

Ensaios e artigos de J. J. Calmon de Passos. (coorg. Paula Sarno Braga). Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, v. 1.

Ativismo judicial e garantismo processual (coorg. Glauco Gumerato Ramos, Wilson Levy e José Renato Nalini). Salvador: Editora Jus Podivm, 2013.

Novas tendências do processo civil – estudos sobre o projeto de novo CPC. (coorg. Luiz Fux, Bruno Dantas, Dierle Nunes, Alexandre Freire, Pedro Miranda, José Miguel Garcia Medina e Luiz Henrique Volpe Camargo). Salvador: Editora Jus Podivm, 2013.

Pontes de Miranda e o Direito Processual. (coorg. Pedro Henrique Pedrosa Nogueira e Roberto Campos Gouveia Filho). Salvador: Editora Jus Podivm, 2013.

Empresa Júnior: Aspectos jurídicos, políticos e sociais. (coorg. Alessandro Marques). Salvador: Editora Jus Podivm, 2012.

Execução e cautelar – estudos em homenagem a José de Moura Rocha. (coorg. Antonio Adonias e Leonardo Carneiro da Cunha). Salvador: Editora Jus Podivm, 2012.

Reconstruindo a Teoria Geral do Processo. Salvador: Editora Jus Podivm, 2012.

Tutela Jurisdicional Coletiva – segunda série. (coorg. Com Rodrigo Mazzei e José Henrique Mouta). Salvador: Editora Jus Podivm, 2012.

O Projeto do Novo Código de Processo Civil – estudos em homenagem ao Professor José Joaquim Calmon de Passos (coorg. com ADONIAS, Antonio). Salvador: Jus Podivm, 2012.

O Projeto do Novo Código de Processo Civil – estudos em homenagem ao Professor José de Albuquerque Rocha (Coorg. com ARAUJO, J. H. M.; KLIPPEL, Rodrigo). Salvador: Jus Podivm, 2011.

Ações constitucionais (Org.). 5ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2011.

Teoria do processo – panorama doutrinário mundial – segunda série (Org.). Salvador: Jus Podivm, 2010.

O terceiro no processo civil brasileiro e assuntos correlatos – estudos em homenagem ao Professor Athos Gusmão Carneiro (coorg. com WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; CERQUEIRA, Luis O. S.; CALMON FILHO, Petronio; TEIXEIRA, Sálvio F.). São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010.

Revisitando a teoria do fato jurídico – homenagem a Marcos Bernardes de Mello (Coorg. com EHRHARDT Jr., M.). 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

Tutela jurisdicional coletiva (Coorg. com ARAUJO, J. H. M.). Salvador: Jus Podivm, 2009.

Processo e direito material (Coorg. com MAZZEI, R.). Salvador: Jus Podivm, 2009.

Teoria do Processo – panorama doutrinário mundial (Coorg. com JORDÃO, E. F.). Salvador: Jus Podivm, 2008. v. 1.

Constituição e processo (Coorg. com GOMES JR., L. M.; WAMBIER, Luiz R.). Salvador: Jus Podivm, 2007.

Reforma do Judiciário (Coorg. com BRITO, E.; BAHIA, S. C.). São Paulo: Saraiva, 2006.

Execução civil – estudos em homenagem ao Professor Paulo Furtado (Coord.). Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006.

Prova, exame médico e presunção (Coorg. com MAZZEI, R.). 1. ed. Salvador: Jus Podivm, 2006.

Reflexos do Novo Código Civil no Direito Processual (Coorg. com MAZZEI, R.). 1. ed. Salvador: Jus Podivm, 2006.

Leituras Complementares de Processo Civil (Org.). 3. ed. Salvador: Jus Podivm, 2005.

Aspectos Polêmicos e Atuais sobre os terceiros no processo civil e assuntos afins (Coorg. com WAMBIER, Teresa Arruda Alvim). São Paulo: RT, 2004. 1059 p.

Relativização da coisa julgada – enfoque crítico (Org.). Salvador: Jus Podivm, 2004.

Leituras Complementares para concurso – v. 2 (Org.). Salvador: Jus Podivm, 2004. 230 p.

Procedimentos especiais cíveis na legislação extravagante (Coorg. com FARIAS, Cristiano Chaves de). 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

A segunda etapa da reforma processual (Coorg. com MARINONI, Luiz Guilherme). São Paulo: Malheiros, 2003.

Revista Jurídica dos Formandos em Direito da UFBA (Org.). Belo Horizonte: Nova Alvorada Edições, 1997. Ano II, v. 2.

Revista Jurídica dos Formandos em Direito da UFBA (Org.). 1. ed. Belo Horizonte: Nova Alvorada Edições, 1996. Ano I, v. 1.

 

 


[YEDA PESSOA DE CASTRO]

Cadeira 11

YEDA PESSOA DE CASTRO

YEDA PESSOA DE CASTRO

Cadeira 11

Patrono: Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, Visconde de Jequitinhonha

Fundador: Antônio Ferrão Muniz de Aragão

2o. Titular: Otávio Torres

3o. Titular: Oldegar Franco Vieira

Titular atual: Yeda Pessoa de Castro

Posse em: 10.04.2008

 

Eleita em 9 de junho de 2007, tomou posse em 10 de abril de 2008, no salão nobre da atual sede, sendo saudada por Consuelo Pondé de Sena.

Etnolinguista, Doutora (Ph.D) em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, República Democrática do Congo, Consultora Técnica em Línguas Africanas do Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz em São Paulo, Membro da Academia de Letras da Bahia e consultora técnica na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) na Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Pertence ao GT de Literatura Oral e Popular da ANPOLL, ao Comitê Científico Brasileiro do Projeto Rota do Escravo da UNESCO e ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN em Línguas e Culturas Africanas. Condecorada pelo Itamaraty no Grau de Comendadora da Ordem do Rio Branco e com a Comenda Maria Quitéria pela Câmara de Vereadores da Cidade do Salvador por serviços prestados ao País na política de aproximação cultural Brasil-África de que foi pioneira, tendo sido o primeiro brasileiro a defender tese de pós-graduação em uma universidade africana e o único até agora em sua especialidade. Foi Professora Visitante em universidades da África e do Caribe, onde atuou também como Adida Cultural da Embaixada do Brasil em Trinidad-Tobago. Na Bahia, foi Diretora do Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, fundou o Museu Afro-Brasileiro em Salvador. Professora Convidada de universidades na Alemanha desde 2000. É líder e fundadora do Grupo de Estudos Africanos e Afrobrasileiros em Línguas e Culturas (GEAALC) da Universidade do Estado da Bahia, hoje transformado em Núcleo (NGEALC) foi Professora Visitante do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade – PPGEDuC, lecionando línguas e culturas africanas. A importância das suas pesquisas, resultado de mais de trinta anos de investigação participante nos dois lados do Atlântico, mereceu reconhecimento internacional. Tem proferido conferências em congressos internacionais em vários países, a convite da ONU, da UNESCO e de instituições acadêmicas onde os estudos africanos são encarados com seriedade. Com vários trabalhos publicados sobre relações culturais e linguísticas Brasil-África, o conjunto de sua obra é considerado, em todas as partes, como uma renovação nos estudos afrobrasileiros por redescobrir a extensão da influência banto no Brasil e introduzir a participação de falantes africanos na formação do português brasileiro. Autora dos livros Falares Africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro (Academia Brasileira de Letras / Topbooks, 2001, 2.ed., 2005), aceito pela crítica como a obra mais completa já escrita sobre línguas africanas no Brasil, um livro que já se tornou um clássico na matéria, e A língua mina-jeje no Brasil: um falar africano em Ouro Preto do séc. XVIII (Fundação João Pinheiro, Secretaria de Cultura de Minas Gerais, 2002, Coleção Mineiriana), também pioneiro no estudo das linguasewe-fon no Brasil, além de inúmeros artigos e conferências, publicados em revistas científicas, anais de congressos, etc., no Brasil e no exterior.

Publicações

  • Falares Africanos na Bahia (um vocabulário Afro-Brasileiro). 2. ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 2005, 366 p.
  • A língua mina-jeje no Brasil. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 2002. v.1. 240 p.
  • Falares Africanos na Bahia (um vocabulário Afro-Brasileiro). Rio de Janeiro: Topbooks, 2001, 366 p
  • Contos Populares da Bahia: aspectos da obra de João Silva Campos. Salvador: Departamento de Assuntos Culturais da Prefeitura do Salvador, 1978, 50 p.

Capítulos de livros publicados

  • Linguagem com sabor de dendê In: Jorge Amado: 100 anos escrevendo o Brasil. 1.ed. Salvador: Casa de Palavras, 2013, p. 65-74.
  • Aspectos culturais e linguísticos de Africania no Caribe In: A herança africana no Brasil e no Caribe – The Africanheritage in Brazil and the Caribbeaned. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão – MRE, 2011, p. 89-102.
  • Aspectos culturais e linguísticos de africanias no Caribe In: A herança africana no Brasil e no Caribe. 1.ed. Brasília: Funag, 2011, v.01, p. 89-102.
  • Questões teóricas específicas In: Dicionários na teoria e na prática: como e para quem são feitos. 1.ed., São Paulo: Parábola Editorial, 2011, v.1, p. 58-61.
  • A língua de santo, marca de identidade etno-religiosa. In: De arte Grammatica. Festshriftfur Ebehard Gartnered. FrankfurtamMain: Valentia, 2010, p. 79-87.
  • A participação de falantes africanos no português brasileiro: aspectos sócio-históricos e linguísticos In: Interprenetração da língua e culturas de/em língua portuguesa na CPLP.1ª ed.Praia. Cabo Verde: Instituto IILP e AULP, 2010, p. 106-115.
  • O português do Brasil, uma intromissão nessa história. In: GALVES, Charlotte et alii. (org.). África-Brasil: caminhos da língua portuguesa. Campinas: Unicamp Ltda., 2009, p. 175-184.
  • A propósito do que dizem os vissungos. In: SAMPAIO, Neide Freitas Sampaio. (Org.). Vissungos: contos afrodescendentes em Minas Gerais. Belo Horizonte: Edições Viva Voz, 2009, p. 67-72.
  • A participação de falantes africanos na história do português do Brasil. In: GÄRTNER, Eberhard; SCHÖNBERGER, Axel. (org.). Estudos sobre o português brasileiro. Frankfurt: Valentia, 2009, v. 8, p. 85-98.
  • Towards a Comparative Approach of Bantuisms in Iberoamerica. In: PHAF-RHEINBERGER, Ineke; PINTO, Tiago de Oliveira. (Org.). ­AfricAmericas: Itineraries, Dialogues, and Sounds. Madrid / Frankfurt am Main: Iberoamericana-Vervuert, 2008, v. 119, p. 81-92.
  • Repensando a Língua Portuguesa. In: SOUZA, Rosana de. (Org.). Orientações Curriculares – Expectativas de Aprendizagem para a Educação Étnico-Racial. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008, v. 01, p. 265-269.
  • Dimensão dos aportes africanos no Brasil. In: BACELAR, Jeferson, PEREIRA, Cláudio. (Org.). Vivaldo da Costa Lima, intérprete afro-brasileiro. 194 ed. Salvador: EDUFBA, 2007, p. 177
  • O português e as línguas africanas no Brasil colonial. In: SCHRADER- KNIFFKI, Martina / MORGENTHALER, Laura García. (Org.). Romaniaeninteracción: entre historia, contacto y política. Ensayos em homenaje a Klaus Zimmermann. Frankfurt/ Madrid: Vervuert/ Ibero-americana, 2007, p. 361-379.
  • Agostinho da Silva e trinta anos de relacionamento linguístico Brasil-África. In: DAVI, Amon Pinho; EPIFÂNIO, Renato; PINHO, Romana Valente. (Org.). In: Memoriam de Agostinho da Silva: 100 anos, 150 nomes. Lisboa: Associação Agostinho da Silva, 2006, p. 447-457.
  • Uma língua africana documentada no Brasil do século XVIII. In: THIELEMANN, Werner. (Org.). Século das luzes. Frankfurt amMain: Biblioteca Luso-Brasileira, 2006, v. p. 371-384.
  • Redescobrindo as línguas africanas. In: CHAVES, Rita, SECCO, Carmen, MACEDO, Tânia. (Org.). Luanda: Chá de Caxinde. São Paulo: UNESP, 2006, p. 361-376.
  • A influência das línguas africanas no português brasileiro. In: Secretaria Municipal de Educação – Prefeitura da Cidade do Salv. (Org.). Pasta de textos da professora e do professor. Salvador: Secretaria Municipal de Educação, 2005, v. , p. –.
  • A diversidade das línguas africanas e atitudes linguísticas no relacionamento Brasil-África. In: MENEZES, Jaci Maria Ferraz de et alii. (org.). Relações do Atlântico Sul: História e Contemporaneidade. Salvador: Editora UNEB, 2003, p. 35-38.
  • Redescobrindo as línguas africanas. In: CHAVES, Rita et alii. (org.). Brasil/África: como se o mar fosse mentira. Maputo: Imprensa Universitária – Universidade Eduardo Mondlane, 2003, p. 359-374.
  • Colaboração à Antropologia Lingüística nos estudos afro-brasileiros. In: MARTINS, Cléo; LODI, Raul. (org.). Faraimara: O caçador traz a alegria. Rio de Janeiro: Pallas, 2000, p. 81-97.
  • A dignidade restaurada de Exú ou o encanto do contador das histórias. In: ROLLEMBERG, Vera. (org.). Jorge Amado: um grapiúna no País do Carnaval. Salvador: Edufba, 2000, p. 311-315.
  • Oxum. In: SANTOS, Francisco. (Org.). África Bahia. Salvador: Francisco Santos, 2000, p. 85-88.
  • O ensino de Línguas Africanas no Brasil. In: LIMA, Ivan Costa Lima et alii. (org.). Os negros, os conteúdos escolares e a diversidade cultural. Florianópolis: Núcleo de Estudos Negros – NEN, 1998, p. 29-38.
  • Poyeccíon histórica y perspectivas de lapoblacíon negra en Bahia, Brasil. In: MONTIEL, Luz Maria Martinez Montiel. (org.). Presencia Africana enSudamérica. México, DF: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, 1995, v. , p. 333-387.
  • Também mulher, imagem de Deus. In: QUINTAS, Fátima. (org.). Mulher negra: preconceito, sexualidade e imaginário. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1994, p. 85-89.
  • Os falares africanos na interação social do Brasil-Colônia.. In: MELLO, Linalda de Arruda. (org.). Sociedade, cultura e língua. João Pessoa: Shorin., 1990, p. 91-113.

Trabalhos completos publicados em anais de congressos

  • Marcas lexicais africanas: fator de identidade etno-religiosa em contextos afro-brasileiros In: III Encontro de Professores de Literaturas Africanas, – Pensando África, 2008, Rio de Janeiro.
  • Do dito ao escrito: A tradição do saber das Ialorixás. In: 2º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB, 2007, Salvador. 2º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB: entre discursos, práticas e mediações em espaços de leitura e literatura. Salvador: Quarteto, 2007.
  • Agostinho da Silva e o relacionamento linguístico Brasil-África. Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro, 2006, Lisboa. Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro. Lisboa: Associação Agostinho da Silva, Âncora Editora, 2004. v. 01. p. 331-338.
  • A herança Bantu e suas recriações. VI Congreso da ALADAAD, 1998, Brasília. Crises e Reconstruções. Brasília: LGE, 1998. p. 40-46.
  • Também Mulher, Imagem de Deus. In: IV Congresso Afro-Brasileiro, 1994, Recife. Mulher negra: preconceito, sexualidade e imaginário. Recife: Massangana, 1994. p. 85-89.
  • CASTRO, Yeda Pessoa ou PESSOA DE CASTRO, Yeda; VOGT, Carlos; FRY, Peter. O Afro-Negro e a Língua do Brasil. In: III Congresso Afro-Brasileiro, 1985, Recife. Os Afro-Brasileiros. Recife: Massangana, 1985. p. 72-81.
  • The African Culture in the Americas: Introduction to Joint Research on the Locations of Loan-Words. In: 2nd World Black and African Festival of Arts and Culture, 1977, Lagos. Black Civilization and African Languages, 1977. p. 1-40.

Prefácio, posfácio

  • A influência Africana no português do Brasil. In: MENDONÇA, Renato. FUNAG, Brasília, 2012.

[ARAMIS RIBEIRO COSTA]

Cadeira 12

ARAMIS RIBEIRO COSTA

ARAMIS RIBEIRO COSTA

Cadeira 12

Patrono: Miguel Calmon, Marquês de Abrantes

Fundador: Miguel Calmon du Pin e Almeida

2o. Titular: Alberto Francisco de Assis

3o. Titular: Afonso Rui de Souza

4o. Titular: Itazil Benício dos Santos

Titular atual: Aramis de Almada Ribeiro Costa

Posse em: 25.11.1999

 

Eleito em 26 de julho de 1999, tomou posse em 25 de novembro de 1999, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Hélio Pólvora.

Nascido em Salvador, Bahia, no dia 31 de janeiro de 1950, primeiro dos três filhos do bacharel em Ciências Econômicas Aldegar Ribeiro Costa e da professora Angélica de Almada Costa, Aramis de Almada Ribeiro Costa (Aramis Ribeiro Costa) manifestou a sua vocação para a literatura ainda na juventude.

No Colégio Estadual João Florêncio Gomes, onde fez o ginásio, fundou e dirigiu o jornal mural O Matutino, e ali começou a escrever editoriais e crônicas. Naquele mesmo ano, 1964, foi eleito, por todas as turmas, o orador da solenidade de conclusão do curso ginasial. Participou da Sociedade Civil Hora da Criança — fundada e dirigida por seu tio paterno, o jornalista, educador e cronista Adroaldo Ribeiro Costa. Nessa instituição, após atuação assídua no rádio e no teatro como menino do elenco, integrou a equipe dirigente e coproduziu e coapresentou, ao lado do tio, o famoso programa de rádio da entidade, na Rádio Cultura da Bahia.

Com a morte de Adroaldo, em 1984, foi eleito presidente, cargo que exerceu por um mandato. Aos quinze anos de idade deu início à publicação semanal de fábulas, crônicas e contos na página infantil do jornal A Tarde, colaboração que se estendeu por cerca de doze anos, tendo escrito e publicado, nesse período, quase duzentas histórias infantis, algumas em capítulos, ilustradas pelo desenhista e cartunista russo radicado na Bahia, Nikolai Tischenko. Foi, nessa época, assíduo colaborador de A Tarde também em outras páginas do jornal, com artigos, crônicas, contos e poemas.

De julho de 1993 a julho de 1994 foi articulista do jornal Bahia Hoje. Formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, em 1974, diplomou-se em Letras Vernáculas com Inglês pelo Instituto de Letras da Universidade Católica do Salvador, em 1987, obtendo pós-graduação em Administração Hospitalar, pela Universidade São Camilo, de São Paulo.

Como médico, especializado em pediatria, tem atuado em hospitais e clínicas de Salvador, havendo exercido a função de diretor-médico do Hospital de Clínicas Salvador Sociedade Civil por seis anos, de 1976 a 1982.

Pertence ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (sócio efetivo), à Academia de Letras e Artes do Salvador (membro fundador) e ao Instituto Genealógico da Bahia (membro titular). Foi membro efetivo do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, de 2011 a 2013. Presidente da Academia de Letras da Bahia no mandato 2011-2013, foi reeleito para o segundo mandato, 2013-2015.

 

LIVROS PUBLICADOS:

  • Quarto Escuro — (poesias) — Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1974. Edição esgotada.
  • A Caranguejinha de Ouro — (literatura infantil) — São Paulo: Editora Ática, Coleção Boca de Forno, 1986. 2ª edição, 1997. 3ª edição, 1997.
  • Helena Helena — (literatura infantil) — São Paulo: Editora Ática, Coleção Boca de Forno, 1986. 2ª edição, 2001.
  • O Morro do Caracará — (literatura infantil) — São Paulo: Editora Ática, Coleção Boca de Forno, 1986. 2ª edição, 1994.
  • A Nota de Rosália — (contos) — Salvador: Editora Marfim, 1989.
  • Uma Varanda para o Jardim — (romance) — Salvador: Editora Marfim, 1993.
  • Espelho Partido / Sonetos Escolhidos – 1971/1996 — (poesias) — Salvador: Empresa Gráfica da Bahia / Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Editorial Selo Letras da Bahia, 1996.
  • A Assinatura Perdida — (contos) — São Paulo: Iluminuras, 1996.
  • O Mar que a Noite Esconde — (contos) — São Paulo: Iluminuras, 1999.
  • Episódio em Curicica — (novela) — Salvador: Empresa Gráfica da Bahia / Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Editorial Selo Letras da Bahia, 2001.
  • Histórias de Bicho — (literatura infantil) — Salvador: Contexto&Arte Editorial, 2001.
  • O Fogo dos Infernos — (novelas) — São Paulo: Iluminuras, 2002.
  • Baú dos Inventados — (contos) — Rio de Janeiro: Imago; Salvador, Bahia: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Bahia: Prosa e Poesia, 2003.
  • Os Bandidos — (contos) — Rio de Janeiro: Imago, 2005.
  • Reportagem Urbana — (contos) — Rio de Janeiro: Imago, 2008.
  • Contos Reunidos — (contos) — Ilhéus: Editus, Editora da UESC, Coleção Nordestina, 2010.

FORA DE MERCADO:

  • Discurso dos Três Amores — (discurso) — Salvador: Academia de Letras da Bahia, 1998.

ORGANIZAÇÃO:

  • Adroaldo Ribeiro Costa / Páginas Escolhidas / 200 crônicas e dois contos / Seleção, Organização e Introdução de Aramis Ribeiro Costa — (coletânea) — Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia / Conselho Estadual de Cultura, Coleção Memória,1999.

COM OUTROS AUTORES:

  • O Mar na Prosa Brasileira de Ficção — (conferências) — Ilhéus: Editus / Fundação Cultural de Ilhéus, 1999.
  • Brasil 500 Anos / Encontros na Bahia — (conferências) — Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia / Conselho Estadual de Cultura, 2000.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

  • O Conto em Vinte e Cinco Baianos — Organização: Cyro de Matos — Ilhéus: Editus, Editora da UESC, Coleção Nordestina, 2000.
  • Antologia Panorâmica do Conto Baiano — Século XX — Organização: Gerana Damulakis — Ilhéus: Editus, Editora da UESC, Coleção Nordestina, 2003.
  • Travessias Singulares — Pais e Filhos — Organização: Rosel Bonfim Soares — São Paulo: Casarão do Verbo, 2008.

Leia também o discurso de posse de Aramis Ribeiro Costa


[EDILENE DIAS MATOS]

Cadeira 13

EDILENE DIAS MATOS

EDILENE DIAS MATOS

Cadeira 13

Patrono: Francisco Moniz Barreto (1804-1868)

Fundador: Egas Moniz Barreto de aragão, literariamente conhecido por Pethion de Villar (1870-1924)

Sucessores:

  • Afonso de Castro Rebelo Filho (1888-1965)
  • Walter Raulino da Silveira (1915-1970)
  • Odorico Montenegro Tavares da Silva (1912-1980)
  • Fernando Seixas de Macedo Costa (1925-1984)
  • Myriam de Castro Lima Fraga
  • Titular atual: Edilene Dias Matos
  • Posse em: 30.03.2017

Edilene Matos é doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Fez Pós-Doutorado em Literatura Brasileira na USP (São Paulo). Tem Pós-Doutorado em Poéticas da Voz pela Université Paris-Ouest Nanterre La Défense. Foi Professor Doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi, também e por um longo período Diretora do Departamento de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Atualmente, é profa. da Universidade Federal da Bahia e Coordenadora do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, além de  Presidente da ABRAVOZ (Associação Brasileira de Pesquisadores da Voz). Publicou dezenas de artigos em periódicos especializados (ex: Uma lição de amigos DO Leitura, SP, 2001; Um canto para Cecília Meirelles ao som do cravo, Revista Ângulo, Lorena, 2001; Comentário à entrevista de Villa-Lobos concedida a Antonio de Alcântara Machado (Villa-Lobos e o Folclore Nacional, SP, DO Leitura, 2001) Possui vários capítulos de livros (ex: La nature comme personnage. Confontation entre Eros et Thanatos. In: Ensayos Semióticos (domínios, modelos y miradas desde el cruce de la naturaleza y la cultura, México, Miguel Angel Porrua ed, 2000  e 8 livros publicados (ex: O boquirroto de megafone e cartola -RJ, Manatti Editora, 2004 -; Castro Alves Imagens fragmentadas de um mito – SP, EDUC/FAPESP, 2000 -; Minelvino Francisco Silva – SP, Hedra, 2000 -Ele, O tal, Cuíca de Santo Amaro – Salvador, Secretaria de Cultura, 1998, Notícias de um boquirroto Possui  itens de produção técnica. Participou de vários congressos no Brasil e no exterior. Atua na área de Cultura e Arte,, com ênfase em Cultura Brasileira. Em suas atividades profissionais interagiu com colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Em seu currículo, os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Literatura Brasileira, cultura brasileira, imaginário, poéticas orais, diálogo, oralidade, popular, voz, cordel, crítica, ficção e intertextualidade.


[GLAUCIA LEMOS]

Cadeira 14

GLAUCIA LEMOS

GLAUCIA LEMOS

Cadeira 14

Patrono: Francisco Gonçalves Martins,

Visconde de São Lourenço

Fundador: Bernardino José de Souza

2o. Titular: Alberto Alves Silva

3o. Titular: Edgar Rego Santos

4o. Titular: Raul Batista de Almeida

5o. Titular: Carlos Vasconcelos Maia

6o. Titular: Epaminindas Costalima

Titular atual: Gláucia Lemos

Posse em: 21.10.2010

Gláucia Lemos é graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e pós-graduada em Crítica de Arte pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização em Estética. Dedica-se á Literatura e ao Jornalismo como atividades principais.

Estudou Música e Desenho na Escola de Belas Artes da UFBA e Arte em série no Museu de Arte Moderna da Bahia. Por alguns anos ocupou-se de Pintura, logo optando pelo estudo de Filosofia da Arte no que se fixou. Abandonou a profissão liberal para dedicar-se à literatura e ao jornalismo.

Começou em jornal com a coluna “Mesa de chá” no mensário A Bahia, colaborando no tabloide do jornal A Tarde quando dirigido pelo jornalista Claudir Chaves (anos 60). Assinou durante três anos, a coluna “Pelas Universidades”, no antigo Diário de Notícias. Afastou-se da imprensa por alguns anos, voltando a atuar com uma coluna intitulada “De conversa”, no meteórico Jornal da Cidade que teve vida breve.

Entre 1980 e 86, voltou a escrever em jornal, com artigos semanais para a coluna de arte “Painel”, a convite do prof. Herbert Magalhães, por oito anos. Assinou a coluna “Gláucia Lemos” no mensário Jornal das Artes, de Recife, década de 70, e escreveu crítica de arte na Gazeta de Alagoas, entre 1982 e 84. Assinava a coluna quinzenal de artes, “Opinião”, em a Tribuna da Bahia.

Escreveu ensaios, resenhas e matéria literária no Jornal da Crítica, da Associação Brasileira de Críticos de Artes,(SP/UNESCO) e no jornal O Escritor, da União Brasileira de Escritores de São Paulo e colaborou assiduamente em “A Tarde Cultural” do jornal A Tarde, com ensaios de arte e resenhas literárias, como também na revista Iararana e na revista Exu, da Fundação Casa de Jorge Amado.

Implantou o curso teórico de Artes plásticas na Escola de Belas Artes da Fundação Teatro Deodoro de Alagoas, do qual foi coordenadora e no qual lecionou História da Arte I, História de Arte II e Iniciação à Estética, entre os anos 82 e 85. Representou o Museu Antônio Parreiras (RJ) na Bahia a convite do museólogo prof, Augusto Menezes, durante toda a sua gestão.

Após a frequente presença no Concurso Permanente de Contos do Jornal da Bahia, organizado por Adinoel Motta Maia, publicou o primeiro livro de contos em 1979, Era uma vez uma rosa que virou mulher, também ilustrado pela autora, em edição da Fundação Cultural do Estado da Bahia, por incentivo do prof. Carlos Eduardo da Rocha. Foi uma das fundadoras do Clube da Ficção, na década de 80. Entre Em 85 conquistou o Prêmio Cidade do Salvador na Academia de Letras da Bahia, com o romance O riso da raposa, publicado em 88 pela Bibliex Editora (RJ).

Em 1986, teve editado Coração de lua cheia, novela juvenil, pelo IBEP, ao qual se seguiram Um elfo em minha mão (Contexto) selecionado pelo INL- RJ para o programa “A Viagem da Leitura”, com edição especial de 5.000 exemplares, distribuídos pelas bibliotecas do país, e aconselhado para “leitores com experiência de leitura” na obra A Oficina da Palavra (Rosa Riche e Luciane Haddad – Editora FTD).

Em sequência, foram publicados A metade da maçã (Prêmio da Secretaria de Cultura do Recife); Estrela, estrela minha (Prêmio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão); os infantis A caneta que chorou tinta (Prêmio Monteiro Lobato, da Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil – SP ); O menino que acendeu as estrelas e A surpresa atrás da porta na Editora do Brasil(SP). Na Atual Editora (SP) publicou os juvenis As aventuras do marujo verde (23a. edição); A morena Guiomar ( 6a. edição); As novas viagens do marujo verde ( 9a. edição) O marujo verde vai aos Andes ( 5a. edição), e O marujo verde nos mares da Ásia, e Furta-cor e a mochila mágica (5ªedição), adotados em programas de Literatura de 1º grau.

Lançou em 1995 As joias do gnomo (Editora Dimensão – BH), em 1996, Procissão e outros contosO mistério do galeão – infantil (Editora Dimensão – BH), As Chamas da Memória – romance (Editora BDA), Prêmio Graciliano Ramos da UBE-RJ 1990, e As Cartas (Editora BDA-1987). Seguiram-se vários outros, num total de 34 títulos, entre os quais, O poeta da Liberdade, A garota do bugre, Luaral: um mundo absurdo, O cão azul e outros poemas (em 5ªedição) cujos textos estão selecionados para livros didáticos do ensino fundamental por autores de onze editoras como FTD, Didática, Universidade, Atual, Moderna, Positivo, Anglo e outras.

Teve participação nas antologias O conto em 25 baianos, coordenada pelo escritor Cyro de Matos; As palavras conduzem a outras palavras, por José Carlos Barros e Visão panorâmica do conto Baiano do século XX, pela crítica literária Gerana Damulakis. Em 2007 lançou pela Saraiva/Formato o infantil Quem sabe onde mora a lua? 

Foi finalista no concurso João de Barro – 2006, na categoria infanto-juvenil, com o livro Vou te contar, meu camarada, pela editora Dimensão (BH), em 2007, selecionado pelo Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE) com edição especial de 20.000 exemplares, em 2008, pelo qual recebeu o Certificado de Altamente Recomendável, da FNLIJ em 2009.

Foi premiada em 2007  no concurso O melhor Livro, da UBE-SP/Scortecci editora, com o romance Bichos de conchas que mereceu resenha crítica do prof. português Manuel Anastácio, crítico de literatura e poeta, professor de Literatura em Guimarães, Portugal.

Em 2010 publicou o livro de poemas Trilha de Ausências, edição comemorativa dos seus 30 anos de Literatura completados em agosto de 2009.

BIBLIOGRAFIA

  • Era uma vez uma rosa que virou mulher – contos – Ed.FCEBA. Esgotado.
  • Coração de lua cheia – novela juvenil – Ed. Cia. Editora Nacional (IBEP) – SP. Idem.
  • Um elfo em minha mão – romance – Ed.Contexto (SP). Premiado pelo INL com edição especial de 5.000 exemplares para distribuição pelas bibliotecas do país.
  • A metade da maçã – romance – Ed.FCEBA/EGBa. Prêmio Espaço e Tempo da Literatura – Sec.Cultura de Recife, 1988.
  • Estrela, estrela minha – novela juvenil – Ed.Editora do Brasil (SP) Prêmio da Sec.Cultura do Maranhão em 1988.
  • O riso da raposa – romance – Ed.Bibliex (RJ). Prêmio da Academia de Letras da Bahia em concurso nacional, 1985.
  • A caneta que chorou tinta – conto infantil. Ed. Academia Brasileira de Literatura Infantil (SP) / Laboratório ACHÉ. Prêmio Monteiro Lobato da Academia. 1989.
  • O menino que acendeu as estrelas – infantil – Ed. do Brasil (SP).
  • A surpresa atrás da porta – infantil – Ed. do Brasil (SP).
  • As aventuras do marujo verde – novela juvenil – Atual Editora (SP) em 21ªedição.. .
  • Novas viagens do marujo verde – 2º vol. da coleção do Marujo Verde – Atual Editora (SP) – 9ª edição
  • A morena Guiomar – novela juvenil- Atual Editora (SP) em 6ªedição – esgotado.
  • O marujo verde vai aos Andes – 3ºvol. da coleção do Marujo Verde – Atual Editora (SP), em 4ªedição.
  • As jóias do gnomo – infantil – Editora Dimensão (BH).
  • Uma aventura no reino dos peixes – infantil – Ed. Bureau – 1997.
  • O mistério do Galeão – idem – Formato Editorial (BH) em 2ªedição.
  • As chamas da memória – romance – Editora BDA (BA). Prêmio Graciliano Ramos da UBE-RJ. 1990.
  • As cartas – romance – Editora BDA (BA).
  • A garota do bugre – novela – Editora Dimensão (BH).
  • O poeta da liberdade – novela comemorativa do centenário de Castro Alves – Editora Dimensão – (BH). Selecionado para Salas de Leitura da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais.
  • Procissão e outros contos – Selo Letras da Bahia da FCEBA.
  • O marujo verde nos mares da Ásia – 4º vol. da Coleção do Marujo Verde – Atual Editora (SP) – Todos os títulos da coleção do Marujo Verde vem tendo edições sucessivas, motivadas pela franca adoção em escolas do território nacional.
  • O cão azul – poesias infantis – Formato Editorial (BH) – trabalhado no Curso de Literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana (Ba), textos extraídos para livros didáticos destinados a Alfabetização na 2ª série. Editoras Universidade, FTD, Atual, Objetiva, entre outras.
  • Furta-cor e a mochila mágica – infantil – Ed.Saraiva / Atual (SP). 6ªedição .
  • Vou lhe contar, meu camarada – juvenil – finalista no concurso João de Barro (BH) – Ed. Dimensão (BH) Selecionado pelo PNBE – Certificado de Altamente recomendável para jovens pela FILIJ.
  • Luaral, um mundo absurdo – novela – Selo Letras da Bahia – FCEBA.
  • Bichos de conchas – romance – Scortecci. Editora – SP -2008.
  • Quem sabe onde mora a lua? – Infantil – Ed.Saraiva / Formato (SP) 2008.
  • Salvador era assim II – Pesquisa histórica dos bairros tradicionais da Cidade do Salvador, seu início e evolução, razão de ser dos nomes pitorescos, etc. Trabalho de redação definitiva em cima da pesquisa realizada pela equipe contratada pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, autor do projeto.
  • Comércio baiano – Pesquisa histórica em torno da parte comercial da Cidade Baixa, em conjunto com Jafé Borges, sob contrato da Associação Comercial da Bahia.
  • O conto em 25 baianos – Participação com mais 24 contistas conterrâneos, da antologia sob coordenação de Cyro de Matos.
  • Panorama da literatura baiana do século XX – Participação – antologia de contos – com outros escritores, sob coordenação de Gerana Damulakis
  • As palavras conduzem a outras palavras – Participação –antologia de contos – coordenação de José Carlos Barros.
  • Trilha de ausências – Poesia – Ed. Empresa Gráfica da Bahia – edição do autor comemorativa dos 30 anos de Literatura
  • A Lua no Coração. Salvador: Ed. Formato/Saraiva, 2012.
  • Marce: espelho chinês. Salvador: Solisluna Editora, 2013.

Discurso de posse.

 


[JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES]

Cadeira 15

JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES

JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES

Cadeira 15

Patrono: Ângelo Moniz da Silva Ferraz,

Barão de Uruguaiana

Fundador: Otaviano Moniz Barreto

2o. Titular: Hélio Gomes Simões

Titular atual: João Carlos Teixeira Gomes

Posse em: 08.06.1989

 

Eleito em 10 de setembro de 1987, tomou posse em 8 de junho de 1989, no salão nobre da atual sede, sendo  saudado por Waldir Freitas Oliveira.

João Carlos Teixeira Gomes, filho de José Teixeira Gomes Fonseca e de D. Célia Oliveira Teixeira Gomes, nasceu em Salvador a 9 de março de 1936. Fez seus estudos primários nas Escolas Beatriz Cordeiro e Alvine Garcez e concluiu o curso ginasial no Ginásio Baiano de Ensino, dirigido pelo prof. Hugo Baltasar da Silveira. Ingressou, em seguida, no Colégio Estadual da Bahia, onde conheceu Glauber Rocha, com o qual se integrou num grupo de jovens escritores e intelectuais que ficaria conhecido como a Geração Mapa. Em 1958, concluídos os estudos do 2º ciclo, com ênfase em Letras Clássicas, fez vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, pela qual se diplomou em 1961 em Ciências Jurídicas e Sociais. Posteriormente, em 1973, ingressou no Mestrado em Letras do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, obtendo grau de Mestre com a dissertação O real no universo da criação literária. Professor de Literatura Brasileira na mesma unidade, como membro do Departamento de Letras Vernáculas do qual foi chefe através de três mandatos, lecionou também na Escola de Biblioteconomia e Documentação da UFBA e, posteriormente, na Faculdade de Comunicação, alternando a regência de disciplina de literatura e jornalismo. De 1958 a 1977 foi jornalista profissional, tendo desenvolvido sua carreira no Jornal da Bahia, que ajudou a fundar em 1958, no qual ocupou sucessivamente os cargos de repórter, secretário, chefe de reportagem, redator-chefe e editorialista. Como jornalista e na qualidade de convidado de governos e instituições estrangeiras, visitou por duas vezes os Estados Unidos, o Chile, Portugal, Angola e Moçambique, tendo participado, em 1972, em Boca Ratón, na Flórida, de um seminário internacional sobre expansão demográfica. Estendeu suas viagens de estudos a outros países da América do Sul e da Europa.  Ao lado da sua produção em livros, tem colaborado regularmente em jornais e suplementos literários. Foi também Coordenador do Sistema de Comunicação Social do Governo Waldir Pires e, também, foi Diretor do Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal da Bahia.

É, portanto, ensaísta e poeta, professor de literatura brasileira na Universidade Federal da Bahia. Em 1985 publicou um livro sobre Gregório de Mattos e a tradição da sátira peninsular  Gregório de Mattos, o Boca de Brasa, bem recebido pela crítica e pelo público. Outro trabalho de sua autoria também publicado foi Camões Contestador e Outros Ensaios. Além desses, participou, em colaboração, dos livros Dezoito Contistas BaianosDa Ideologia do Pessimismo à Ideologia da EsperançaA Obsessão Barroca da Morte de Manuel Bernardes e Quevedo. O autor do polêmico Memórias das Trevas  Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães, São Paulo, Geração Editorial. Ocupa a cadeira nº. 15 da Academia de Letras da Bahia.

 

Publicações

•   Ciclo Imaginário, poesias, Salvador, Edições Arpoador, 1975;

•   O Domador de Gafanhotos, poesias, Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1976.

•   Camões Contestador e Outros Ensaios, Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978.

•   Gregório de Mattos, o Boca de Brasa: um estudo de plágio e criação textual. Petrópolis: Vozes, 1985.

•   A Esfinge Contemplada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988;

•   O telefone dos Mortos, Contos, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

•   A Tempestade Engarrafada (Ensaios)Salvador: Empresa Gráfica da Bia, 1995.

•   Glauber Rocha — esse vulcão, biografia, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997.

•   Memória das Trevas — Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães. São Paulo: Geração Editorial, 2001.

•   Assassinos da liberdade, romance, Salvador, Assembleia Legislativa da Bahia, 2008.

 

Colaborações

•   Dezoito Contistas Baianos

•   Da Ideologia do Pessimismo à Ideologia da Esperança

•   A Obsessão Barroca da Morte de Manuel Bernardes e Quevedo.


[JOÃO EURICO MATTA]

Cadeira 16

JOÃO EURICO MATTA

JOÃO EURICO MATTA

 

Cadeira 16

Patrono: José Tomáz Nabuco de Araújo

Fundador: Eduardo Godinho Espínola

2o. Titular: Orlando Gomes dos Santos

Titular atual: João Eurico Matta

Posse em: 10.05.1989

 

Eleito em 28 de dezembro de 1988, tomou posse em 10 de maio de 1989, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Oldegar Franco Vieira.

 

João Eurico Matta, filho dos nazarenos Edgard Matta – advogado criminalista e Professor Emérito de Ciências Econômicas da UFBA – e Eunice Tavares Freire Matta, nascido em Salvador, em 16 de julho de 1935.  Professor universitário da disciplina Literatura Contemporânea, no curso superior de Biblioteconomia e Documentação, desde março de 1959 até julho de 1960, na então Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia – UFBA; de disciplinas do bacharelado em Administração, na Escola de Administração da UFBA, desde julho de 1962 até 1992; de disciplinas do bacharelado em Administração de Empresas, na Escola de Administração de Empresas da Universidade Católica do Salvador – UCSal, desde março de 1976. Aposentou-se da UFBA em 1992, com 38 anos de serviço público no magistério – pois contava tempo desde 1954, ano em que começou carreira como professor do ensino médio de Língua Portuguesa e Literatura, mediante aprovação em dois concursos públicos, a saber: 1) em 1954, provas escrita, oral e didática, perante banca examinadora constituída de três catedráticos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade da Bahia (no caso, os professores Hélio Simões, Raul Batista de Almeida e Heitor Dias), do então chamado exame de suficiência para registro no magistério secundário, promovido pela na ocasião Inspetoria Seccional do Ministério da Educação e Cultura na Bahia; e 2)  em 1955, concurso para ingresso no magistério secundário no Colégio Estadual da Bahia, promovido pela Secretaria de Estado da Educação e Cultura . Na UFBA, por não ter sido realizado, no período (anos 1960), concurso para Professor Titular ou para Livre Docente, foi aprovado em concurso de títulos para Professor Adjunto, chegando, pelo tempo de 30 anos, à classificação como Professor Adjunto 4. Foi também, na UFBA, professor do colegiado fundador do Mestrado em Administração, 1982 e 1986, e de uma disciplina especial do primeiro Mestrado em Educação, coordenado pela Professora Maria de Azevedo Brandão. E na UCSal, por ser docente fundador da Escola de Administração de Empresas, em processo de criação, pelo Magnífico Reitor, Monsenhor Eugênio Veiga, e reconhecimento junto ao MEC (ocorrido em 1973), é Professor Titular, com efetivo exercício a partir de março de 1976.

 

Publicações: Livros, opúsculos e separatas

•   Filosofia e Divórcio. Salvador: Artes Gráficas, 1953.

•   Auguste Comte e a crise da Física Contemporânea. Bahia, 1957, Separata da revista Ângulos, nº 12.

•   Os intelectuais soviéticos e a luta ideológica em Física. Bahia, 1958, Separata da revista Ângulos, nº 13).

•   Direito, humanismo e liberdade. (Discurso, com notas bibliográficas, de orador da turma de bacharéis em Direito e Ciências Sociais de 1958, pela Universidade Federal da Bahia, paraninfados pelo professor Orlando Gomes). Salvador: Artes Gráficas, 1959.

•   Gênese de um processo de mudança administrativa, capítulo do livro de vários autores, Reformas Administrativas Estaduais, Salvador: UFBA, Escola Administração – ISP, s. d. (lançamento realizado em 1971).

•   Desenvolvimento Organizacional e Treinamento. Ministério da Fazenda, Escola de Administração Fazendária (ESAF), 1979.

•   Dinâmica de Grupo e Desenvolvimento de Organizações. São Paulo: Livraria e Editora Pioneira, 1975. 2 volumes.

•   Escola de Administração: vinte anos de história institucional. Salvador: UFBA – Escola de Administração/Gráfica Banco Econômico, 1979.

•   A influência da Teoria da Decisão de Herbert A. Simon, separata de ensaio publicado na revista Universitas, UFBA, nº 26, jul-ago-set 1979.

•   Ângulos (a vigência de uma revista universitária), publicação nº 131 do Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1988.

•   Discurso de Posse do Acadêmico João Eurico Matta (na Academia de Letras da Bahia, fundada em 1971), na Cadeira n. 16 (Patrono: José Thomas Nabuco de Araújo e titular anterior Orlando Gomes). Salvador, maio de 1989.

•   Revisitando o Homo Ludens, no cinquentenário da morte de Johan Huizinga, separata da Revista da Academia de Letras da Bahia, nº 43, 1998.

•   Cientificismo e religiosidade em Antero de Quental e Jackson Figueiredo, conferência publicada no volume Colóquio Antero de Quental – Anais, Aracaju: Fundação Augusto Franco, 1993,  p. 239 a 255.

•   Pinto de Aguiar e a segunda Revista da Bahia, palestra publicada no volume A Aventura editorial de Pinto de Aguiar, Salvador:  Instituto Baiano do Livro, 1993, p.55-58.

•   Renato Almeida e o movimento modernista brasileiro, conferência publicada no volume 8º Congresso Brasileiro de Folclore – Anais, Salvador, 12 a 15 de dezembro de 1995. Edição da Comissão Nacional de Folclore, IBECC/UNESCO, Comissão Baiana de Folclore, Tempo Brasileiro, 1999, p. 59-68.

•   Poemas de culminânciaPrefácio ao livro póstumo do poeta José Luis Carvalho Filho, Poemas Terminais, Salvador: Secretaria de Cultura, Fundação Cultural do Estado, Empresa Gráfica da Bahia, 1999. Também publicado na Revista da Academia de Letras da Bahia, nº 44, novembro de 2000.

•   Trajetória intelectual de Afrânio Coutinho. Edição comemorativa dos 80 anos do insigne intelectual. Palestra-saudação (em sessão solene na Academia de Letras da Bahia), Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 2003, p. 67-82.

•   Breves reflexões sobre 60 anos desde a Introdução do Gerencialismo no Governo da Bahia (1942-2002)In: Gestão Pública – A trajetória da Função Administração no  Estado da Bahia, Cadernos da Fundação Luís Eduardo Magalhães, nº 6, Secretaria de Administração do Estado da Bahia, 1ª. ed., junho, 2003.

•   O Educador Orlando Gomes, palestra publicada na Revista da Academia Baiana de Educação,  nº 15, Salvador, Bahia, 2009, p. 131-142.

•   Prefácios aos livros de autoria dos Acadêmicos de Letras: Waldir Freitas OliveiraOrlando Gomes, Tempo e Memória (Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, Bahia, 2006; João da Costa Falcão, A Revista Seiva (Salvador, 2010); eConsuelo Novais Sampaio, Pinto de Aguiar, audacioso Inovador (Salvador, janeiro de 2011).

 


[RUY ESPINHEIRA FILHO]

Cadeira 17

RUY ESPINHEIRA FILHO

RUY ESPINHEIRA FILHO

 

Cadeira 17

Patrono: Antônio Ferrão Moniz

Fundador: Gonçalo Moniz Sodré de Aragão

2o. Titular: Leopoldo Braga

3o. Titular: Carlos Eduardo da Rocha

Titular atual: Ruy Espinheira Filho

Posse em: 15.09.2000

 

Ruy Alberto d’Assis Espinheira Filho nasceu em Salvador, Bahia, no dia 12 de dezembro de 1942, filho de Ruy Alberto de Assis Espinheira, advogado, e Iracema D’Andréa Espinheira, de ascendência italiana. Passou a infância em Poções e a adolescência em Jequié, cidades do Sudoeste baiano. De volta a Salvador, em 1961, estudou no Colégio Central da Bahia e, levado pelo poeta Affonso Manta, que conhecia desde Poções, ingressou no grupo boêmio capitaneado pelo poeta Carlos Anísio Melhor. Ainda nos anos 60, começou a publicar na revista Serial, criada por Antonio Brasileiro, e se iniciou no jornalismo — como cronista da Tribuna da Bahia (1969-1981), onde também trabalhou como copidesque e editor (1974-1980). Colaborou ainda com o Pasquim, como correspondente na Bahia (1976-1981), e foi contratado como cronista diário do Jornal da Bahia (1983-1993). Atualmente assina artigos quinzenais em A Tarde. Convidado pela Fundação Biblioteca Nacional, representou o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, em 2007, e fez parte da Comissão Julgadora do Prêmio Camões de 2008.

Graduado em Jornalismo (1973), mestre em Ciências Sociais (1978) e doutor em Letras (1999) pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, e doutor honoris causa pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB (1999), Ruy Espinheira Filho é professor associado do Departamento de Letras Vernáculas do Instituto de Letras da UFBA, membro da Academia de Letras de Jequié e da Academia de Letras da Bahia. Publicou 11 livros de poemas, 8 de ficção e 3 volumes de ensaios literários. Lançou ainda o CD Poemas, gravado pelo próprio autor, com 48 textos extraídos de seus livros, além de alguns inéditos (2001). Contos e poemas seus foram incluídos em diversas antologias, no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

Obras publicadas

POESIA

• Poemas (com Antonio Brasileiro). Feira de Santana-BA: Edições Cordel, 1973.
• Heléboro. Feira de Santana-BA: Edições Cordel, 1974.
• Julgado do vento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
• As sombras luminosas. Florianópolis: FCC Edições, 1981. Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa.
• Morte secreta e poesia anterior. Rio de Janeiro: Philobiblion/INL, 1984.
• A guerra do gato (infantil). Salvador: Jornal da Bahia, 1987; 2ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
• A canção de Beatriz e outros poemas. São Paulo: Brasiliense/Jornal da Bahia, 1990.
• Antologia breve. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (col. Poesia na UERJ), 1995.
• Antologia poética. Salvador: Copene/Fundação Casa de Jorge Amado, 1996.
• Memória da chuva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996; 3ª impressão 1999. Finalista do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e do Prêmio Jabuti, ambos em 1997; Prêmio Ribeiro Couto — União Brasileira de Escritores —, 1998.
• Livro de sonetos. Feira de Santana-BA: Edições Cordel, Coleção Poiuy, 1998.
• Poesia reunida e inéditos. Rio de Janeiro: Record, 2ª ed., 1998.
• Livro de sonetos. 2ª. ed. rev. ampl. e il. Salvador: Edições Cidade da Bahia/Capitania dos Peixes, 2000.
• A cidade e os sonhos/Livro de sonetos. Salvador: Edições Cidade da Bahia/Fundação Gregório de Matos, 2003.
• Elegia de agosto e outros poemas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Prêmio Academia Brasileira de Letras de Poesia, 2006. No mesmo ano, Prêmio Jabuti (2° lugar), da Câmara Brasileira do Livro, e “Menção Especial” do Prêmio Cassiano Ricardo – UBE/RJ.
• Romance do sapo seco: uma história de assombros. Salvador: Edições Cidade da Bahia, 2005.
• Sob o céu de Samarcanda. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. Finalista do Jabuti e indicado ao Prêmio ugal Telecom, 2010.
• Livro de canções e inéditos. Salvador: P55 edições, 2011.
• Viagem & outros poemas. Salvador: P55 edições, 2011.
• A casa dos nove pinheiros. São Paulo: Dobra Editorial, 2012. Indicado ao Prêmio Portugal Telecom, 213.
• Estação infinita e outras estações – poesia reunida. Rio de Janeiro, 2012.
• Afonso Manta (org.). Salvador, Coleção Mestres da Literatura Baiana, 2013

FICÇÃO

• Sob o último sol de fevereiro (crônicas). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
• O vento no tamarindeiro (contos). Rio de Janeiro: Codecri, 1981.
• Ângelo Sobral desce aos infernos (romance). Rio de Janeiro: Philobiblion/Fundação Rio, 1986 (2º lugar no Prêmio Rio de Literatura — 1985).
• O rei Artur vai à guerra (novela). São Paulo: Contexto, 1987 (finalista do Prêmio Bienal Nestlé, 1986).
• O fantasma da delegacia (novela). São Paulo: Contexto, 1988; 2ª ed. 1989.
• Os quatro mosqueteiros eram três (novela). São Paulo: Contexto, 1989.
• Últimos tempos heróicos em Manacá da Serra (romance). Belo Horizonte, Oficina de Livros, 1991.
• Um rio corre na Lua (romance). Belo Horizonte, Leitura, 2007.
• De paixões e de vampiros: uma história do tempo da Era (romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
• Andrômeda e outros contos. Salvador: Caramurê, 2011. 2ª Impressão 2013.

ENSAIO

• O nordeste e o negro na poesia de Jorge de Lima. Salvador: Fundação das Artes/Empresa Gráfica da Bahia, 1990.
• Tumulto de amor e outros tumultos — criação e arte em Mário de Andrade. Rio de Janeiro: Record, 2001.
• Forma e alumbramento — poética e poesia em Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: José Olympio/Academia Brasileira de Letras, 2004.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS

• 25 poetas/Bahia/de 1633 a 1968. Salvador: Atelier Planejamento Gráfico/Desc, 1968.
• Breve romanceiro do Natal. Salvador: Edit. Beneditina Ltda., 1972.
• Contos jovens (nº4). São Paulo: Brasiliense, 1974.
• Carne viva — 1ª Antologia Brasileira de Poemas Eróticos. Org. de Olga Savary. Rio de Janeiro: Anima, 1984.
• Artes e ofícios da poesia. Org. de Augusto Massi. São Paulo/Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura do Município de São Paulo/Artes e Ofícios, 1991.
• Sincretismo — a poesia da geração 60, introdução e antologia. Org. e introd. de Pedro Lyra. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995.
• O conto baiano contemporâneo. Org. de Valdomiro Santana. Salvador: EGBA/Secretaria da Cultura e Turismo, 1995.
• A poesia baiana no século XX (Antologia). Org., introd. e notas de Assis Brasil. Salvador/Rio de Janeiro: Fundação Cultural do Estado da Bahia/Imago, 1999.
• Vozes poéticas da lusofonia. Seleção de textos de Luís Carlos Patraquim. Sintra: Câmara Municipal de Sintra/Instituto Camões, 1999.
• 18+1 poètes contemporains de langue portugaise (édition bilingue). Seleção de Nuno Júdice, Jorge Maximino e Pierre Rivas; traduções de Isabel Meyrelles, Annick Moreau e Michel Riaudel. Paris: Instituto Camões/Chandeigne,2000.
• Antologia de poetas brasileiros. Seleção e coordenação de Mariazinha Congílio. Lisboa: Universitária Editora, 2000.
• A paixão premeditada – poesia da geração 60 na Bahia. Seleção, organização, introdução e notas de Simone Lopes Pontes Tavares. Salvador: Fundação Cultural do estado da Bahia/Imago, 2000.
• Antologia de poesia contemporânea brasileira. Organização de Álvaro Alves de Faria. Coimbra: Alma Azul/Ministério da Cultura/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, 2000.
• O conto em vinte e cinco baianos. Organização, prefácio e notas de Cyro de Mattos. Itabuna (Bahia): Editus, Coleção Nordestina, 2000.
• Os cem melhores poetas brasileiros do século. Seleção de José Nêumanne Pinto. São Paulo: Geração Editorial, 2001.
• Os cem melhores poemas brasileiros do século. Organização, introdução e referências bibliográficas de Italo Moriconi. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
• Poetas da Bahia — Século XVII ao Século XX. Organização de Ildásio Tavares, notas biobibliográficas de Simone Lopes Pontes Tavares. Rio de Janeiro: Imago/FBN, 2001.
• 100 anos de poesia – um panorama da poesia brasileira no século XX. 2 v. Organização de Claufe Rodrigues e Alexandra Maia. Rio de Janeiro: O Verso Edições, 2001.
• Antologia da poesia brasileira/antologia de la poesia brasileña. Organização e introdução de Xosé Lois García. Santiago de Compostela – Galiza: Edicións Laiovento, 2001.
• Poesia brasileira do século XX – dos modernos à actualidade. Seleção, introdução e notas de Jorge Henrique Bastos. Lisboa: Antígona, 2002.
• Poesia straniera – portoghese e brasiliana. Organização de Luciana Stegagno Picchio. Roma: Grupo Editoriale L´Espresso S.p.A., 2004.
• Poesia brasileira hoje. Introdução e organização de Alexei Bueno. Santiago de Compostela: Danú Editorial, 2004.
• El mundo al outro lado (Ochenta fotografias para ochenta poetas). Espanha: Junta de Castilla y León, 2004.
• Antologia panorâmica do conto baiano – século XX. Organização e introdução de Gerana Damulakis. Coleção Nordestina – Editus, Editora da UESC, Ilhéus, Bahia, 2004.
• Os rumos do vento/Los rumbos del viento (Antologia de poesia). Coordenação de Alfredo Pérez Alencart e Pedro Salvado. Salamanca: Câmara Municipal do Fundão/Trilce Ediciones, 2005.
• Quartas histórias – contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa. Organização de Rinaldo de Fernandes. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
• Ficção – histórias para o prazer da leitura. Organização e introdução de Miguel Sanches Neto. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.
• Contos para ler no bar. Organização e introdução de Miguel Sanches Neto. Rio de Janeiro: Record, 2007
• Traversée d’ Óceans – Travessia de Oceanos. Voix poétiques de Bretagne et de Bahia – Vozes poéticas da Bretanha e da Bahia. Edição bilíngue, traduções de Dominique Stoenesco. Paris: Lanore, 2012.

EM CD

•“História”. Leitura de Maria Barroso. Vozes poéticas da lusofonia. Sintra: Gravisom, 1999.
• Poemas. Leitura do autor. Salvador: Grandes Autores/Capitania dos Peixes, 2001.


[WALDIR FREITAS OLIVEIRA]

Cadeira 18

WALDIR FREITAS OLIVEIRA

WALDIR FREITAS OLIVEIRA

 

Cadeira 18

Patrono: Zacarias de Góes e Vasconcelos

Fundador: José Joaquim Seabra

2o. Titular: Augusto Alexandre Machado

3o. Titular: D. Avelar Brandão Vilela

Titular atual: Waldir Freitas Oliveira

Posse em: 27.10.1987

 

Waldir Freitas Oliveira, filho de Arlindo de Oliveira e Angelina Freitas de Oliveira, nasceu a 17 de fevereiro de 1929, na casa do seu avô paterno, José Luiz de Oliveira, na rua do Bispo, depois chamada Júlio David, no bairro de Itapagipe, onde permaneceram seus pais durante um mês, dali regressando para a sua residência, na Ladeira da Piedade, n.º 29, já quase nos Barris, onde residiam; .de onde seguiu, com menos de dois anos, para ir morar com sua tia, Eulina de Oliveira, na rua General Labatut, nº 90, .no fim de linha do bonde dos Barris.

Fez seus estudos primários, em casa, em curso particular, a princípio, a cargo da Prof.ª Dinália Munford, e a seguir, da Prof.ª Maria Guiomar Ramos, esta havendo sido a responsável por sua instrução, durante três anos, de 1936 a 1938; achando-se , então, matriculado, por exigência legal, na Escola Leopoldo Reis, no largo dos Dois Leões, no bairro das Sete Portas, no qual, a cada final do ano letivo, prestava exames para ser promovido à série seguinte. Cursou o ginásio no Instituto Baiano de Ensino, dirigido pelo Prof. Hugo Baltazar da Silveira, seu proprietário, e o curso colegial, no Curso Clássico do então chamado Colégio da Bahia (hoje Colégio Central da Bahia) , situado na Avenida Joana Angélica e dirigido, na época, pelo Prof. Francisco da Conceição Menezes.

Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, a 9 de dezembro de 1950; e obteve os graus de Bacharel e Licenciado em Geografia e História, pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da mesma Universidade, em dezembro de 1955. Em junho de 1959, obteve a Licença em Geografia Humana e Econômica pela Faculdade de Letras da Universidade de Strasbourg (França).

Foi professor de Geografia, na rede de ensino do Governo Estadual da Bahia, havendo lecionado Geografia no Colégio Central e no Instituto de Educação Isaías Alves (antigo Instituto Normal da Bahia), nela havendo ingressado, por aprovação em concurso público, em fevereiro de 1955. Passou a integrar o corpo docente na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, como Assistente Voluntário Gratuito, em 1956, atuando, nessa época, junto à cadeira de Geografia do Brasil; havendo, a seguir, sido ali nomeado Instrutor de Ensino, em fevereiro de 1959.

Antes de iniciar sua carreira de Magistério, foi funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), onde ingressou por concurso, em 1.º de fevereiro de 1947, e permaneceu até fevereiro de 1955, quando ingressou como Professor do 2.º Grau, na rede de ensino do Governo Estadual da Bahia.

Na Universidade Federal da Bahia, ensinou, na Faculdade de Filosofia, as disciplinas
Didática Especial da Geografia, Geografia Regional e Geografia Regional Americana; e foi professor de Geografia em seu Colégio de Aplicação; na Faculdade de Ciências Econômicas, ensinou Geografia Econômica havendo, em razão da reforma universitária, passado a integrar o corpo docente, como Professor Assistente e, a seguir, Professor Adjunto, no Instituto de Geociências. Nessa mesma Universidade, exerceu o cargo de Diretor, de 1961 a 1972, do Centro de Estudos Afro-Orientais, do qual foi um dos seus fundadores, ao lado do Prof. George Agostinho da Silva, em 1959. Dele tendo sido transferido, em 1972, para a Faculdade de Filosofia, onde passou a ensinar as disciplinas História da Cultura e História Medieval I e II. Havendo sido, ainda na área do ensino superior, professor de Geografia Política na Universidade Católica de Salvador.

Ensinou, na rede privada de ensino da capital baiana, no Colégio Antônio Vieira, no Colégio Sofia Costa Pinto, na Escola Nova, da Prof.ª Suzana Imbassahy, na Escola Modelo, da Prof.ª Helena Mateus, no Instituto Social da Bahia e no Colégio Anchieta. Foi também, na área do ensino público federal, professor do Colégio Militar de Salvador, para o mesmo tendo sido aprovado em concurso nacional, nele havendo ensinado, sem remuneração, durante o seu primeiro ano de funcionamento, sem que houvesse para ele sido nomeado, por motivos políticos.

Exerceu o jornalismo, como colaborador, em “A Tarde”, em sua redação havendo figurado como cronista semanal, assinando os seus textos com as iniciais WFO, e como editorialista e redator de tópicos, substituindo os jornalistas titulares, em seus períodos de férias, durante o tempo em que foi esse jornal dirigido por Jorge Calmon, Cruz Rios e Edivaldo Boaventura; nele também havendo publicado, ao longo de doze anos, numerosos artigos assinados. Foi também colaborador no “Jornal da Bahia”, com artigos assinados.

É sócio remido do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e ocupa uma das cadeiras do Instituto Genealógico da Bahia.

Foi eleito a 28 de junho de 1987 para a Academia de Letras da Bahia, nela havendo tomado posse a 27 de outubro do mesmo ano, passando a ocupar a cadeira n.º 18, cujo patrono foi o Cons. Zacarias de Góes e Vasconcelos, nela havendo sucedido ao Cardeal Dom Avelar Brandão Vilela, estando, atualmente, a participar de sua Diretoria, onde exerce o cargo de Vice-Presidente.

Autor de poemas, contos e ensaios, publicou 22 livros, entre 1961 e 2011. Em dezembro de 1965, fundou a revista “Afro-Asia”, periódico que continua sendo publicado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia. .

Participou como Conselheiro, a partir de 29 de junho de 1992, do Conselho de Cultura do Estado da Bahia, havendo ocupado a sua presidência, de 7 de novembro de 1995 a 5 de julho de 2003, dele tendo continuando a participar até 31 de dezembro de 2006.

 

Publicações

•   A importância atual do Atlântico Sul. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, 1961.

•   Antônio de Lacerda. Salvador: Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal do Salvador, 1974.

•   Geografia para o Vestibular. Salvador: Edição do autor, 1975 (2. ed., em 1976).

•   A Antiguidade tardia e o fim do Império romano do Ocidente. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1982.

•   A industrial Cidade de Valença – um surto de industrialização na Bahia do século XIX. Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1985.

•   Empresa Gráfica da Bahia – 70 anos. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1985.

•   Cartas de Édison Carneiro a Artur Ramos – de 4 de janeiro de 1936 a 6 de dezembro de 1938. São Paulo: Corrupio, 1987 (em coautoria com Vivaldo da Costa Lima).

•   A Caminho da Idade Média. São Paulo: Brasiliense, 1987, (2. ed. 1991), Coleção “Tudo é História”.

•   Os primeiros tempos medievais – os reinos germânicos. Salvador: Centro Editorial e Didático da Ufba, 1988.

•   O Tico-Tico: uma revista infantil brasileira. Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia.

•   A Antiguidade tardia. São Paulo: Ática, 1991, Série Princípios.

•   A História de um Banco – O Banco Econômico. Salvador: Museu Eugênio Teixeira Leal/Memorial do Banco Econômico, 1993.

•   A crise da economia Açucareira do Recôncavo na segunda metade do século XIX. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1999.

•   Antônio de Lacerda (1834-1885). Registros e Documentos sobre sua vida e obra. Salvador: Fundação Gregório de Mattos, 2002.

•   O príncipe de Joinville na Bahia, na ilha de Santa Helena e no golfo da Guiné (1840-1843). Salvador: Edufba, 2003.

•   Nestor Duarte. Inquietação e rebeldia. Uma biografia crítica. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2004.

•   Santos e festas de santos na Bahia. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2005.

•   Orlando Gomes. Tempo e Memória. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2006.

•   Aloysio de Carvalho Filho. Pensamento e ação de um liberal democrata. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2007.

•   Colégio Antônio Vieira: vidas e histórias de uma missão jesuíta. 2010.

•   Gaúchos e baianos: Prendas, achados e reencontros. Porto Alegre: Martins Livreiro-Editora, 2013.

 

Participação em publicações outras

•   Verbete Paraguai River. In: 15ª ed. da “Encyclopaedia Britânica”. U.S.A, 1974.

•   Cartas e comentários – C 01 – A Bahia nos séculos XVI e XVII; C02 – A Bahia no século XVIII; e C 03 – A Bahia no século XIX. In: Atlas do Estado da Bahia, Salvador: SEPLANTEC, 1976.

•   Organização e redação da Apresentação de CARNEIRO, E. Ursa Maior. Salvador: Centro Editorial e Didático da Ufba, 1980.

•   Pedro Calmon e História da Educação na Bahia. In: 80 anos de Pedro Calmon, Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1982.

•   Introdução. In: 1834, obra monumental comemorativa do 150º aniversário do Banco Econômico. Rio de Janeiro: Spala, 1984.

•   Apresentação. Miguel Calmon du Pin e Almeida, de 1822 a 1835”. In: ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e. Memória sobre o estabelecimento d`uma campanha de colonização nesta Província, edição fac-similar, Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1985.

•   Apresentação. In: CARNEIRO, E. O quilombo dos Palmares. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1988.

•   Visão histórica do Pelourinho. In: Pelourinho – Centro Histórico de Salvador – Bahia. A grandeza restaurada. Salvador: Fundação Cultural do Estado, 1994.

•   Conceito de folclore. In: Anais do 8º Congresso Brasileiro de Folclore, Salvador, 12 a 16 de dezembro de 1995. Comissão Nacional de Folclore / IBECC / UNESCO, Rio de Janeiro, 1999.

•   Nos primeiros anos da Universidade. In: UFBA: Trajetória de uma universidade, 1946/1996. Org. Edivaldo Boaventura, Salvador, 1999.

•   O mundo afro-asiático nos séculos XV e XVI. In: As terras do Brasil e o mundo dos descobrimentos. Salvado: Instituto Anísio Teixeira,  2000.

•   Brasil Colônia. In: Desfile Brasil 500 anos – uma criação coletiva. Salvador: Governo do Estado da Bahia, 2000.

•   Prefácio. In: Brasil – 500 anos. Encontros na Bahia. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2000.

•   Reflexão. In: Do oral ao escrito. 500 anos de História do Brasil. II Encontro de História Oral do Nordeste. Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 2000.

•   Agostinho da Silva. In: Agostinho. São Paulo: Academia Lusitana de Ciências Letras e Artes, 2000.

•   Economia de Palmares. In: MOURA, Clóvis. (org.). Os quilombos na dinâmica social do Brasil. Maceió: 2001.

•   Pensamento político sem vínculo. In: MATTOS, Cyro de; FONSECA, Aleilton. O Triunfo de Sosígenes Costa (Estudos, depoimentos e antologia). Ilhéus: Universidade Estadual de Santa Cruz; Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2004.

•   Jean le Corse. In: Antologia Panorâmica do conto baiano – século XX. Ilhéus: Editus, 2004.

•   Apresentação. In: MENDONÇA, Edízio. Campestre e seus horrores. Salvador: Funcultura, Governo do Estado da Bahia, 2006.

•   Verbete Waldir Freitas Oliveira. In: Dicionário de Autores Baianos. Salvador: Funcultura, Governo do Estado da Bahia, 2006.

 

 Organização e coordenação de edições especiais

•   ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e. Ensaio sobre o fabrico do açúcar. Salvador: FIEB, 2002. (Edição fac-similar, 1834).

•   Memória da OAB-BA. Os Presidentes (1932-2003). Salvador: OAB, 2003.

•   BRITO, João Rodrigues de et allia. Cartas econômico-políticas sobre a agricultura e o comércio da Bahia. Salvador: FIEB, 2004. (Reedição de obra publicada em 1807).

•   RAMOS, Artur. A mestiçagem no Brasil. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, 2004.


[CID TEIXEIRA]

Cadeira 19

CID TEIXEIRA

CID TEIXEIRA

 

Cadeira 19

Patrono: João Vanderley, Barão de Cotegipe

Fundador: Severino dos Santos Vieira

2o. Titular: Arlindo Coelho Fragoso. Fundador da Cadeira 41, criada em caráter provisório, transferindo para esta, após a morte de Severino Vieira, ocorrida a 27 de setembro de 1917, a fim de que fosse extinta a temporária.

3o. Titular: Deraldo Dias de Morais

4o. Titular: Guilherme Antônio Freire de Andrade Filho

5o. Titular: Godofredo Rebelo de Figueiredo Filho

Titular atual: Cid José Teixeira Cavalcanti

Posse em: 25.03.1993

www.cidteixeira.com.br

 

 

Nasceu no dia 11 de novembro de 1924, numa terça-feira ensolarada, em Salvador, capital da Bahia de Todos os Santos. De mãe Cidália e pai José, foi denominado Cid José, e reconhecido para o resto da vida e pelo o mundo afora como Cid Teixeira.

Cid não é um nome comum. Não foi naquela época em que o Brasil passou pelo ano Prestes, assim como não é hoje. Cid é, no mínimo, um nome curioso, assim como: Tororó, Barris, Lapinha, Itapagipe, Paraguaçu, Itaparica, Caramuru e soteropolitano. Ser Cid e soteropolitano, ao mesmo tempo, não é ser um ser comum. É confundir no mesmo sujeito o substantivo e o adjetivo, a história e a memória, a prosa e a poesia.

Em 1948 formou-se em direito pela UFBA. Entretanto, advogar, não advogou. Preferiu ser guia de turismo, repórter, doutor, professor, membro, adjunto, inspetor, representante, sócio, chefe, superintendente, diretor, vice-presidente, presidente, assessor, definidor, coordenador, secretário, redator, editorialista, orientador, organizador, conferencista, relator, autor, produtor, historiador e apresentador das histórias & memórias da Bahia.

Foi, e é.

Hoje Cid Teixeira e a história da cidade de Salvador e da Bahia se confundem, estão na mesma essência. Essência é aquilo que forma a natureza das coisas, é o espírito, a existência. Caminhar pelos cantos, encantos e mistérios da cidade de Salvador, é encontrar em cada tijolo, cada olhar e em cada alma que formou a nossa cidade e o nosso povo, o observador talentoso e o narrador magistral, Cid Teixeira.

E é assim, porque quer Todos os Santos da Bahia.

 


[ALEILTON FONSECA]

Cadeira 20

ALEILTON FONSECA

ALEILTON FONSECA

 

Cadeira 20

Patrono: Augusto Teixeira de Freitas

Fundador: Carlos Gonçalves

Fernandes Ribeiro

2o. Titular: Epaminondas Berbett de Castro

3o. Titular: Lafayette Ferreira Spínola

4o. Titular: Ivan Americano da Costa

5o. Titular: Joaquim Alves da Cruz Rios

Titular atual: Aleilton Fonseca

Posse em: 15.04.2005

 

ALEILTON (Santana da) FONSECA nasceu em Itamirim, hoje Firmino Alves – Bahia, em 21/07/1959. É poeta, ficcionista, ensaísta e professor universitário. Em 1977, começa a publicar contos e poemas no Jornal da Bahia, de Salvador, tendo vencido 3 vezes o seu Concurso Permanente de Contos. Publica também no suplemento A Tarde/Novela, do jornal A Tarde. Em Ilhéus passa a assinar a coluna “Entre Aspas”, no Jornal da Manhã. Ainda neste ano, vence um prêmio de contos da Editora Grafipar, do Paraná, além de outros locais. Em 1979, ingressa no curso de Letras da UFBA. Organiza seu primeiro livro de poemas, que recebe Menção Honrosa no concurso Prêmios Literários Universidade Federal da Bahia.

Em 1984 ingressa, como professor, no curso de Letras da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, transferindo-se para a cidade de Vitória da Conquista. Publica o livro de poemas, O espelho da consciência. Em 1988, especializa-se em Literatura brasileira, ao ingressar no Mestrado em Letras, na Universidade Federal da Paraíba. Em 1992 defende tese de mestrado, sobre música e literatura romântica. Em 1997, defende a tese de doutorado intitulada: “A poesia da cidade: Imagens urbanas em Mário de Andrade”, que sairá em livro proximamente.

Ainda em 1996 retorna a Salvador, onde fixa residência. Concorre ao “Prêmios Culturais de Literatura” da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com o livro Jaú dos Bois, que fica entre os vencedores (3o Lugar) e é publicado pela Relume Dumará, em 1997. Em 1998, funda, em parceria com Carlos Ribeiro e outros escritores, Iararana – Revista de arte, crítica e literatura, periódico de divulgação da geração 80. Em 1999, transfere-se para a Universidade Estadual de Feira de Santana, integrando-se ao grupo fundador do curso de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural (PPgLDC), tendo já orientado várias dissertações concluídas.

Em 2003 leciona, como professor convidado, na Universidade de Artois (França). Neste ano e nos seguintes faz palestras nas Universidades: Sorbonne Nouvelle, Nanterre, Artois, Rennes, Toulouse Le Mirail (França) e ELTE (Budapeste). Tem participado de diversos eventos universitários e culturais em vários estados do país. Em 2001 publica o livro de contos O desterro dos mortos. Nesse ano recebeu o Prêmio Nacional Herberto Sales – Contos, da academia de Letras da Bahia, com o livro O canto de Alvorada, publicado em 2003,com 2ª edição em 2004, pela Editora José Olympio. Em 2005 co-organiza (com o escritor Cyro de Mattos), o livro O triunfo de Sosígenes Costa: estudos, depoimentos, antologia (Ilhéus: Editus; Feira de Santana, UEFS Editora, 2005.), que recebeu o Prêmio Marcos Almir Madeira 2005, da União Brasileira de Escritores-RJ.

Em 2009 completou 50 anos e foi homenageado pelo Lycée des Arènes, em Toulouse-França, com uma exposição de trabalhos de alunos sobre seu livro Les marques du feu. Na Bahia foi homenageado pelo IL-UFBA. Neste mesmo ano, seu romance Nhô Guimarães foi adaptado para o teatro e encenado em Salvador e outras cidades. É correspondente da revista francesa Latitudes: cahiers lusophones. Desde 2005, pertence à Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira nº 20. É membro da UBE-São Paulo e do PEN Clube do Brasil.

Livros de poesia, ensaio, contos e romance:

  • Movimento de Sondagem. Salvador; Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1981. “Coleção dos Novos, vol. 2 – série Poesia”
  • O espelho da consciência. Salvador: Gráfica da UFBA, 1984
  • Teoria particular (mas nem tanto) do poema — ou poética feita em casa. São Paulo: Edições D’Kaza, 1994
  • Enredo romântico, música ao fundo. (ensaio) Rio de Janeiro: 7 Letras, 1996
  • Oitenta: poesia e prosa. Coletânea comemorativa dos 15 anos da “Coleção dos Novos”. Salvador: BDA-Bahia, 1996. (org. Aleilton Fonseca e Carlos Ribeiro)
  • Jaú dos bois e outros contos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997
  • Rotas e imagens: literatura e outras viagens. Feira de Santana: UEFS/PPGLDC, 2000. (Org. Aleilton Fonseca e Rubens Alves Pereira)
  • O desterro dos mortos (contos) Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001
  • O canto de Alvorada (contos). Rio de Janeiro: José Olympio, 2003
  • O triunfo de Sosígenes Costa. Ilhéus: Editus, 2004. (Org. Cyro de Mattos e Aleilton Fonseca)
  • As formas do barro & outros poemas. Salvador: EPP. 2006
  • Nhô Guimarães (romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006
  • Todas as casas (contos, livro coletivo). Salvador: EPP, 2007
  • Les marques du feu et autres nouvelles de Bahia. Paris: Lanore, 2008. (Tradução de Dominique Stoenesco)
  • Guimarães Rosa, écrivain brésilien centenaire. Bruxelas, Librairie Orfeu, 2008
  • O olhar de Castro Alves. (org.). Salvador: ALB/ALBA, 2008
  • O pêndulo de Euclides (romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009
  • Cantos e recantos da cidade. Vozes do lirismo urbano. Itabuna: Via Litterarum, 2009. (org. Aleilton Fonseca e Rosana Ribeiro Patricio).
  • A mulher dos sonhos e outras histórias de humor. (contos). Itabuna: Via Litterarum, 2010.
  • Memorial dos corpos sutis (novela). Salvador: Caramurê, 2012.
  • As marcas da cidade (contos). Salvador: Caramurê, 2012.
  • Sosígenes Costa. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2012. (Seleção e organização; Aleilton Fonseca).
  • Um rio nos olhos / Une rivière dans les yeux. Ilhéus: Mondrongo, 2012 (trad. Dominique Stoenesco).
  • Jorge Amado nos terreiros da ficção (ensaios). Itabuna: Via Litterarum; Salvador: Casa de Palavras/FCJA, 2012. (Org. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel).
  • Jorge Amado; cem anos escrevendo o Brasil (ensaios). Salvador: Casa de Palavras/FCJA, 2013. (Org. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel).
  • Un río en los ojos. New Orleans. LA. USA. University Press of the South, 2013. (trd. Alain Saint-Saës).

Participação em antologias e coletâneas de ficção, poesia e ensaio:

  • O conto em 25 baianos. Org. Cyro de Mattos. Ilhéus: Editus-UESC, 2000.
  • A poesia baiana no século XX. Org. Assis Brasil. Rio de Janeiro: Imago, 2001.
  • Com a palavra o escritor. Org. Carlos Ribeiro. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 2002.
  • As palavras conduzem a outras palavras. Antologia de contos e crônicas de autores baianos contemporâneos. Org. José Carlos Barros. Salvador, 2004.
  • A autobiografia/ L’ autobiographie. Org. Raimunda Bedasee. Feira de Santana: UEFS; Tours: Presse Universitaire – Université François Rabelais, 2005. (Edição bilíngue português/francês).
  • Contos cruéis. As narrativas mais violentas da literatura brasileira. Org. Rinaldo de Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2006.
  • Quartas histórias. Contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa. Org. Rinaldo de Fernandes. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
  • Antologia panorâmica do conto baiano. Org. Gerana Damulakis. Ilhéus: Editus-UESC, 2006.
  • Voix croisées: Brésil-France (12 poètes bahianais et 12 poètes français). Marselha: Ed. Autre Sud, 2006.
  • A crise da poesia no Brasil, na França, na Europa e outras latitudes. La crise de la poésie au Brésil, em France, en Europe et en d´autres latittudes. Org. Alain Vuillemin et al. Cluj-Napoca, România: Editura Limes; Cordes-sur-Ciel, Paris: Editions Rafael de Surtis; Feira de Santana: UEFS, 2006. (Edição bilíngue português/francês).
  • Capitu mandou flores. Contos para Machado de Assis no ano de sua morte. Org. Rinaldo de Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2008.
  • Travessias singulares. Pais e filhos. Org. Rosel Bonfim. São Paulo: Casarão do Verbo, 2008.
  • Arte e cidade. Imagens, Discursos e Representações. Org. Selma Passos Cardoso et al. Salvador: Edufba, 2008.
  • Traversées Québec-Brésil. Travessias Quebec-Brasil. Org. Daniele Forget & Humberto de Oliveira. Montréal: Adage, 2008. (Edição bilíngue português/francês).
  • Todas as guerras. Org. Nelson de Oliveira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
  • Encontro com o escritor. (Diversos autores). Org. Fundação Pedro Calmon. Salvador, FPC, 2010.
  • Roteiro da poesia brasileira. Anos 80. Org. Ricardo Vieira Lima. São Paulo: Global, 2010.
  • Euclides da Cunha presente e plural (ensaios). Org. Anélia Montechiari Pietrani. Rio de Janeiro; Eduerj, 2010.
  • Euclides da Cunha. cem anos sem. Org. José Alberto Pinho Neves e Nicea Helena Nogueira. Juiz de Fora, UFJF/ MAMM, 2011.
  • Identidade, território, utopia. Literatura baiana contemporânea. Org. Reheniglei Rehem e Fréderic Robert Garcia. Ilhéus: Editus, 2011.
  • Traversée d’océans. Voix poétiques de Bretagne et de Bahia. Paris: Lanore, 2012 ( Org. et trad. Dominique Stoenesco).
  • João Guimarães Rosa, mémoire et imagginaire du sertão-monde. Org. Rita Oliviere-Godet e Luciana Wrege-Rassier. Rennes, França, Presses Universitaires de Renes, 2012.

[ANTÔNIO BRASILEIRO]

Cadeira 21

ANTÔNIO BRASILEIRO

ANTÔNIO BRASILEIRO

 

Cadeira 21

Patrono: Francisco Bonifácio de Abreu, Barão da Vila da Barra

Fundador: Filinto Justiniano Ferreira Barros

2o. Titular: Estácio Luís Valente  de Lima

3o. Titular: Jorge Amado

4o. Titular: Zélia Gattai Amado

Titular atual: Antônio Brasileiro

Posse em: 10.06.2010

Discurso de posse

Discurso de saudação

 

 

Eleito em 8 de julho de 2009, tomou posse em 10 de julho de 2010, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Ruy Espinheira Filho.

Poeta, ficcionista, ensaísta e artista plástico. Cursa primário na cidade natal, Matas do Orobó, no sertão baiano. Muda-se para Salvador aos dez anos, onde continua os estudos. A década de 1960 (dos quinze aos vinte cinco anos) é intensa: entra para a Universidade (Ciências Sociais, estuda nos Seminários de Música, começa a pintar, publica seus primeiros livros, cria as Edições Cordel (Revistas Serial e Cordel), reside por algum tempo no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (1966/67) e tem poemas publicados na Revista Civilização Brasileira. A partir de 1971 passa a morar em Feira de Santana, onde, dando continuidade ao movimento idealizado com as Edições Cordel, cria e coordena a revista Hera, de poesia, e dezenas de outras publica­ções. Em 1980 sai pela Editora Civilização Brasileira seu primeiro livro de poesia em edição nacional. Conclui o Mestrado em Letras (UFBA, 1982), ingressa, como professor, na Universidade Estadual de Feira de Santana (1993), conclui Doutorado em Literatura Comparada (UFMG, 1999).  Em 2009 é eleito para a Academia de Letras da Bahia. Como pintor, faz parte da chamada Geração 70 de artistas plásticos da Bahia, com quase uma centena de exposições coletivas e individuais.


 

Publicações

Com 24 livros publicados, destacam entre eles Caronte (1995, ro­mance), Antologia poética (1996), A estética da sinceridade (2000, ensaios), Da inutilidade da poesia (2002, ensaio – 2.ed. em 2011), Poemas reunidos (2005) Dedal de areia (2006, poesia) Desta varanda (2011, poesia) e Memórias miraculosas de Nestor Quatorze voltas (2013, novelas e contos).


[CYRO DE MATTOS]

Cadeira 22

CYRO DE MATTOS

CYRO DE MATTOS

 

Cadeira 22

Patrono: José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco)

Fundador: Ruy Barbosa

2o. Titular: Ernesto Carneiro Ribeiro Filho

3o. Titular: Aloísio Henrique de Barros Porto

4o. Titular: Clóvis Lima

Titular atual: Cyro de Mattos

Posse em: 16.11.2016

 

O AUTOR

Cyro de Mattos  nasceu em Itabuna, cidade no sul da Bahia, em 31 de janeiro de 1939. Filho de Augusto José de Mattos e Josefina pereira de Mattos. Jornalista e advogado aposentado. É contista, novelista, romancista, cronista, poeta, ensaísta, organizador de antologia, autor de livros para crianças e jovens. É autor de 43 livros, entre volumes de contos, poesia, novela, crônica e literatura infanto-juvenili; além disso,  organizou dez antologias e coletâneas. Seus contos e poemas figuram em mais de 50 antologias, no Brasil e no exterior, como  “Visões da América Latina”, publicada na Dinamarca, incluindo, entre outros, Jorge Luís Borges, Alejo Carpentier, Miguel Angel Asturias, Juan José Arreola, Julio Cortazar, José Donoso, Mario Vargas Llosa, Juan Carlos Onetti, Juan Rulfo, Mário de Andrade, Aníbal Machado e Clarice Lispector, e “Narradores da América Latina”, editada na Rússia, em que figuram, entre outros, Julio Cortazar, Mario Benedetti e Rosário Castellanos. Poemas seus foram incluídos na antologia “Poesia do Mundo 3”, organizada por Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra,  publicada em Portugal, com tradução de  Manuel Portela para o inglês, reunindo poetas de dezesseis países. Conquistou mais de 40  prêmios  literários e, entre eles, o Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras,  Associação Paulista de Críticos de Artes, Prêmio Pen Clube do Brasil –Romance,  e o Internacional de Literatura Maestrale Marengo d`Oro, em Gênova, Itália,  segundo lugar, duas vezes. Obteve  nove  primeiros lugares nos prêmios concedidos pela União Brasileira de Escritores (Rio). Menção Honrosa do Prêmio Jabuti e finalista  três vezes. Participou como convidado do Terceiro Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, em 1998, Feira do Livro de Frankfurt, em 2010, e XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos,  da Fundação Cultural de Salamanca, Cidade de Cultura e Saberes, Espanha, em 2013.  É membro efetivo do Pen Clube do Brasil, Ordem do Mérito da Bahia, no grau de Comendador, e da Academia de Letras da Bahia. Primeiro Doutor Honores Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Entre os tradutores de sua obra figuram Curt Meyer-Clason (Alemanha), Marcel Vejmelka, doutor em tradução, Universidade de Main. em Germersheim (Alemanha), Fred Ellison, Professor Emérito da Universidade do Texas, em Austin (USA), Mirella Abriani, poetisa ( Itália), Pedro Vianna, dramaturgo e poeta (França), doutoras  em tradução Luciana  Wrege Rassier e Meritexel Marshal, , da Universidade de Santa Catarina, Brasil,   Alfredo Pérez Alencart, poeta peruano-espanhol,  Professor da Universidade de Salamanca  (Espanha), e Luiz Angélico, Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia.    

RELAÇÃO DA OBRA

FICÇÃO

Os Brabos, novelas, Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, Editora Civilização Brasileira, Rio, 1979; 2ª. edição,  Ler Editora, Brasília, 2013.

Duas Narrativas Rústicas, contendo “Inocentes e Selvagens”, Prêmio Miguel de Cervantes, da Casa dos Quixotes, Rio, para autores dos países de língua portuguesa (1968), e  “Coronel, Cacaueiro e Travessia”, Menção  do Prêmio Internacional da Revista Plural, México  (1981); Editora Cátedra, Rio, 1985.

Os Recuados, Editora Tché!, Porto Alegre, 1987, contos,  Prêmio Nacional Jorge Amado do    Centenário de Ilhéus,  Prefeitura Municipal de Ilhéus(1981),Prêmio Nacional Leda Carvalho da Academia Pernambucana de Letras  (1983), Menção Honrosa do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (1988); 2a. Edição, Editora Via Litterarum, Itabuna, Bahia, 2015.

Berro de Fogo e Outras Histórias, antologia pessoal, editora da UESC (EDITUS), 2ª. Edição, Ilhéus, Bahia, 2013. Prêmio Vânia Souto Carvalho (2002), da Academia Pernambucana de Letras.

Natal das Crianças Negras, Editora Livro.com, história em seis idiomas, Lauro de Freitas, Bahia, 2011.

Os Ventos Gemedores, romance, Editora Letra Selvagem,  Taubaté, São Paulo, 2014. Prêmio Pen Clube do Brasil, 2015.

Fissuras e Rupturas: Verdades, contos, Editora Via Litterarum, 2015.

O Velho e o Velho Rio, contos e novelas, Escrituras Editora, São Paulo, 2016.

CRÔNICA 

O Mar na Rua Chile, Editus, editora da UESC, Ilhéus, 1999, Finalista do Prêmio Jabuti (2000).

Alma Mais que Tudo, LGE Editora, Brasília, 2006.

O Velho Campo da Desportiva, LGE Editora, Brasília, 2010.

Um Grapiúna em Frankfurt, Dobra Editorial, São Paulo2013.

POESIA

Cantiga Grapiúna, Editora GRD, São Paulo, 1981.

No Lado Azul da Canção, Editora Cátedra, Rio,  1984.

Lavrador Inventivo, Editora Cátedra, Rio, 1984.

Viagrária, Editora Rosiwta Kempf, São Paulo, 1988.

Cancioneiro do Cacau, Ediouro Publicações, Rio, 2002, Prêmio Nacional Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, Rio, (1997), Terceiro Prêmio Nacional Emílio Moura, da Academia Mineira de Letras (2003), Finalista do Jabuti (2003), Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Gênova, Itália (2006).

Os Enganos Cativantes, EGBA/FUNCEB, Coleção Letras da Bahia, Salvador, 2002.

Vinte Poemas do Rio, 3ª. edição, bilíngüe, tradução de Manuel Portela para o inglês,  Editus, Ilhéus, Bahia, 2003.

Canto a Nossa Senhora das Matas/ Gesang Auf Unsele Liebe Frau von Den Wäldern, Fundação Casa  de Jorge Amado, tradução de Curt Meyer Clason, Salvador, 2004.

De Cacau e Água / Of  Cacao and Water, tradução de Fred Ellison, Edições Macunaíma, Salvador, 2006.

Poemas Escolhidos/Poesie Scelte, tradução de Mirella Abriani, Escrituras Editora, São Paulo, 2007, Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, para obra inédita, (2006).

Vinte e Um Poemas de Amor, Dobra Editorial, São Paulo, 2011.

Ecológico, antologia, Editora da Universidade Estadual da Bahia (EDUNEB), Coleção Nordestina, Salvador,  20013.

Onde Estou e Sou/ Donde Estoy y Soy, antologia, português-espanhol, tradução de Alfredo Pérez Alencart, Ler Editora, Brasília, 2013.

A Casa Verde e Outros Poemas, Editora Mondrongo, Itabuna, Bahia, 2014, tradução de Luiz Angélico para o inglês.

Poemas da Terra e do Rio, Via Litterarum Editora, 2015, tradução de Fred Ellison para o inglês.

LITERATURA INFANTOJUVENIL

O Menino Camelô, Atual Editora, São Paulo, 1991,  Prêmio da Associação Paulista  de Críticos de Artes (1992); 12ª. edição.

Palhaço Bom de Briga, Editora L&PM, Porto Alegre, 1993.

O Circo do Cacareco, Editora Saraiva, São Paulol998.

Histórias do mundo que se foi, 4ª. edição, Editora Saraiva, São Paulo, 2003.  Prêmio Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores, Rio (1997).

O Goleiro Leleta e Outras Fascinantes Histórias deFfutebol,  Editora Saraiva, São Paulo, 2005. Prêmio Hors Concours Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores, Rio (2003).

O Menino e o Boi do Menino, Editora Biruta, São Paulo, 2007.

O Menino e o Trio Elétrico, Editora Atual, São Paulo, 2007, Prêmio Maria Alice de Lucas,  UBE/ Rio (2008).

Roda da Infância, Editora Dimensão, Belo Horizonte, 2009.

Lorotas, Caretas e Piruetas, Editora RHJ, Belo horizonte, 2011, Prêmio Alice Maria     da Silva, UBE/ Rio (2012).

O que eu vi por aí, Editora Biruta, São Paulo2014.

Oratório de Natal, edição ampliada, Duna Dueto, São  Paulo, 2014.

O circo no quintal, Editora Via Litterarum, Itabuna, Bahia, 2015.

Minha Feira Tudo Tem Como Onda Vai Vem, Via Litterarum, 2015.

Minha Turma Agora Dorme, Via Litterarum, 2015.

A Vida É Uma Criança com Palhaço e Lambança, Libri Editorial,  Brasília, 2016.

ENSAIO

A Anotação e a Escrita,  Via Litterarum, 2016.

ORGANIZAÇÃO DE ANTOLOGIA

Contos Brasileiros de Bichos (com Hélio Pólvora), Edições Bloch, Rio de Janeiro, 1979.

Itabuna, Chão de Minhas Raízes, prosa e poesia, Oficina do Livro, Salvador, 1998.

Ilhéus de Poetas e Prosadores, Coleção Letras da Bahia, Secretaria da Cultura da Bahia, Salvador, 1998.

O Conto em Vinte e Cinco Baianos, EDITUS, Editora da UESC, Ilhéus, Bahia, Coleção Nordestina, 2000.

Contos Brasileiros de Futebol, LGE Editora, Brasília, 2005.

Histórias dos Mares da Bahia, Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia, 2016.

ORGANIZAÇÃO DE COLETÂNEA

O Triunfo de Sosígenes Costa (com Aleilton Fonseca), EDITUS, Editora da UESC, Coleção Nordestina, Ilhéus, 2004. Prêmio Marcos Almir Madeira da União Brasileira de Escritores, (Rio).

Histórias Dispersas de Adonias Filho, EDITUS, Editora da UESC, Ilhéus, Bahia, 2011.  Prêmio Maria Olívia Barradas, União Brasileira de Escritores (Rio), 2012.

Canto Contido, Valdelice Soares Pinheiro, Giostri Editora, São Paulo, 2014.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIA

Doze Contistas da Bahia, seleção de Antonio Olinto, Record Editora, Rio de Janeiro, 1969. Conto “O Velho e o Velho Rio”.

Contos Premiados no Concurso Orlando Dantas, Livraria São José Editora, Rio de Janeiro, 1971. Conto “Papo-Amarelo ou o Longo Curso da Violência”.

Moderno Conto da Região do Cacau, organização de Telmo Padilha, Edições Antares, Rio de Janeiro, 1977. Conto “O Velho e o Velho Rio”.

Cacau em Prosa e Verso, organização de Hélio Pólvora e Telmo Padilha, Edições Antares, Rio de Janeiro, 1978. Conto “O Rio”; trecho de novela “Cortejo Fúnebre”.

Doze Poetas Grapiúnas, organização de Telmo Padilha, Edições Antares, Rio de Janeiro, 1979. Poemas: “Poema Agrário”, “Soneto do Rio Cachoeira” e “Soneto do Amor Perdido”.

“Novos Contos da Região Cacaueira”, organização de Euclides Neto, Horizonte Editora, Brasília, 1987. Conto “Desterro”.

Poetas Baianos – Geração Mapa até 1900”, Revista Exu, nº 18, Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1990. Poemas “Da Estrada” e “Viagrária” (fragmento).

Poesia e Ensino – Antologia Comentada, Zizi Trevisan, Editora Arte Cultura/UNISP, São Paulo, 1995. Poema “Comunicado Importante”

A Poesia Baiana no Século XX, organização de Assis Brasil, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1999. Poemas “Rio Morto”, “Grapiúna” e “A Casa Verde”.

Poetas e Cronistas Grapiúnas, CD, com os poemas “O Embarque”, “O Rio” e a crônica “A Cidade na Memória”, produção Luz da Cidade, Niterói, Rio de Janeiro, 2000.

A Sosígenes com Afeto, organização de Hélio Pólvora, Editora Cidade de Salvador, Salvador, 2001. Poemas “Pavões de Sosígenes Costa” e “País de Sosígenes Costa”.

Com a Palavra O Escritor, organização Carlos Ribeiro, Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 2002. Conto “Velhinhos e Suas Notações de Amor”.

Fauna e Flora nos Trópicos, organização de Beatriz Alcântara e Lourdes Sarmento, Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Fortaleza, 2002.

Poesia: Varinha Mágica, organização de Nelly  Novaes Coelho, Editora Harbra, São Paulo, 2005, participação com dez poemas infantis.

Poesia Sempre, revista da Fundação Biblioteca Nacional,  Ano 13, número 20, p.101-105, março, Rio de janeiro, 2005.

Antologia Panorâmica do Conto Baiano – Século XX, organização de Gerana Damulakis, EDITUS, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia, Coleção Nordestina, 2006. Conto: “Inocentes e Selvagens”.

Geopoemas, organização de Luiz Angélico, Editora da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007. Poemas “A Roda do Tempo”, “Morcego”, “Canto a Nossa Senhora das Matas” e “Poema Todo Verde”.

Amor à Brasileira, organização e notas de Caio Porfírio Carneiro e Guido Fidélis, LGE Editora, Brasília, 2007. Conto “Lances do Amor”.

Esteja a Gosto!, Maria de Lourdes Simões Neto, EDITUS, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia, 2007.

Pastores de Virgílio, organização de Álvaro Alves de Faria. Escrituras Editora, São Paulo, 2009. Entrevista: Poeta no Sul da Bahia.

Brasil Retratos Poéticos, organização de José Inácio Vieira Melo e Raimundo Gadelha, Editora Escrituras, São Paulo, 2009.

100 Anos de Jorge Amado (Colóquio Internacional), organizadores Flávio Gonçalves dos Santos, Inara de Oliveira Rodrigues e Laila Brichta, EDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia, 2013.

Autores Baianos, volume II, Ep55, Salvador, 2014. Trechos do romance Os Ventos Gemedores: Vaqueiro Genaro e Uma Mulher (excertos), em português, inglês, alemão e espanhol.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

Segredos da Bahia, Albani Galo Diez, excerto do poema “Rio Cachoeira”, FTD, São Paulo, 1997.

Revista do Centro de Estudos Portugueses Hélio Simões, Anais do IV Seminário Internacional de Literaturas de Língua Portuguesa, fragmentos de escrita: “Inocentes e Selvagens” e “Coronel, Cacaueiro e Travessia”, contos, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz – EDITUS, Ilhéus, Bahia, 1997/1998.

Português: Linguagens, William Roberto Cereja e Thereza Cochar  Magalhães, 6ª edição,  poesia infantil “ Meu Jardim”, Atual Editora, São Paulo, 1998.

Literatura Infantil, Nelly Novaes Coelho, Editora Moderna, São Paulo, 7ª. edição,  revista e atualizada, 2005.

Fios da Linguagem, para alfabetização e letramento, Olívia Franco, poemas infantis “O Macaco Cacareco” e “O Elefante Bamba”, Editora Miguilim, Belo Horizonte, 200l.

Conhecer e Descobrir, Maria Rita Costa de Souza e Wilma Jane Lekevicius Costardi,  poema “Arco-Íris”, Editora FTD, São Paulo, 2004.

Descobrindo a Gramática, Cílio Giacomazzi, Gildete Valério, Geonice Valério, Editora FTD, São Paulo, 2007. Poema “Meu Jardim”.

Aquela Faculdade, prosa e poesia, Editora Via Litterarum, Itabuna, Bahia, 2007.

O Livro das Revelações, coordenação Diógenes da Cunha Lima, editora Baobab, Natal, Rio Grande do Norte, 2013.

LIVROS DIGITALIZADOS

Berro de fogo e outras histórias, Prêmio Vânia Souto Carvalho da Academia Pernambucana  de Letras, Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, 2ª. edição, 2013 (WWW.uesc.br/editora)

Histórias do mundo que se foi,  Editora Saraiva, 4ª. edição,  São Paulo, 2012.

O Menino e o Trio Elétrico, Editora Atual, do Grupo Saraiva, São Paulo, 2012.

Natal das Crianças Negras, FDigital IDP (Independent Direct Publishing), http://www.fdigitalidp.com, Reino Unido (Londres), 2012.

Poemas escolhidos/Poesie scelte, tradução de Mirella Abriani para o italiano, Segundo Prêmio Internacional  de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Genova, Itália, Escrituras Editora, São Paulo, 2007.

O conto em vinte e cinco baianos, Editus, Editora da UESC, Coleção Nordestina, Ilhéus, Bahia, 2009. (WWW.uesc.org.br/editora)

O triunfo de Sosígenes Costa, com Aleilton Fonseca, Editus, Editora da UESC, Coleção Nordestina, Ilhéus, Bahia, 2004 (WWW.uesc.br/editora)

Histórias dispersas de Adonias Filho, organização, notas e prefácio Cyro de Mattos Editus, editora da UESC, WWW.uesc.br/editora

A  Casa Verde e outros poemas/The Green House and another poems,  tradução de Luiz Angélico, capa e ilustrações Ângelo Roberto, Editus, Editora da UESC, Ilhéus, Bahia, 2015 (WWW.uesc.br/editora)

Histórias dispersas de Adonias Filho, capa e ilustrações Ângelo Roberto, Editus, Editora da UESC, Ilhéus, Bahia, 2015 (WWW.uesc.br/editora)

NO EXTERIOR

EM ANTOLOGIAS,  REVISTAS E JORNAIS

“Der Alte Flub”, na antologia Moderne Brasilianische Erzähler (Modernos Contistas do Brasil), Editora Walter, Alemanha/Suíça, 1968. Conto “O Velho e o Velho Rio”. Tradutor Carl Heupel.

“Starik e Staráia Reká”,   na antologia K Iugu of Rio Grande, de narradores da América Latina, Edições Molodáia Guardia, Moscou, 1973. Conto “O Velho e o Velho Rio”. Tradutora Helena Riánzova.

“Klagesang i Klippene”, na antologia  Latinamerikas Spej (Visões da América Latina), Editora Vindrose, Kopenhagen, Dinamarca, 1982. Novela “Ladainha nas Pedras”. Tradutor Uffe Harder.

Cancioneiro 80, no jornal Letras e Letras, nº 52, Porto, Portugal, 1991. Poemas “Canção Ribeirinha”, “A Arara“, foto do autor, seleção e apresentação de Ana Maria Saldanha Dias.

Contos Premiados no Concurso Joaquim Namorado, Câmara Municipal de Figueira da Foz, Portugal, 1992. Conto “Berro de Fogo“, com o título “Olhos de Fogo“.

Antologia de Poesia Contemporânea Brasileira, organização de Álvaro Alves de Faria, Editora Alma Azul, Coimbra, Portugal, 2000. Poemas “Mar de Fernando Pessoa“ e “Soneto Agônico do Cacau“.

“Ancianos en Sus Notaciones de Amor“ (Velhinhos em Suas Notações de Amor), conto, no jornal La crônica de Hoy, Grupo Editorial Convergência, 12 de agosto de 2001, México, http://www.cronica.com.mx/2001/ago/12/dominical/html.

Poesia do Mundo/3, antologia bilíngüe, organização de Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, Edições Afrontamento, Porto, Portugal, 2001, reunindo poetas de dezesseis países. Poemas “Versinverse in the Flora“ (Do Versinverso da Flora) e “Dead River“ (Rio Morto), Tradutor Manuel Portela.

“Beacons“, revista de Associação de Tradutores Americanos e do Departamento de Inglês da Universidade Estadual de Plattsburgh, Nova York, EUA, nº 9, 2003, reunindo poetas de treze países. Poemas “Da Parição“ (“Giving Bith) e “Antemanhã“ (Pre-Dawn). Tradutor Fred Ellison.

Poetas Revisitam Pessoa, organização de João Alves das Neves, reunindo cinqüenta poetas de Portugal e Brasil, Universitária Editora, Lisboa, 2003. Poema “Mar de Fernando Pessoa“.

“Alfonso Reyes, Um Brasilianista“, em Boletim “La Capilla Alfonsina“, vol 4, nº 4, Abril Del 2005, México. Artigo “O Brasilianista Alfonso Reyes“, tradutora Alicia Reyes.

“Saudade“, revista de poesia dirigida por Antonio José Queirós, nº 3, reunindo poetas de dez países, Amarante, Portugal, 2000. Poema “Mar Morto“.

“Poème Blanc“, em “Cahiers de Poèsie JALONS“, nº 84, Vichy, França, 2006. Tradutores Christiane e Jean-Paul Mestas.

A Minha Vida é uma Memória, Cancioneiro Infantojuvenil para a Língua Portuguesa, 5º Concurso Poético, Instituto Piaget, Almada, Portugal, 2005. Poema “O Menino e o Mar“.

Crônica “Copa Del Mondo a Cinelándia“ (Copa do Mundo na Cinelândia). Tradução Mirella Abriani,  “Sagarana“, revista literária da Escola Criativa de Escritura de Milão, Itália, editada por Júlio Monteiro Martins, da Universidade de Pisa,  26 de julho de 2006

Antologia di Natale di Pace e D’amore, organização de Marco Delpino, Editora Tigullio Bacherontius, Santa Margherita Ligure, Itália, 2006. Conto “Natale dei Bambini Neri“, tradução de Mirella Abriani.

“Saudade“, revista de poesia, nº 8, reunindo poetas de quatro países, Amarante, Portugal, 2006. Poema “Poemeto do Pintor“.

“Revista Oficina da Poesia“, números 8 e 9, edição comemorativa de dez anos de publicação, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Palimage Editores, Viseu, Portugal, 2007. Poemas “Os Ventos Gemedores“ e “Campeio“.

”The Dirty Goat”, revista de arte e literatura, nº 17, editada por Joe Bratcher e Elzbieta Szoka, reunindo poetas de onze países, Host Publications, Austin, Texas, 2007. Poemas “Rio Definitivo”, “Canção Ribeirinha”, “Canoa”, “Soneto do Rio Cachoeira”, “Águas” e “Anotações sobre o Rio”. Tradutor Fred Ellison.

Decíamos ayer, XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos, antologia em homenagem a Fray Luis de León, organizada por Alfredo Pérez Alencart, EDIFSA, Salamanca, Espanha, 2013. Poemas: “Soneto de Itabuna”, “Mi Paso”, “Guitarra”, “Erótico”, “Murciélego”, “Este Cristo”, “Navidade de los niños negros”, “Soneto de Fray Luís de León”, e “Gitano Garcia Lorca”.

Um Extenso Continente, antologia em homenagem a António Salvado, organizada por Maria Sameiro Barroso, Maria de Lourdes Gouveia Barata e Alfredo Pérez Alencart, RVJ Editores e Câmara Municipal de Castelo Branco, Portugal, 2014. Poema: “Outono de Antonio Salvado”.

“Buena Cosecha”, (Boa Colheita), Alfredo Pérez Alencart,      http://salamancartvaldia.es/not/67478/buena-cosecha-de-cyro-de-mattos/

Alencart, Poeta de Todas as Partes, coordenação de  Enrique Viloria Vera, Edição Hebal/Editorial Betânia, Madri, 2015. Poemas (I a V), “Lendo os Exílios e Exodos, de Alfredo Pérez Alencart.

Carne Del Cielo, antologia do Natal com  poetas iberoamericanos, organização de Alfredo Pérez Alencart e Luiz Cruz-Villa Lobo, Editora Helbe, Santiago, Chile, 2015. Poemas: “ Navidad de Los Niños Negros”  e “Presebre”.

No Resignación, antologia, organizada por Alfredo Pérez Alencart, edição  Ayuntamiento de Salamanca, fora do comércio, Espanha, 2016.

Nota. Nos últimos anos vem participando com poemas na revista eletrônica “Isla Negra”, patrocinada pela Unesco,  editada pelo poeta Umberto Impaglione, Espanha,  e  no sítio “Poesie pour tous”, Paris, editada pelo poeta e dramaturgo  Pedro Vianna.

EM LIVRO

Vinte Poemas do Rio, edição inglês-português, tradução de Manuel Portela, Editora Palimage, Coimbra, Portugal, 2005.

Ecológico, antologia, Editora Palimage, Coimbra, Portugal, 2006.

Poesie della Bahia/Poesia da Bahia, antologia, bilíngüe, tradução de Mirella Abriani, Editora Runde Taarn, Varese, Itália, 2008.

Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte, antologia, tradução de Curt Meyer Clason, Projekte-Verlag, Halle,  Alemanha, 2009.

Canti della terra e dell’acqua/Cantos da terra e da água, antologia, tradução de Mirella Abriani, Editora Romar, Milão, Itália, 2010, Prêmio Internacional Leodegário Azevedo Filho, da UBE/ Rio (2010).

De tes instants dans le poème/De teus instantes no poema, antologia, tradução de Pedro Vianna,  Editions Du Cygne, Coleção Poesia do Mundo, Paris, 2012, Prêmio Internacional Jean Paul Mestas, da UBE/ Rio, (2013).

Il Bambini e Il Trio Elétrico, tradução de Mirella Abriani, Editora Romar, Milão,  Itália, 2013.

Vinte e Um Poemas de Amor, Editora Palimage, Coimbra, Portugal,  2013.

Poemas Iberoamericanos, Editora Palimage, 2016.

SOBRE O AUTOR

EM LIVRO

ALENCART, Alfredo Pérez. Poesia e Vida, apresentação de Onde estou e sou/ Donde estoy y soy, Ler Editora, Brasília, 2012.

AMADO, James. Este livro de crônicas, apresentação de O mar na Rua Chile, finalista do  Prêmio JabutiEDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, sul da Bahia, Ilhéus, Bahia, 1999.

ARREGUY, Clara. O percurso de uma paixão, apresentação de O velho Campo da Desportiva, crônicas, LGE Editora, Brasília, 2010.

BRASIL, Assis. Orelha de Cancioneiro do cacau, Ediouro Publicações, Rio de Janeiro, 2002.

BRITO, Mário da Silva. Orelha de Lavrador inventivo, Editora Cátedra/Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1984.

CARNEIRO, Caio Porfírio. Um cronista, orelha de Alma mais que tudo, crônicas, LGE Editora, Brasília, 2006.

CAPINHA, Graça. Tão ser tão pedra tão água, apresentação de Vinte poemas do rio, edição bilíngüe, tradução de Manuel Portela para o inglês, EDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, sul da Bahia, 2001.

COELHO, Nelly Novaes. Dicionário crítico da literatura infantil e juvenil brasileira, Companhia Editora Nacional, São Paulo 2006.                                                                              

———————————-Revisitando os caminhos de ficção de Cyro de Mattos, in 81 escritores do Século XX, Editora Letra Selvagem, Taubaté, São Paulo, 2013.

COUTINHO, Afrânio. Enciclopédia de literatura brasileira, 2 volumes, Fundação de Assistência ao Estudante, Rio de Janeiro, 1990.

CUNHA, Fausto. Um narrador dramático, prefácio de Os brabos, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1979.

CUNHA, Helena Parente. O projeto ecopoético de Cyro de Mattos, prefácio de Ecológico, Editora Palimage, Coimbra, Portugal, 2006.

FAHEL, Margarida. Prefácio de Os recuados, TCHÉ! Editora  Porto Alegre, 1987.

———-Ilhéus revisitada, orelha de Ilhéus de poetas e prosadores, antologia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Letras da Bahia, Salvador, 1998.

———– Apresentação em Com a palavra o escritor, organização de Carlos Ribeiro, Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 2002.

FARIA, Álvaro Alves de. Pastores de Virgílio, entrevista, editora Escrituras, São Paulo, 2009.

FISCHER, Almeida. O áspero ofício,  vol. 5, Editora Cátedra, Rio de Janeiro, 1983.

———–O áspero ofício, vol. VI, Horizonte Editora, Brasília, 1985.

GOMES, José Edson. Novos Caminhos de um Poeta, prefácio de No lado azul da canção, Editora Cátedra,  Rio de Janeiro, 1984.

GOMES e AGUIAR, da Silva Tereza e Celuta. Bibliografia crítica do conto brasileiro, tomo II, Edição Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 1969.

HEUPEL, Carl. Moderne Brasilianische Erzahler (Modernos Contistas do Brasil), Alemanha-Suíça,  prefácio de antologia,Editora Walter, 1968.

LIDMILOVÁ, Pavla. Alguns temas da literatura brasileira, Editora Nórdica, 1984, Rio de Janeiro.

LINHARES, Temístocles. 22 diálogos sobre o conto brasileiro atual, vol. II,  José Olympio Editora,  São Paulo, 1973.

PENIDO, Samuel. À margem de Os Enganos Cativantes, prefácio de Os enganos cativantes, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Letras da Bahia, Salvador, 2002.

PORTELLA, Eduardo. A palavra enraizada, prefácio de Cancioneiro do cacau, Ediouro Publicações, Rio de Janeiro, 2002.

PÓVOAS, Ruy do Carmo. Da porteira para  fora, Editus, editora da UESC, Ilhéus (BA), 2007.

SAYEG e CARNEIRO, J.B. e Caio Porfírio. A vocação nacional da UBE – 62 anos, RG Editores, São Paulo, 2004

SIMÕES, Maria de Lourdes Netto. Prefácio de Duas narrativas rústicas, Editora Cátedra,, Rio de Janeiro, 1985.

———- Conhecer Itabuna através da ficção, orelha de Itabuna, chão de minhas raízes, antologia, Oficina do Livro, Salvador, 1996.

———– Caminhos da ficção, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Coleção Letras da Bahia, Salvador, 1996.

EM REVISTAS E PERIÓDICOS

ALENCART, Alfredo Pérez. “Cyro de Mattos, Iberomericano”,  in “La Razón”, Castilla y León, 10 de outubro de 2016, Espanha.

AMADO, Jorge. Um baiano que promete, in “ Suplemento do Livro do Jornal do Brasil”, Rio de Janeiro, 21 de outubro de 1967.

———- A marca de um narrador dramático, in “Suplemento Literário MINAS GERAIS”, Belo Horizonte,    maio de 1982.

———- Dois livros de Cyro de Mattos, “Revista FESPI”, Itabuna, 1983.

…………Quatro escritores da Bahia, in “Jornal de Letras”, Rio de Janeiro, julho de 1985.

———- Breve missiva ao presidente Josué, in  jornal “A Tarde”, Salvador, 5 de abril de 1994.

BAIRÃO, Reynaldo. Canções, haicais e aliterações, in “Jornal de Letras”, Rio de Janeiro, agosto de 1985.

————Poesia, poesia e mais poesia, in “Jornal de Letras”, Rio de Janeiro, janeiro de 1986.

BEZERRA, Valbene. O poeta do cacau, in “Magazine”, do jornal “O Popular”, Goiânia, 13.4.2002.

CAGIANO, Ronaldo. Paixão nas letras, in “Jornal do Brasil”, Caderno B,  Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2005.

CARVALHO, Francisco. Um poeta e ficcionista, in “Diário de Itabuna”, Itabuna, Bahia, 25 de abril de 1986.

CÉSAR, Elieser. Epifania fluvial, in “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde”, Salvador, 26 de abril de 2003.

COSTA, Flávio Moreira da. Regionalismo no bom sentido, in República Livros”, Rio de Janeiro, dezembro de 1979.

DANNEMANN, Maria de Fátima. Poesia natalina, in jornal “A Tarde”, 23/12/1997, Salvador, Bahia.

DAMULAKIS, Gerana. O mar na Rua Chile, in “A Tarde”, Salvador, 13 de dezembro de 1999.

———- Leque de contistas, in “A Tarde Cultural”, 2 de dezembro de 2000.

———Cancioneiro do cacau, in “A Tarde”, 10 de abril de 2002.

ENEIDA.  Violentos e desalmados, in “Diário de Notícias”, Rio de Janeiro, dezembro de 1970.

FAHEL, Margarida. Dor humana, busca da paz, in “Cultural A Tarde”,  suplemento  do jornal “A Tarde”,  Salvador, 11 de abril de 1998.

——— Verdade humana da alma grapiúna, in  “Cultural  A Tarde”, Salvador, 25 de abril de 1998.

FARIA, Álvaro Alves de. Um poeta brasileiro, in “Opção Cultural”, Goiânia, 26 de julho a 1* de agosto de 1998.

FENDRICH, Henrique. Nas memórias do antigamente, RUBEM, revista virtual da crônica,  HTTP://wordpress.com, 30 de abril de 2012.

FONSECA, Aleilton. Visão amorosa de Ilhéus, in “Heléboro”, número 2,  Universidade Estadual do Sudoeste, Conquista, Bahia, dezembro de 1998.

GUIMARÃES, Torrieri. Bilhete a Cyro de Mattos, in “Folha da Tarde”, São Paulo, 21 de abril de 1980.

JOSÉ, Elias. Anotações sobre Os brabosin “Suplemento Literário de Minas Gerais”, Belo Horizonte, 12 de abril de 1980.

……………….. Carnaval e literatura infantil, suplemento cultural do jornal “A Tarde”, Salvador, 2008.

LEMOS, Gláucia. “Poesia que diverte pequenos e grandes, in “Cultural A Tarde”,  do jornal “A Tarde”, Salvador, 7 de novembro de 1992.

——– Persistência da infância, in “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde”, Salvador, 19 de março de 1994.

…………….Versos cativantes, em “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde”, 18 de setembro de 2004, Salvador.

LIMA, Tatiana. A vida é falha, in “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde”, Salvador, 18 de outubro de 1997..

MATTA, João Eurico. Saudação a Cyro de Mattos in Revista da Academia de Letras da Bahia, setembro de 2004, n*. 46, Salvador, Bahia.

PADILHA, Telmo. Lavrador inventivo, in  jornal Cacau/Letras, Itabuna, Bahia, setembro de 1985

PENIDO, Samuel. Cantos da terra e do rio, in “O Escritor”, jornal da União Brasileira de Escritores,  São Paulo, maio/junho de 1986.

PÓLVORA, Hélio. Cancioneiro do cacau, in “A Tarde”, Caderno 2, Salvador 14.4.2002.,

PORTELA, Manuel. Cyro de Mattos: mágoa e júbilo feitos de cacau e água, in “Diário do Sul”, Itabuna, Bahia, 17/18/19 de abril de 2004.

PÓVOAS, Ruy. O rio na memória, in jornal “Cacau/Letras”, Itabuna, Bahia, dezembro de 1985.

PY, Fernando. Relato e outros textos, in Tribuna de Petrópolis, Rio,  10 de julho de 2015.

RIBEIRO, Simone. Respeitável público, in “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde”, Salvador, 24 de dezembro de 1994.

SALDANHA, Ana Maria. Cyro de Mattos/cancioneiro 80, in jornal “Letras e Letras”, Porto, Portugal, 7 de agosto de 199l.

SEIXAS, Cid. A Força selvagem, in “A Tarde”,  Salvador, 23 de março de 1998.

—————–“ Sopro de Vitalidade”, in “A Tarde Cultural”, Salvador, 19.06.2004.

SERRANO, Luís. Vinte poemas do rio, in “O Primeiro de Janeiro”, suplemento Letras e Artes, Porto, Portugal, 9 de outubro de 2006.

SILVEIRA, Junot. Três registros, in “A Tarde Cultural”, Salvador, 2 de dezembro de 1984.

SIMÕES, Maria de Lourdes Netto Simões,  Problemática da literatura contemporânea: a  poesia da região do cacau, in “Revista da FESPI”, número 2, Ilhéus, Bahia, julho/dezembro de 1983.

———–Leitura de Os recuadosin “Jornal de Letras”, Portugal, 23 de janeiro de 1990.

———–Caminhos de ficção nas terras do cacau, in “Cultural  A Tarde”, do jornal “A Tarde”, Salvador, 4 de dezembro de 1992.

Arquivos do autor para download: 


[SAMUEL CELESTINO]

cadeira 23

SAMUEL CELESTINO

SAMUEL CELESTINO

 

Cadeira 23

Patrono: Antônio Januário de Faria
Fundador: José Américo Garcez Fróes
2o. Titular: Jorge Calmon Moniz de Bittencourt
3o. Titular: Aloísio Henrique de Barros Porto
Titular atualSamuel Celestino Silva Filho
 

Posse em: 21.08.2008

 

Eleito em 16 de julho de 2007, tomou posse em 21 de outubro de 2007, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Edivaldo Boaventura.

Samuel Celestino Filho, filho de Samuel Celestino da Silva Filho e D. Adalgisa Carvalho da Silva, nasceu na cidade de Itabuna, Bahia, a 26 de setembro de 1943. Fez o primeiro grau na Escola Ana Lúcia Oliveira, em Itabuna; o ginasial e o curso clássico no Colégio Estadual Severino Vieira. Formado em Direito na Turma de 1967 pela Faculdade de Direito da Uni­versidade Federal da Bahia. É também jornalista profissional, conforme registro DRT nº. 583-1965.


Atividades Profissionais

  • Repórter Especial do Jornal da Bahia (1965/1967).
  • Repórter político do Jornal da Bahia (1967/1970).
  • Chefe da Assessoria Jurídica do Departamento de Telecomunicações do Estado da Bahia (1969/1971).
  • Assessor de Imprensa do Banco do Estado da Bahia.
  • Chefe de Divisão do Departamento de Divulgação do Baneb.
  • Editor Político do Jornal A Tarde.
  • Cronista do Jornal A Tarde.
  • Colunista do Jornal A Tarde – Samuel Celestino Comenta – a partir de 1988.
  • Chefe da Sucursal para a Bahia da Empresa Brasileira de Notícias (EBN) – Ministério da Justiça (1985).
  • Presidente da Associação Bahiana de Cronistas Políticos (1968/1970).
  • Vice-Presidente da Associação Bahiana de Imprensa – ABI (1984).
  • Presidente da Associação Bahiana de Imprensa – ABI, desde 1986, cumpre a 12ª gestão.
  • Diretor do site Bahia Notícias.
  • Diretor da rádio Tudo FM.

Publicações

  • Livro – Política: Fatos & Tendências, 1999.
  • Artigos, ensaios e crônicas em diversos jornais e revistas do país.

Discurso de posse.
Discurso de recepção.

 


[FRANCISCO DE SENNA]

Cadeira 24

FRANCISCO DE SENNA

FRANCISCO DE SENNA

 

Cadeira 24

Patrono: Demétrio Ciriaco Tourinho

Fundador: Luís Pinto de Carvalho

2o. Titular: Luís Menezes Monteiro da Costa

3o. Titular: Renato Berbett de Castro

Titular atual: Francisco Soares de Senna

Posse em: 27.04.2000

 

Nascido na Cidade do Salvador – Bahia, em 27 de fevereiro de 1952, Francisco Senna é filho primogênito de Renato de Moraes Senna e Almíria d’Araújo Senna. Graduou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA em 1977. Realizou Cursos de Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos na UFBA, em 1982 e na Cidade de Florença – Itália, em 1985.

Foi membro da equipe coordenada pelo arquiteto Paulo Ormindo David de Azevedo, que realizou o Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia – IPAC-BA, de 1973 a 1984, obra publicada pelo Governo do Estado da Bahia em 7 volumes, sendo co-autor do último volume.

Foi Pró-Reitor de Extensão da UFBA, de 1991 a 1992, onde exerceu diversos cargos de Chefe de Departamento, Coordenador de Colegiado e Diretor em exercício de Faculdade. De 1995 a 1996 exerceu o cargo de Gerente de Promoção de Investimentos do PRODETUR, na Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia.

Foi presidente da Fundação Gregório de Mattos, de 1997 a 2004, e da comissão organizadora das comemorações dos 450 anos de fundação da Cidade do Salvador, em 1999.

Representou a Cidade do Salvador em diversos encontros no Brasil e no exterior: Argentina, Chile, China, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Paraguai, Portugal, Japão, especialmente os da União das Cidades Capitais Lusófonas – UCCLA e do Fórum das Cidades Patrimônio Cultural da Humanidade, da UNESCO.

Membro do Conselho de Coordenação da UFBA; do Conselho de Cultura do Estado da Bahia; do Conselho Consultivo do Fórum UNESCO-Bahia; do Conselho Consultivo da Fundação Museu Rodin-Bahia; do Conselho Executivo do Projeto Portal da Misericórdia, da Comissão Gerenciadora do Fundo de Cultura da Bahia e do Programa FAZCULTURA.

Autor do Livro, publicado em 2007, sobre os bairros da Preguiça e Conceição da Praia e de diversos artigos publicados em livros e revistas.

Palestrante, nos idiomas português, inglês e italiano, em diversas instituições no Brasil e no exterior, tendo como tema central a História, Arquitetura e Cultura baianas.

Atualmente é Professor Adjunto do Departamento V da Faculdade de Arquitetura da UFBA, sendo regente da disciplina História e Teoria da Arquitetura Brasileira. É assessor do Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Odebrecht, Dr. Norberto Odebrecht.

Francisco Senna é Membro Titular da Academia de Letras da Bahia, onde ocupa a cadeira de número 24, sucedendo o acadêmico Renato Berbert de Castro. Membro da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, na cadeira de Nossa Senhora Auxiliadora, desde 24 de maio de 2001. Membro Sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto Genealógico da Bahia. Irmão da Santa Casa de Misericórdia da Bahia e da Veneranda Ordem Terceira de São Francisco da Bahia. Membro do Conselho de Cultura da Santa Casa de Misericórdia da Bahia; do Conselho de Cultura da Associação Comercial da Bahia; do Conselho Curador da Fundação Instituto Feminino da Bahia; do Conselho Deliberativo da Fundação Museu Carlos Costa Pinto; do Conselho Deliberativo da Associação Cultural Brasil/Estados Unidos e do Conselho Superior das Faculdades Integradas Olga Mettig.


[FERNANDO DA ROCHA PERES]

Cadeira 25

FERNANDO DA ROCHA PERES

FERNANDO DA ROCHA PERES

 

Cadeira 25

Patrono: Pedro Eunápio da Silve Deiró

Fundador: Júlio Afrânio Peixoto

2o. Titular: Francisco Hermano Santana

3o. Titular: Raimundo de Souza Brito

4o. Titular: Luís Augusto Fraga Navarro de Brito

Titular atual: Fernando da Rocha Peres

Posse em: 16.06.1988

 

Eleito em 22 de junho de 1987, tomou posse em 16 de julho de 1987, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Jorge Calmon Moniz de Bittencourt.

Fernando da Rocha Peres nasceu em Salvador, Bahia, em 1936. É poeta e historiador. Desde 1957, atua na área cultural, quando participou das Jogralescas (poesia teatralizada), fundou a revista Mapa, a Yemanjá Filmes e aMacunaíma (editora). Exerceu os cargos públicos de Diretor do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para a Bahia e Sergipe; Diretor-Presidente da Fundação Cultural do Estado da Bahia; Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Diretor do Centro de Estudos Baianos da UFBA. Docente, durante quarenta anos, no Departamento de História da mesma Universidade. Em 2008, recebe o título de Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia, e, em 2013, a Ordem do Mérito do Patriarca São Bento. Tem livros publicados na condição de poeta e historiador, dentre os quais: Cinco poetas, em coautoria com Carvalho Filho, Florisvaldo Mattos, Godofredo Filho e Myriam Fraga; capa e vinheta de Calasans Neto (Salvador: Macunaíma, 1966); Poemas bissextos, desenho da capa de Henrique Oswald (Salvador: Macunaíma, 1972); Memória da Sé (1ª ed. Salvador: Macunaíma, 1974; 2ª ed., fac-similar, Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 1999; 3ª ed., Salvador: Corrupio, 2009); Correspondente contumaz: cartas de Mário de Andrade a Pedro Nava (Organizador, autor da introdução e das notas; Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982); Gregório de Mattos e Guerra: uma re-visão biográfica, prefácio de Antônio Houaiss (Salvador: Macunaíma, 1983), Prêmio Joaquim Nabuco da Academia Brasileira de Letras; Louvação a Pedro Nava, em coautoria com Carlos Drummond de Andrade et al., nos oitenta anos do memorialista (São Paulo: José Mindlin, 1983); Gregório de Mattos e a Inquisição (Salvador: Universidade Federal da Bahia/Centro de Estudos Baianos, 1988); Tempo/Objetos, ilustrações de Carlos Scliar (Salvador: Macunaíma, 1989); Mr. Lexo-tan e outros poemas, apresentação de Luciana Stegagno Picchio e posfácio de Angeli (Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996); Febre terçã, prefácio de Angeli (Salvador: Corrupio, 2000); Crônica do encobrimento ou Relação do desmedido almotacel Expedito (Salvador: Égua Dor, 2000); Um códice setecentista inédito de Gregório de Mattos, em coautoria com Silvia La Regina (Salvador: Edufba, 2000); Gregório Mattos: o poeta renasce a cada ano (Organizador e autor da apresentação. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; Centro de Estudos Baianos da UFBA, 2000);Poemas de um cristão, prefácio de D. Pedro Casaldáliga (São Paulo: Rosari, 2001); Naturezas e coisas (Salvador: Corrupio, 2002); Breviário de Antônio Conselheiro, em coautoria com Walnice Nogueira Galvão, no centenário de Os Sertões, (Salvador: Edufba/Centro de Estudos Baianos, 2002; 2ª ed., Salvador: EDUFBA, 2012); Estranhuras, apresentação de José Mindlin, capa e ilustrações de Renina Katz (São Paulo: Ateliê Editorial, 2003); Salvadolores ou Coisas de amor (Salvador: Égua Dor, 2004) Gregório de Mattos: o poeta devorador (Rio de Janeiro: Manati, 2004); Participação na antologia Poesia straniera portoghese e brasiliana, direção de Luciana Stegagno Picchio. (Itália: Editoriale L’Espresso, 2004); Criancices/Bambinate, tradução de Silvia La Regina e desenhos de Sante Scaldaferri (Salvador: Cidade da Bahia, 2005); Fantesiosa Lafimbriapoema e soneto onímodo, apresentação de Ana Hatherly, capa e ilustrações de Emanoel Araújo (Salvador: Égua Dor, 2006); O livro dos três, em coautoria com Jomard Muniz de Brito e João Carlos Teixeira Gomes (Recife: Bagaço, 2007); Diário de Godofredo Filho (Organizador com Vera Rollemberg e autor da introdução. Salvador: Edufba, 2007); Cartas inéditas de Graciliano Ramos a seus tradutores argentinos Benjamín de Garay e Raúl Navarro (Organizador e autor da apresentação), com introdução, ensaios e notas de Pedro Moacir Maia. Salvador: Edufba, 2008); Breve notícia sobre os monges bentos na Bahia do Novo Mundo. In: PAIXÃO, Dom Gregório. Mosteiro de São Bento da Bahia. São Paulo: Odebrecht, 2008. p. 336-380. Participante das antologias: a) A Poesia baiana do século XX. Rio de Janeiro: Imago, 1999; b) Voix croisées – Brésil-France. Provence (Alpes-Côte d`Azur: Autre/SUD, 2006); c) Geopoemas, Salvador: Edufba, 2007; d) Traversée d`Océans. (Paris: Édition LaNore, 2012). Gravou em CD os poemas de Estranhuras, com música de Luiz Henrique Xavier (São Paulo, 2004). Autor da apresentação dos Poemas selecionados de Gregório de Mattos e Guerra, ilustrações de Sante Scaldaferri, (Brasília: Confraria dos Bibliófilos do Brasil, 2010). É membro da Academia de Letras da Bahia e sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Orgulha-se por defender a Universidade pública de qualidade e a Cidade da Bahia, que chama de “Salvadolores”, contra a especulação imobiliária e a conivência do poder público, desde sempre, para destruí-la.

 


[ROBERTO SANTOS]

Cadeira 26

ROBERTO SANTOS

ROBERTO SANTOS

 

Cadeira 26

Patrono: D. Antônio de Macedo Costa

Fundador: Padre José Cupertino de Lacerda

2o. Titular: Alberto Moreira Rabelo

3o. Titular: Monsenhor Francisco de Paiva Marques

4o. Titular: César Augusto de Araújo

Titular atual: Roberto Figueira Santos

Posse em: 10.08.1971

 

Eleito em 18 de junho de 1970, tomou posse em 10 de agosto de 1971, no salão nobre da Faculdade de Medicina, sendo saudado por Adriano de Azevedo Pondé.

Roberto Figueira Santos, filho de Edgar Rego Santos e Carmen Figueira Santos, nasceu em Salvador, Bahia, no dia 15 de setembro de 1926. Em julho de 1950, poucos meses após diplomar-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, obteve bolsa Fundação W. K. Kellogg que lhe permitiu viajar para os Estados Unidos da América do Norte onde, durante quase três anos frequentou Hospitais das Universidades de Cornell, Michigan e Harvard. Além de completar a sua formação no campo da Clínica Médica, participou de pesquisas sobre o metabolismo hidromineral no Massachusetts General Hospital, sob a orientação do professor Alexander Leaf. De volta a Salvador, passou a trabalhar em regime de dedicação exclusiva no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, hoje designado Hospital Universitário Professor Edgar Santos. Iniciou a carreira de magistério como assistente da 1ª Clínica Médica. Obteve o título de Doutor em Ciências Médico-Cirúrgicas mediante defesa de tese submetida à Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Submeteu-se a concurso para a docência-livre e conquistou, também mediante concurso de títulos e provas, a cátedra de Clínica Médica da mesma Faculdade. No exercício da cátedra criou o programa de residência médica do norte-nordeste do País e liderou alteração no currículo do curso de Medicina, com o intuito de evitar a especialização precoce, muito frequente até então. E defendeu a inclusão do ensino da sociologia médica aos estudantes, ainda no início da formação profissional. Pelo interesse revelado nos problemas da formação de médicos, foi eleito Presidente da Associação Brasileira de Educação Médica. Em 1963, casou-se com a Senhora Maria Amélia Menezes Santos. O casal tem seis filhos e, até a presente data, seis netos. Em 1967 foi nomeado Reitor da Universidade Federal da Bahia para um mandato de quatro anos, durante o qual dedicou especial atenção à reforma da estrutura universitária nos termos do Decreto-Lei 53, de 1966, e de documentos legais subsequentes. Planejada e executada no intuito de promover a intensificação do ensino e da pesquisa nos setores básicos do conhecimento, a nova estrutura possibilitou, nas últimas quatro décadas, a criação da vigorosa rede de pós-graduação, simultânea com o grande desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica nas nossas Universidades. Entre 1964 e 1964, Roberto Santos exerceu o cargo de membro do Conselho Federal da Educação, tendo sido Presidente do mesmo órgão de 1971-1974. Em 1975 assumiu o Governo do Estado da Bahia, com mandato de quatro anos. Sua gestão foi marcada por grande ênfase na atenuação dos imensos problemas sociais da população do Estado. A rede pública de atenção à saúde foi consideravelmente ampliada e foram muito aumentadas as oportunidades de matrículas no ensino médio profissionalizante. Implantou o primeiro Museu de Ciência e Tecnologia do País. No campo da Economia deu um grande impulso à construção de Pólo Petroquímico de Camaçari, fomentou o turismo com a construção do Centro de Convenções da Bahia, contribuiu para a modernização da agricultura construindo belíssimo Parque de Exposições de Animais e intensificando a cultura no café no Estado. Na área da infraestrutura construiu rodovias de fundamental importância e aumentou consideravelmente a eletrificação rural em várias regiões do Estado. No começo da década de 1980, em estreita colaboração com Tancredo Neves, organizou o Partido Popular na Bahia. No início do governo José Sarney assumiu a Presidência do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Pouco mais de um depois, foi nomeado Ministro da Saúde, cargo que ocupou entre os anos 1986 e 1987. Em seguida, representou o Brasil na Organização Mundial da Saúde, em Genebra, durante três anos. Eleito Deputado Federal pelo Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB), exerceu o mandato de 1995-1999, findo o qual reuniu seus pronunciamentos em volume intitulado Um mandato parlamentar a serviço das causas sociais. Em seguida, afastou-se da militância política para dedicar-se a iniciativas de natureza cultural. Em 2004 foi eleito Presidente da Academia de Educação da Bahia, além de participar ativamente da Academia de Letras da Bahia e da Academia de Medicina, e de Comissões ligadas à Reitoria da Universidade Federal da Bahia.


Publicações

  • A Bahia Integrada cidade e campo
  • O CNPq em 1985
  • Da Regulação Renal e Tecidual do Equilíbrio Ácido Básico
  • Edgar Santos o educador
  • Ensino Médico e Assistência à Saúde
  • Mensagem à Assembleia Legislativa – 1976
  • Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia
  • A prova da tolerância à água nas Hepatopatias Crônicas
  • Quatro anos depois
  • Resumo de realizações do Governo do Estado da Bahia
  • Retenção de sódio e de água como manifestação de doença hepática
  • A Universidade e os novos propósitos da sociedade brasileira
  • Um mandato parlamentar a serviço das causas sociais
  • Vidas paralelas
  • Reflexões sobre temas da atualidade

 


[ORDEP SERRA]

Cadeira 27

ORDEP SERRA

ORDEP SERRA

 

Cadeira 27
Patrono: Francisco Rodrigues da Silva
Fundador: Frederico de Castro Rebelo
2o. Titular: Antônio Gonçalves Vianna Júnior
3o. Titular: Jaime Tourinho Junqueira Aires
4o. Titular: Antônio Loureiro de Souza
5o. Titular: James Amado
Titular atual: Ordep Serra
Posse em: 04.09.2014

 

Graduado em Letras pela UNB, Mestre em Antropologia Social pela UNB e Doutor em Antropologia pela USP. Professor aposentado Associado do Departamento de Antropologia da FFCH / UFBA. Professor Participante do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFBA, de que foi um dos fundadores e o primeiro coordenador. Membro da Associação Brasileira de Antropologia, da SBPC, da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos e da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia. Membro fundador do Grupo de Pesquisa “Encruzilhada dos Saberes”. Fundador e Coordenador do Grupo Hermes de Pesquisa e Promoção Social e do Movimento Vozes de Salvador. Membro do Fórum “A cidade também é nossa”, por duas vezes seu coordenador. Membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia e Presidente de sua Câmara de Patrimônio. Membro fundador de Koinonia Presença Ecumênica e Serviço. Produção principal em Antropologia da Religião, Antropologia das Sociedades Clássicas, Etnobotânica, Teoria Antropológica. Tradutor de textos científicos e literários. Escritor premiado três vezes em concursos nacionais de literatura, com obras de ficção (conto, novela).  Membro da Academia de Letras da Bahia.

LIVROS

Fonte: www.ordepserra.wordpress.com

 


[MARCUS VINÍCIUS RODRIGUES]

Cadeira 28

MARCUS VINÍCIUS RODRIGUES

MARCUS VINÍCIUS RODRIGUES

 

Cadeira 28

Patrono: Luís José Junqueira Freire

Fundador: Francisco Torquato Bahia da Silva Araújo

2º Titular: Homero Pires de Oliveira e Silva

3º Titular: José Calasans Brandão e Silva

4º Titular: Consuelo Pondé de Sena

5º Titular: Suzana Alice Marcelino da Silva Cardoso

Titular atual: Marcus Vinícius Rodrigues

Posse em: 04.04.2019

 

Eleito em 25/10/2018, tomou posse em 04/04/2019, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Gláucia Lemos

 

Marcus Vinícius Couto Rodrigues nasceu em Ilhéus-Ba e mora em Salvador. É advogado, tendo se graduado em direito pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL, em 1989. Graduou-se, ainda, em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna – Francês, pela Universidade federal da Bahia — UFBA, em 2000.  Tem mestrado em Letras e Linguística com a seguinte dissertação: Gide, Genet: inserção e ruptura na narrativa homoerótica. Título obtido em 2003.

 

Estreou em literatura como um dos vencedores do Prêmio Copene-Fundação Casa de Jorge Amado de 2001. Além disso, foi vencedor do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia de 2016, recebeu menção honrosa no 15º Concurso de Contos Luiz Vilela, 2005, e no prêmio Banco Capital nos anos de 2004, 2005 e 2009. Seu conto A omoplata venceu o Concurso Nacional de Contos Newton Sampaio, edição 2009, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná.

 

Livros

  • Pequeno inventário das ausências (poesia, Fundação Casa de Jorge Amado, 2001).
  • 3 vestidos e meu corpo nu (contos, P55 Edições, 2009), 
  • Eros resoluto (contos, P55 Edições, 2010); 
  • Cada dia sobre a terra (contos, EPP Publicações e Publicidade, 2010); 
  • Se tua mão te ofende (novela, P55 Edições, 2014); 
  • Arquivos de um corpo em viagem (poesia, Editora Mondrongo, 2015);
  • A eternidade da maçã (contos, Editora 7Letras, 2016); 
  • Café Molotov (contos, Editora 7Letras, 2018); 
  • Manual para composição de Vitrais (poesia, Selo João Ubaldo Ribeiro da Fundação Gregório de Mattos, 2019);
  • O mar que nos abraça (contos, Ed. Caramurê, 2019)

 

Participação em antologias

 

  • Concerto lírico a quinze vozes: uma coletânea de novos poetas da Bahia (Ed. Aboio, 2004);
  • Os outros poemas de que falei (EPP Publicações e Publicidade, 2004); 
  • Tanta poesia (EPP Publicações e Publicidade, 2005); 
  • Outras moradas (contos, EPP Publicações e Publicidade, 2007); 
  • Anos 2000 - Coleção Roteiro da Poesia Brasileira (Global Editora, 2009);
  • Diálogos: panorama da nova poesia grapiúna (Editus/ Via Literarum, 2010); 
  • Autores baianos: um panorama, volume 2 (P55 edições, 2014);
  • Nome de mulher (Editus editora, 2018);
  • Tudo no mínimo: antologia do miniconto na Bahia (Editora Mondrongo, 2018);
  • Concerto lírico: 15 poetas 15 anos depois (Penalux, 2020)

 


[GERANA DAMULAKIS]

Cadeira 29

GERANA DAMULAKIS

GERANA DAMULAKIS

 

Cadeira 29

Patrono: Agrário de Souza Menezes

Fundador: Antônio Alexandre Borges dos Reis

2o. Titular: Manços Chastinet Contreiras

3o. Titular: Colombo Moreira Spínola

4o. Titular: Jorge Farias Góes

5o. Titular: Hélio Pólvora

Titular atual:  Gerana Damulakis

Posse em: 03.09.2015

Foi colaboradora do suplemento Cultural do jornal A Tarde a partir de 1993 e por mais de 10 anos. Assinou a coluna semanal Leitura Crítica no Caderno 2 do jornal A Tarde, de 1998 até 2002 e a coluna semanal Olho Crítico no jornal Tribuna da Bahia durante o ano de 2007. Assinou a página Livros da revista Neon, de 1999 até 2004. Assinou a página Cultural da revista Cenesp nos anos de 2001 e 2002.

Criou, com Hélio Pólvora, a Editora Mythos, quando editaram os títulos: Atelier de Poesia (1995), do poeta Daniel Cruz e Três Histórias de Caça e Pesca (1996), de Hélio Pólvora. 

Integrou a comissão editorial Selo Letras da Bahia, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, durante 8 anos até o término do selo.

Publicações

Guardador de Mitos. Salvador: Edição do Autor, 1993.

Sosígenes Costa – o poeta grego da Bahia. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia; Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1996. Selo As Letras da Bahia.

O Rio e a Ponte – À Margem de Leituras Escolhidas. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo, Fundação Cultural, EGBA, 1999. Coleção Selo Editorial Letras da Bahia, v. 48.

Antologia Panorâmica do Conto Baiano: Século XX/ Organização e introdução. Ilhéus, Ba: Editus, 2004.

Conversas com Hélio Pólvora. Salvador: Quarteto, 2016.

Publicações com outros autores

O Mar na Prosa de Ficção: ensaios. Ilhéus: Fundação Cultural/ Editus, 1999.

Brasil500 Anos Encontros na Bahia. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 2000.

A Sosígenes com Afeto. Salvador: Edições Cidade da Bahia; Fundação Gregório de Mattos, 2001.

O Triunfo de Sosígenes Costa. Ilhéus, Ba: Editus/UEFS-Ed., 2004.

Participações em antologias

Poetas Brasileiros de Hoje. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1982.

Poetas Brasileiros de Hoje 83. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1983.

Poetas Brasileiros de Hoje 1984. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1984.

Poetas Brasileiros de Hoje 1985. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1985.

Poetas Brasileiros de Hoje. Rio de Janeiro: Shogun editora e Arte, 1986.

Poetas Brasileiros de Hoje 1991. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1991.

A Nova Poesia Brasileira. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, v. IX, 1983.

Escritores Brasileiros. Rio de Janeiro: Crisalis Editora, 1984.

Escritores Brasileiros. Rio de Janeiro: Crisalis Editora, 1985.

Escritores Brasileiros 1985. Rio de Janeiro: Crisalis Editora, v. II, 1985.

Antologia Poética de Cidades Brasileiras. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1985.

Antologia Poética de Cidades Brasileiras. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1992.

A Nova Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1983.

Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Shogun Editora e Arte, 1984.

Novas Vozes. Salvador: Editora Arembepe, 1992.

Publicações em Revistas

Revista do Escritor Brasileiro. Brasília: Editora Códice, nº 7,1994; nº 9, 1995.

Revista da Literatura Brasileira. São Paulo, nº 24, 2001; nº 30, 2001.

QVINTO IMPÉRIO – Revista de Cultura Literaturas de Língua Portuguesa/ Gabinete Português de Leitura – Centro de Estudos Portugueses – Casa Fernando Pessoa. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, nº 5, 1995; nº 8, 1997; nº 9, 1997; nº 12, 2000; nº 15, 2001.

Revista Iararana. Salvador: EPP Publicações e Publicidade. nº1, nº 2, nº 4, nº5, nº 6, nº 7, nº 8, nº 13.

Revista da Academia de Letras da Bahia. Salvador: Academia de Letras da Bahia, nº 45, 2002; nº 52, 2014.

Prêmios

Prêmio País do Carnaval, Concurso 80 anos de Jorge Amado, em 1992, Jequié, com o conto “Fascinação”.

Medalha de Prata no Concurso Nacional de Poesias de Minas Gerais, Edições Minas Gerais, com o poema “Epifania Profana”, 1994.

 

 


[PAULO FURTADO]

Cadeira 30

PAULO FURTADO

PAULO FURTADO

 

Cadeira 30

Patrono: Joaquim Monteiro Caminhoá

Fundador: Antônio do Prado Valadares

2o. Titular: Roberto José Correia

3o. Titular: Alfredo Virira Pimentel

4o. Titular: Nestor Duarte Guimarães

5o. Titular: Josaphat Ramos Marinho

Titular atual: Paulo Furtado

Posse em: 24.04.2003


Eleito em 28 de outubro de 2002, tomou posse em 24 de abril de 2003, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Gerson Pereira dos Santos.

Paulo Roberto Bastos Furtado nasceu em Salvador, Bahia, a 29 de março de 1944. Casado com D. Maria Verônica Moreira Ramiro Furtado com dois filhos.

Discurso de Posse.
Discurso de Recepção.


Formação Profissional

  • Bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade Católica do Salvador.
  • Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia em 1980. Pós-Graduação, em nível de Mestrado, em Metodologia do Ensino Superior Faculdade de Educação da Universidade Católica do Salvador.
  • Curso de Direito Tributário, realizado na École Nationale de la Magistrature – Paris, de 12 de maio a 6 de junho de 1997.

 

 

 

Atividade Profissional

  • Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (Decano).
  • Ex-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – Biênio 1992/1994.
  • Membro do Colégio dos Presidentes dos Tribunais de Justiça dos Estados.
  • Membro da Comissão Permanente de Revisão Constitucional do Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça.
  • Membro do Instituto dos Advogados da Bahia.
  • Membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia (Titular da Cadeira nº 37 – Patrono Prof. Severino Vieira.
  • Ex-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado da Bahia – março/1979  a fev. 1982.
  • Ex-Adjunto da Administração Regional de Salvador da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF.
  • Ex-chefe do Serviço de Estudos e Contencioso Geral de Salvador do Setor Jurídico da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF.
  • Ex-Advogado do Banco do Brasil.
  • Ex-advogado Monitor da Comissão de Assistência Jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção da Bahia.
  • Ex-Chefe do Gabinete da Secretaria da Justiça do Estado da Bahia (nomeado para responder pelo expediente da Pasta nos impedimentos eventuais do Titular – ano 1977).
  • Ex-Membro do Conselho Superior do Instituto dos Advogados da Bahia.
  • Ex-Representante da Secretaria da Justiça do Estado da Bahia no Conselho Estadual de Menores.
  • Ex-Presidente do Conselho de Administração da Empresa Gráfica da Bahia – EGBA.
  • Ex-Presidente do Conselho de Administração do Departamento de Edificações Públicas – DEP do Estado da Bahia.
  • Colaborador do Projeto de Estudo Conjunto e Coordenador da Norma Legislativa Urbana, do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.
  • Representante da Universidade Católica do Salvador no Seminário sobre Desenvolvimento de Instituições de Educação Superior sob os auspícios dos Conselhos de Reitores das Universidades Brasileiras, a Universidade Católica de Petrópolis e da Universidade Autônoma de Guadalajara (México).
  • Presidente da Comissão de Concurso para Juiz do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
  • Indicado ao Presidente da República para o Cargo de Ministro do Tribunal Superior de Justiça.
  • Membro da Academia de Letras da Bahia (Titular da cadeira nº 30 sucedendo ao Prof. Josaphat Marinho.
  • Ministro (convocado) pelo STJ desde 8 de janeiro de 2009.

 


[FLORISVALDO MATTOS]

Cadeira 31

FLORISVALDO MATTOS

FLORISVALDO MATTOS

 

Cadeira 31

Patrono: Belarmino Barreto

Fundador: Ernesto Simões da Silva Freitas Filho

2o. Titular: José Luís de Carvalho Filho

Titular atual: Florisvaldo Mattos

Posse em: 23.11.1995

 

Eleito em 28 de dezembro de 1994, tomou posse em 26 de novembro de 1995, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por João Carlos Teixeira Gomes.

Florisvaldo Mattos nasceu na zona rural de Uruçuca (então Água Preta, distrito de Ilhéus), no sul do Estado da Bahia, em 1932, e assim, por circunstâncias legais, cidadão ilheense. Realizou seus estudos primários nesta cidade e os secundários Itabuna e Ilhéus, respectivamente nos ginásios da Divina Providência e Municipal, completando-os em Salvador no Colégio Estadual da Bahia. Aprovado no vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, obteve diploma no grau de Bacharel em Direito, em 1958.

Neste mesmo ano, iniciou-se na atividade do jornalismo impresso, como profissional, ao integrar a equipe fundadora do Jornal da Bahia, no qual desempenhou, em dois períodos, as funções de repórter, redator e chefe-de-reportagem; atuou no jornal Diário de Notícias, da cadeia dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, no qual exerceu as funções de repórter, colunista e posteriormente editor-chefe, participando inclusive, com Glauber Rocha e Paulo Gil Soares, da edição de seu suplemento literário, o SDN, que teve então importância dentro do processo cultural baiano. Por essa época, entre 1961 e 1968, assumiu o posto de correspondente do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, sendo elevado a partir daí ao cargo de chefe de sua sucursal na Bahia, exercido até o ano de 1982. Em 1990, a convite do jornalista Jorge Calmon, ingressou no jornal A Tarde, assumindo o posto de editor de seu suplemento Cultural, premiado em 1995 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), no quesito de divulgação cultural, exercendo-o até 2003, quando passou à condição de editor de Opinião e, em seguida, ao cargo de editor-chefe, exercido até fevereiro de 2011, quando se afastou do jornalismo. A partir de 1962, concomitante à atividade de jornalismo, ingressou no magistério superior, no curso de Jornalismo, matriz da futura Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, na qual cursou Mestrado em Ciências Sociais, concluído em 1972, aposentando-se em 1994. Entre 1987 e 1989, exerceu o cargo de presidente da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Em depoimento, prestado em setembro de 1981, faz um retrato da Geração Mapa que, da segunda metade da década de 1950 e até meados da de 60, agitou a vida cultural da Bahia, atuando com destaque nas áreas de literatura, cinema, teatro, artes plásticas e jornalismo. “Uma geração a que pertenço com muita honra. Glauber Rocha foi o nosso maior nome. Nossa proposta básica era romper com a inércia cultural de antão, alimentada pelo pensamento conservador vigente, enfim com barreiras que ainda se erguiam para aceitação dos princípios da arte moderna”, afirmava então. Foi também colaborador das revistas Ângulos, editada pela Faculdade de Direito, Mapa e Revista da Bahia, esta uma publicação do  Estado da Bahia, entre outras.

Foi eleito membro da Academia de Letras da Bahia em 1994, empossado na Cadeira nº 31, em 1995, na vaga do poeta Carvalho Filho. Como poeta e escritor, começou a publicar em jornais e revistas, estaduais e nacionais, participando inclusive de antologias poéticas nacionais, já nos anos 1950, e em livros a partir de 1965. Tem publicado também poesia em antologias internacionais, especialmente de Portugal, Espanha, França e Alemanha. Tem pronunciado palestras sobre temas abrangentes de poesia, literatura, jornalismo e cultura, em reuniões e conclaves promovidos por entidades diversas, entre as quais colégios e faculdades.

 

Publicações

  • Reverdor (poesia, 1965).
  • Valentino, peça teatral (1974).
  • Fábula Civil (poesia, 1975).
  • Dois Poemas para Glauber Rocha: plaqueta em cooperação com o poeta Fernando da Rocha Peres (1985).
  • A caligrafia do soluço & poesia anterior (1996).
  • Estação da prosa & Diversos (1997).
  • A comunicação social na Revolução dos Alfaiates (ensaio, 1998).
  • Mares acontecidos (poesia, 2000).
  • Galope amarelo e outros poemas (2001).
  • Travessia de oásis: a sensualidade na poesia de Sosígenes Costa (ensaio, 2004).
  • Poesia Reunida e Inéditos (2011)
  • Sonetos elementais (2012).

 


[JOÃO CARLOS SALLES]

Cadeira 32

JOÃO CARLOS SALLES

JOÃO CARLOS SALLES

 

Cadeira 32

Patrono: André Pinto Rebouças

Fundador: Teodoro Fernandes Sampaio

2o. Titular: Isaías Alves de Almeida

3o. Titular: Zitelmann José Santos de Oliva

4o. Titular: Gérson Pereira dos Santos

Titular atual:  João Carlos Salles Pires da Silva

Posse em: 04.11.2014

Eleito em 3 de julho de 2014, tomou posse em 04 de novembro de 2014, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Paulo Costa Lima.

João Carlos Salles Pires da Silva nasceu em 12 de maio de 1962, em Cachoeira, no sobrado de número 8 da Praça da Aclamação, onde então lembra de ver seu pai de criação, Divaldo Sales Soares, jogar biriba com Mateus Aleluia e Dadinho, do grupo Os Tincoãs, e onde hoje funciona o espaço de artes Pouso da Palavra. Filho de Wanderley Pires da Silva e Lêda Lícia Salles Pires da Silva (antes Dantas Salles Ribeiro), foi criado por seus tios avós Divaldo e Guiomar, por causa da morte de sua mãe Lêda, quando mal completara 11 meses. Muito em decorrência dessa morte precoce, precisou começar bem cedo o primário na Escola São José, tendo cursado depois o ginásio no Colégio Estadual da Cachoeira, até mudar-se em 1975 para Salvador, para o Colégio 2 de Julho e para uma nova vida, em um ambiente de contracultura, logo temperado de macrobiótica e marxismo, com bastante leitura e muita militância política, vinculada em seguida à Ação Popular Marxista-Leninista. Ingressa na UFBA em 1979 e, mesmo sendo aluno do primeiro semestre de uma Faculdade muito politizada, foi um dos três delegados do Curso de Economia no Congresso de Reconstrução da UNE. Teve a sorte talvez de depois perder a eleição para o DCE, como candidato a Vice-Presidente na Chapa Voz Ativa, com o que, em 1981, teve algum sossego de uma militância que já completava a todo vapor e inteira dedicação mais de cinco anos, e pôde deslocar sua energia para sua formação profissional no curso de filosofia da UFBA, para o qual se transferira. Acredita ter caído então nas graças dos professores do Departamento de Filosofia, Ubirajara Rebouças, Fernando Rego, Delmar Schneider, Ruy Simões, Álvaro Menezes, que logo o acolheram como colega, em 1985, em estatuto ainda precário, até que, em janeiro de 1990, por concurso público, se tornou professor do quadro permanente da UFBA. Às leituras de Marx e outras tantas de extração fenomenológica, somavam-se desde a graduação as de Hume e, cada vez mais, as de Wittgenstein, com um mestrado de entremeio sobre Durkheim, em ciências sociais na UFBA, orientado por Ubirajara D. Rebouças. Nascido seu filho, Pedro Santos Salles Pires, em 1991, começou a preparar-se para completar a formação fora de Salvador, uma vez que não tínhamos na Bahia sequer um curso de mestrado em filosofia. O Doutorado na Unicamp, iniciado em 1994, firmou sua paixão por Wittgenstein, tendo redigido sua tese sob os auspícios de Arley R. Moreno, em uma orientação deveras exemplar, na qual, segundo acredita, os gestos teóricos, sendo inclusive recíprocos, assim como internas as relações, não ocorrem por causa do outro, mas sim graças a ele. Retorna do Doutorado em 1999 e logo assume funções de gestão e de política acadêmica. Sua militância parece escolher novos caminhos e se revestir de novas formas, tanto na própria UFBA quanto nacionalmente (nesse caso, em especial, na ANPOF e em comitês da área de filosofia na CAPES e no CNPq), tendo ele tido algum protagonismo na criação, em 2001, do Curso de Mestrado em Filosofia e, enfim, do Curso de Doutorado em Filosofia da UFBA, em 2008. Nessa toada, tem mantido sua produção acadêmica (marcada, admite, por certa veleidade literária e pelos ares remotos de Cachoeira), tendo organizado vários livros e publicado os seus próprios, e tem liderado um animado grupo de pesquisas em filosofia moderna e contemporânea, autointitulado “Empirismo, Fenomenologia e Gramática”, com cuja ajuda e a dos colegas de filosofia organizou umas três dezenas de eventos (com destaque para dois encontros nacionais da ANPOF e um Congresso da Sociedade Interamericana de Filosofia). Em meio a todos esses gestos e textos, assumiu funções administrativas e políticas diversas na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, e mesmo na própria UFBA, de sorte que, um tanto inadvertidamente, mas talvez com algum sentido, seus passos o conduziram, em 2014, à condição de Reitor da UFBA e ao convívio dos confrades e confreiras da Academia de Letras da Bahia.

 


[MUNIZ SODRÉ]

Cadeira 33

MUNIZ SODRÉ

MUNIZ SODRÉ


[EVELINA HOISEL]

Cadeira 34

EVELINA HOISEL

EVELINA HOISEL

 

Cadeira 34

Patrono: Domingos Guedes Cabral

Fundador: José Virgílio da Silva Lemos

2o. Titular: Heitor Pragues Fróes

3o. Titular: Adalício Coelho Nogueira

4o. Titular: Walfrido Moraes

Titular atual: Evelina Hoisel

Posse em: 27.10.2005

Evelina de Carvalho Sá Hoisel nasceu em Salvador-Bahia, em 23 de fevereiro de 1946, filha de João Gonçalves de Carvalho Sá e de Hyldeth Costa de Carvalho Sá. Até os dez anos de idade, morou com os avós paternos, o Cel. João Sá e D. Luzia de Carvalho Sá (D. Lulu), na Fazenda Bela Vista de Brotas, Jeremoabo, no sertão baiano. 

Fez o curso de admissão e o ginásio no Colégio Nossa Senhora das Mercês, em Salvador, e o Curso de Secretariado na Fundação Visconde de Cairú. O Curso de Graduação em Letras Neolatinas – Licenciatura (1969) e Bacharelado (1970) – foi realizado na Universidade Federal da Bahia, tendo sido aluna da professora e escritora Judith Grossmann, cuja aulas marcantes despertaram o seu interesse pela área de Teoria da Literatura. O Curso de Mestrado em Letras foi realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1979), sob a orientação do escritor e professor Silviano Santiago. O Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada foi cursado na Universidade de São Paulo (1996), sob a orientação do professor João Alexandre Barbosa.

É Professora Titular da UFBA, junto ao Departamento de Fundamentos para o Estudo das Letras, no Instituto de Letras, desde 1971, atuando nos cursos de Graduação e de Pós-Graduação do Instituto de Letras – Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, e da Escola de Teatro – Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. 

No Instituto de Letras, foi Coordenadora do Curso de Mestrado em Letras (1984 a 1986; 1986 a 1988); Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (2006-2008); e, por dois mandatos consecutivos, foi Diretora do Instituto de Letras (1996 a 2000; 2000 a 2004). Foi Editora e Co-editora da revista Estudos Lingüísticos e Literários e é membro do Conselho Editorial de várias revistas acadêmicas, de instituições locais e nacionais (Estudos, Ipotesi, Inventário, Outros Sertões). Foi também Presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada – ABRALIC (1998 a 2000), e Vice-presidente do Seminário Internacional de Estudos Nemesianos (1996 a 2000), órgão cultural envolvendo a Universidade dos Açores/PT, a Universidade de Lisboa/PT e a Universidade Federal da Bahia – Instituto de Letras.

As atividades de pesquisa são desenvolvidas junto ao grupo “O escritor e seus múltiplos: migrações”. Como pesquisadora e professora orientadora dos Cursos de Pós-Graduação – Letras e Teatro, já orientou mais de sessenta estudantes e profissionais em nível de iniciação científica, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Na Academia de Letras da Bahia, em parceria com outras Instituições do Estado da Bahia, coordenou os seguintes eventos:

Semana Guimarães Rosa (1987).

Oficina amorosa: seminário Judith Grossmann (1991).

Quatro leituras rosianas (1996).

Reinvenções de Rosa – 50 anos de Grande sertão:veredas (2006).

Colóquio Internacional Vieira na Bahia – comemoração do quarto centenário do Pe. Antonio Vieira (2008).

Seminário Myriam Fraga – poesia e memória (2008).

Seminário Helena Parente Cunha – as formas informes do desejo (2009).

Seminário Visitações à obra literária de Judith Grossmann (2011).

Seminário Ruy Espinheira Filho – tempo e poesia (2012).

Discurso de Posse.
Discurso de Recepção.

Livros publicados

  • Supercaos: os estilhaços da cultura em PanAmérica e Nações Unidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1980.

  • A leitura do texto artístico. Salvador: Edufba, 1996

  • Grande sertão: veredas – uma escritura biográfica. Salvador: Academia de Letras da Bahia/ Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, 2006.

  • Viagens – Vitorino Nemésio e intelectuais portugueses no Brasil (Org.) Salvador: EDUFBA, 2007.

  • As formas informes do desejo: Helena Parente Cunha (Org.). Rio de Janeiro: Editora da Palavra, 2010.
  • Poesia e memória: a poética de Myriam Fraga. (Org.). Salvador: EDUFBA, 2011.
  • Jorge Amado nos terreiros da ficção (Org.). Itabuna/Salvador: Via Litterarium/Casa de Palavras, 2012.
  • Jorge Amado: 100 anos escrevendo o Brasil (Org). Salvador: Casa de Palavras, 2013.

 

Outras publicações:

Possui diversos capítulos de livros e artigos publicados em periódicos especializados e jornais, cujos títulos podem ser conhecidos acessando-se a Plataforma Lattes (Currículo do Sistema Lattes: www.cnpq.br )

Discurso de posse.
Discurso de recepção.


[LUÍS ANTÔNIO CAJAZEIRA RAMOS ]

Cadeira 35

LUÍS ANTÔNIO CAJAZEIRA RAMOS

LUÍS ANTÔNIO CAJAZEIRA RAMOS

 

Cadeira 35

Patrono: Manoel Vitorino Pereira (1853-1902)
Fundador: Antonio Pacífico Pereira (1846-1922)
2o. Titular: Afonso Costa (1885-1955)
3o. Titular: Rui Santos (1906-1985)
4o. Titular: Rubem Rodrigues Nogueira (1913-2010)
5o. Titular: João da Costa Falcão (1919-2011)
Titular atual: Luís Antonio Cajazeira Ramos

Eleito em 21 de maio de 2012, tomou posse em 2 de agosto de 2012, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Fernando da Rocha Peres.

Luís Antonio Cajazeira Ramos nasceu em Salvador, em 12 de agosto de 1956, filho do comerciante Pedro Ferreira Ramos Filho e da professora primária Mary Dias Cajazeira Ramos. Cresceu na casa dos pais, juntamente com os sete irmãos, na Ladeira do Paiva, na vizinhança de familiares maternos e paternos, mudando-se em 1986 para a Pituba, onde está até hoje. Foi alfabetizado por dona Inha, na Banca Olavo Bilac. Fez o curso primário na Escola Estadual Antônio Moniz, dirigida por sua mãe e duas tias, instalada na Chácara São Luís, de seu avô materno. Fez o curso ginasial no Colégio Militar de Salvador, sendo destacado com a medalha e a espada de melhor aluno. Em 1972, aos 15 anos, deixou a Bahia para fazer o curso colegial na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo, em regime de internato. De volta a Salvador, prestou seguidos exames vestibulares, tendo cursado sete dos dez semestres de engenharia elétrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA) de 1975 a 1978, um semestre de matemática na UFBA em 1978, cinco dos oito semestres de agronomia na UFBA de 1981 a 1983, o curso completo de educação física na Universidade Católica do Salvador (UCSAL) de 1986 a 1988, dois semestres de medicina na UFBA em 1989 e o curso completo de direito na UCSal de 1991 a 1995. Foi professor da Faculdade de Educação Física da UCSal de 1989 a 1992. Ingressou no serviço público como técnico da Secretaria da Receita Federal em 1990. É analista do Banco Central do Brasil desde 1992. Está inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil desde 1996, mas não costuma exercer a advocacia. É sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia desde 1998. Foi diretor nacional do sindicato dos funcionários do Banco Central de 1999 a 2004. É sócio fundador da Associação Amigos do Teatro Castro Alves, criada em 2012. Eleito para a Cadeira no. 35 da Academia de Letras da Bahia, foi empossado em 2 de agosto de 2012. Sua atividade literária está centrada na poesia. Não fez versos na infância nem na adolescência. Seu primeiro poema data de dezembro de 1979, aos 23 anos. Nos três anos seguintes, escreveu poesia e prosa poética, culminando com a publicação artesanal de seu primeiro livro, Tudo muito pouco, em 1983. Com material para mais dois ou três livros, queimou tudo em meados de 1984, inclusive o livro publicado, e abandonou a poesia. Após uma década em que não fez mais do que uma dúzia de poemas, voltou a escrever em junho de 1995, aos 38 anos, passando também a frequentar o meio literário. Em 1996, registrou o selo Edições Papel em Branco e lançou o livro Fiat breu, cuja repercussão ampliou suas relações para fora da Bahia. Em 1998, os originais do livro Como se receberam menção honrosa no Prêmio Cruz e Sousa, da Fundação Catarinense de Cultura, e foram aprovados para edição pelo conselho editorial da Fundação Cultural do Estado da Bahia, sendo o livro publicado em 1999 com o selo estatal Letras da Bahia. No ano 2000, com os originais do livro Temporal temporal ganhou o Prêmio Gregório de Mattos, da Academia de Letras da Bahia, sendo o livro publicado em 2002 pela editora Relume Dumará. Em 2007, publicou a antologia Mais que sempre pela editora 7Letras, com poemas inéditos e uma seleta dos livros anteriores. Sua poesia também pode ser encontrada em diversas antologias publicadas no Brasil, em Portugal e na França, bem como em revistas literárias e sítios eletrônicos.

Discurso de posse.

 


[JOSÉ CARLOS CAPINAM]

Cadeira 36

JOSÉ CARLOS CAPINAM

JOSÉ CARLOS CAPINAM

 

Cadeira 36

Patrono: Joaquim Jerônimo

Fernandes da Cunha

Fundador: Afonso de Castro Rebelo

2o. Titular: Monsenhor Manoel

de Aquino Barbosa

3o. Titular: Hildegardes Vianna

Titular atual: José Carlos Capinan

Posse em: 17.08.2006

 

Eleito em 16 de novembro de 2005, tomou posse em 17 de agosto de 2006, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Florisvaldo Mattos.

José Carlos Capinam nasceu em Esplanada, nordeste da Bahia, em 1941. Publicitário, teatrólogo, poeta, escritor, médico. Tornou-se conhecido nacionalmente como letrista de música popular, parceiro de compositores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, Jards Macalé e João Bosco, entre outros. Nos anos 1960, participou ativamente do CPC (Centro Popular de Cultura), ligado à UNE (União Nacional dos Estudantes, do Teatro Jovem e do Tropicalismo, voltado predominantemente para a música, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duarte, Rogério Duprat e Gal Costa. Participa das antologias 26 poetas hoje (1976), organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, e a A poesia baiana no século XX (1999), organizada por Assis Brasil. Foi coeditor, com Abel Silva, da revista Anima (Rio de Janeiro, 1976-77), que publicava textos de poesia e ficção. No governo Waldir Pires (1987-89), exerceu o cargo de secretário da Cultura. É membro da Academia de Letras da Bahia e, atualmente, conselheiro estadual de Cultura e presidente da Amafro (Associação de Amigos da Cultura Afro-Brasileira). “Para minha geração, a cultura é rica não apenas de elementos folclóricos, mas também de elementos de saber, que lhe são roubados por uma pretensa cultura científica, universitária. A universidade não tem nenhum programa de cultura popular” – diz neste depoimento gravado em setembro de 1981. Vinte e oito anos depois, essa observação se constata. Bem como outra em que afirma:

“A literatura baiana sempre foi rica tanto em poesia como em ficção. Talvez seja até bom falarmos de um grupo baiano de criadores, porque nunca tivemos essa carência. Mas grupo de criadores não em termos de organização, de unidade, de um movimento que possa tornar essa literatura mais dinâmica, mais viva, marcando sua presença no cotidiano da cidade, ocupando espaços não só na imprensa, agitando, panfletando, sendo veiculada, lida, discutida. Isso está existindo”.

In: SANTANA, Valdomiro. Literatura baiana 1920-1980. Salvador: Casa da Palavra/Fundação Casa de Jorge Amado/PPGLDC-UEFS. 2009. p. 83-84.

 

Publicações

  • Inquisitorial (1966; 2. ed. 1995).
  • Ciclo de navegação: Bahia e gente (1977).
  • Confissões de Narciso e Balança mas Hai Kai (1995).
  • Estrela do Norte, adeus (1986).

 


[DOM EMANUEL D'ABLE DO AMARAL]

Cadeira 37

DOM EMANUEL D'ABLE DO AMARAL

DOM EMANUEL D'ABLE DO AMARAL

 

Cadeira 37

Patrono: João Batista de Castro Rebelo Júnior

Fundador: Almachio Diniz Gonçalves

2o. Titular: Edith Mendes da Gama e Abreu

3o. Titular: Antônio Carlos Magalhães

Titular atual: Abade Dom Emanuel 

d’Able do Amaral  

Posse em: 28.05.2009

 

Eleito em 20 de novembro de 2008, tomou posse em 28 de abril de 2009, na atual sede, sendo saudado por Fernando da Rocha Peres.

Dom Emanuel d’Able do Amaral – OSB nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, no dia 13 de agosto de 1957. Filho de Joaquim Dias do Amaral (carioca) e de Catarina Lúcia d´Able do Amaral (pernambucana). Nome civil: Joaquim Augusto d´Able do Amaral. Antes de entrar para a vida monástica morou nas cidades do Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), São Lourenço (MG), Engenheiro Paulo de Frontin (RJ) e Valença (RJ). Estudou em colégios dessas cidades, destacando-se alguns deles que marcaram positivamente sua formação: Colégio Valenciano São José (Primário), Colégio São José dos Irmãos Maristas em Mendes (RJ) (Ginásio), Colégio Nossa Senhora Medianeira em Barra do Piraí (Primeiro Ano Básico) e Colégio Comercial de Mendes (Curso Técnico em Contabilidade). Sua mãe, recentemente falecida (+ 10/9/2008), o introduziu desde criança no universo da literatura. Estudando com os Irmãos Maristas em Mendes pôde aprofundar o gosto pela literatura brasileira. Iniciou com Irmãos Maristas de Mendes o estudo da língua francesa. Aprofundou o estudo dessa língua ao longo da vida, na família e no Mosteiro de São Bento de São Paulo, recebendo uma bolsa de estudos do Governo Francês no Instituto Católico de Paris no verão europeu de 1988. Na adolescência, em maio de 1973, conheceu em Sacra Família do Tinguá (2º Distrito de Engenheiro Paulo de Frontin) o monge historiador Dom Clemente Maria da Silva Nigra. Antes de entrar para o mosteiro teve a oportunidade de conversar diversas vezes (quase semanalmente) com ele sobre diversos temas (espiritualidade, arte, história…).

Entrou para a Ordem de São Bento em 30 de janeiro de 1978, no Mosteiro de São Bento de São Paulo. Nesse mosteiro iniciou o postulantado e mais tarde o noviciado. Além da formação monástica básica, estudou latim, francês e grego bíblico. Em 1979 iniciou o Curso de Filosofia no Mosteiro de São Paulo, terminando em 1981. Participou como membro Fundador do Mosteiro da Ressurreição de Ponta Grossa. No Ifiteme (Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae) estudou Teologia de 1982 a 1985. Além do grego bíblico também estudou hebraico. Em 1985 foi nomeado Sub-Prior do Mosteiro. Foi ordenado sacerdote em 7 de dezembro de 1985 em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ) por Dom Waldyr Calheiros de Novaes (Bispo de Barra de Piraí – Volta Redonda). Esteve em Roma, de 1987 a 1989, estudando Teologia Bíblica (Licenza Specializata igual ao Mestrado no Brasil) na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana. Residiu, na oportunidade, no Colégio Santo Anselmo, sede da Ordem de São Bento, no Monte Aventino. Nas férias pôde visitar diversas abadias da Ordem. Como lecionava “História da Ordem” no noviciado de Ponta Grossa, aproveitou para visitar vários mosteiros em Portugal, Itália, Alemanha, Irlanda, França, Bélgica e Luxemburgo. Esteve também na antiga Iugoslávia (Split, Mostar, Sara­jevo) e na Palestina. Retornando ao Brasil em 1989 iniciou sua carreira como Professor de Sagrada Escritura no Ifiteme. Foi nomeado pelo Bispo Diocesano de Ponta Grossa como um dos “Diretores Espirituais do Seminário Diocesa­no”. Foi também eleito Co-Visitador pelo Capítulo Geral da Congregação Beneditina do Brasil em 1993. Foi professor até 22 de junho de 1994 quando foi eleito 79º abade do Mosteiro de São Bento da Bahia. Sendo instalado no cargo na tarde do dia 23 de junho por Dom Basílio Penido, Abade Presidente da Congregação Beneditina do Brasil. Recebeu a bênção abacial no dia 11 de setembro de 1994, na Catedral Basílica, de Dom Frei Lucas Cardeal Moreira Neves O.P. Logo que chegou a Salvador como abade pegou o início do plano de revitalização do mosteiro com a participação da Odebrecht, do Governo do Estado da Bahia e de outras instituições. No final de 1994 inaugurou o novo Colégio de São Bento (com o segundo grau) e a Basílica abacial do São Sebastião. Em 1995 abriu a Biblioteca aos pesquisadores, o Museu São Bento e Laboratório de Restauração de Livros Raros. A Basílica do Mosteiro foi aberta à música sacra e erudita. No dia 5 de junho de 1995, Solenidade de Pentecostes, retomou o “Canto Gregoriano” na missa conventual aos domingos. Incentivou a gravação do primeiro CD com Cantos Gregorianos. Reeleito Abade Presidente no último Capítulo Geral da Congregação Beneditina do Brasil, reunido no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, no dia 27 de abril de 2008, para mais um e último mandato de três anos. É Titular da Cadeira no. 34 do Instituto Genealógico da Bahia. Tomou posse em 11 de junho de 2008 nessa Cadeira que pertenceu ao saudoso e querido Dr. Jorge Calmon. Foi aclamado como Presidente de Honra desse Instituto. Eleito para a Cadeira no. 37 da Academia de Letras da Bahia no dia 20 de novembro de 2008. Tomou posse no dia 28 de maio de 2009.

 

Publicação

  • Introdução à História Monástica. Salvador: Edições São Bento,  2006.

O livro é resultado de suas aulas de História Monástica. Foi uma tentativa de oferecer aos leitores da língua portuguesa uma introdução geral ao monaquismo desde as origens ao século XIX. Não existia em português uma obra assim. Havia textos dispersos sobre o monaquismo. Este livro veio preencher uma lacuna e está sendo utilizado não somente nos mosteiros, mas em alguns cursos preparatórios para o vestibular (Sartre) e em alguns cursos superiores. Nessa abordagem da história do monaquismo fez palestra no Instituto Genealógico no dia 5 de junho de 2006 “O Mosteiro de São Bento da Bahia: dois tempos de um único ideal”, que foi publicada na Revista do Instituto Genealógico da Bahia, n. 23, às páginas 29 a 36. Ao longo desses 15 anos que reside em Salvador como abade do mosteiro concedeu diversas entrevistas sobre diferentes assuntos aos jornais da cidade e do exterior e, também, a algumas redes de televisão de difusão estadual, nacional e, em rede, por assinatura. Algumas dessas entrevistas aos jornais e televisões encontram-se nos arquivos do mosteiro e outras imagens estão nos arquivos das televisões de Salvador. Fez também algumas apresentações em livros que foram publicados através das Edições São Bento do Mosteiro da Bahia e de alguns livros de outras edições, tais como: A apresentação do livro “Ensinamentos de um Abade”, de Joaquim de Arruda Zamith OSB, Abade Emérito de São Paulo e ex-Abade Presidente, Edições Subiaco, Juiz de Fora, 2005 e, também, a apresentação da Introdução à Liturgia, do professor Edes Andrade Pereira. Tem também um texto do escritor Eduardo Digo Tavares. Ajudou tamb­ém na revisão deste livro. As homilias que fez durante esses 15 anos na Basílica do mosteiro estão sendo digitadas para serem oportunamente publicadas.


 

Discurso de posse


[ARMANDO AVENA]

Cadeira 38

ARMANDO AVENA

ARMANDO AVENA

 

Cadeira 38

Patrono: Alfredo Tomé de Brito

Fundador: Oscar Freire de Carvalho

2o. Titular: Roberto José Correia

3o. Titular: Antônio do Prado Valadares

4o. Titular: Cristiano Alberto Müller

5o. Titular: Wilson Mascarenhas

Lins de Albuquerque

Titular atual: Armando Avena Filho  

Posse em: 28.04.2005

 

Nascido em Salvador, Armando Avena é escritor, jornalista e economista. Membro da Academia de Letras da Bahia, é autor de seis livros, incluindo três romances, um de ensaios e crônicas e um infantil. Seu último romance, Recôncavo, foi publicado em 2008, pela Editora Versal.

Armando Avena é professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia – UFBA é colunista do jornal A TARDE, assinando coluna semanal.

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia é mestre em Planejamento Global e Política Econômica pela CEPAL-Comissão Econômica para a América Latina, Santiago/Chile. Foi Secretário do Planejamento do Estado da Bahia, no período 2003-2006 e Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Planejamento. Presidiu a Fundação CPE- Centro de Projetos e Estudos, no período 1987-1990. Tem dezenas de artigos e ensaios publicados sobre a economia baiana e sobre o planejamento. Foi Presidente do Conselho Regional de Economia-Bahia. Seu portal na WEB está no endereço: www.armandoavena.com.br.

Discurso de posse.
Discurso de recepção.

 

Livros publicados:

O afilhado de Gabo — (romance) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.
A última tentação de Marx — (ensaios e crônicas) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
A menina que perdeu o nariz — (infantil) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.
O Evangelho segundo Maria — (romance) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
Fabrício e as estrelas — (infantil) — Salvador: Casa de Palavras / Fundação Casa de Jorge Amado, 2006.
Recôncavo — (romance) — Rio de Janeiro: Editora Versal, 2008.
O manuscrito secreto de Marx – 2012

 


[JUAREZ PARAÍSO]

Cadeira 39

JUAREZ PARAÍSO

JUAREZ PARAÍSO


[URÂNIA TOURINHO PERES]

Cadeira 40

URÂNIA TOURINHO PERES

URÂNIA TOURINHO PERES

 

Cadeira 40

Patrono: Francisco Cavalcanti Mangabeira

Fundador: Otávio Cavalcanti Mangabeira

2o. Titular: Manoel Pinto de Aguiar

Titular atual: Urânia Tourinho Peres

 Posse em: 25.09.2014

 

Urania Maria Tourinho Peres – Psicanalista, participou da fundação da CLAP em 1970, uma das instituições pioneiras no estabelecimento e desenvolvimento da psicanálise na Bahia. Em 1988 fundou o Colégio Freudiano da Bahia, atualmente Colégio de Psicanálise da Bahia. No mesmo ano passou a ser membro da École Lacanienne de Psychanalyse (Paris).

É membro correspondente da Association Insistence (Paris) e A.E. pela Escuela Freudiana de Buenos Aires.

 

Livros publicados:

  • Mosaico de Letras. Ed. Escuta. São Paulo, 1999.
  • Depressão e Melancolia. Jorge Zahar Editora. 2003.
  • Organizou, em 1996, coletânea sobre Melancolia para a Coleção de Psicopatologia Fundamental – Ed. Escuta.
  • A culpa. Coleção Psicopatologia Fundamental. Ed. Escuta. 2001.
  • Emilio Rodrigué: Caçador de Labirintos. Ed.Corrupio. 2004.
  • Frida Kahlo: Dor e Arte. 2007.

 

Tem vários artigos publicados em coletâneas e revistas.

Em 1996 presidiu o 1º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Morte.

Em 2001 presidiu o 2º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Culpa.

Organizou os Anais dos dois Congressos: Amorte, 1998; A Culpa, 2001.

Autora do posfácio do livro Luto e Melancolia, Editora Cosac Naify, 2011.