Academia de Letras da Bahia em luto

Academia de Letras da Bahia em luto

Academia de Letras da Bahia em luto
pelo falecimento do confrade Paulo Furtado

A Academia de Letras da Bahia – ALB comunica, com profundo pesar, o falecimento do jurista, professor e acadêmico Dr. Paulo Roberto Bastos Furtado, titular da Cadeira nº 30. Ele faleceu neste sábado, 8 de agosto, aos 82 anos. Em sinal de luto e reverência ao dileto confrade, a Academia cumpre três dias de luto oficial. O sepultamento será amanhã, dia 09.08, às 10h, e velório acontece na Capela C, do Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.
Desembargador aposentado, Paulo Roberto Bastos Furtado, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deixa um legado exemplar. “Ele dedicou sua vida à Justiça do Brasil e enriqueceu a história desta Casa com sua notável trajetória marcada pela sabedoria, gentileza e cordialidade”, afirma Aleilton Fonseca, presidente da ALB. “À família, colegas e amigos, expressamos nosso mais solidário abraço. A ALB honrará para sempre sua memória e sua imagem”, conclui.
Paulo Furtado foi eleito para a ALB em 28 de outubro de 2002, tomou posse em 24 de abril de 2003, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Gerson Pereira dos Santos. Paulo Roberto Bastos Furtado nasceu em Salvador, Bahia, a 29 de março de 1944. Casado com D. Maria Verônica Moreira Ramiro Furtado com dois filhos.
A Academia de Letras Jurídicas da Bahia (ALJBA), instituição da qual era membro e primeiro titular da cadeira nº 37, também decretou luto oficial de uma semana em homenagem ao jurista.

Direito
Formou-se em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), em 1968; fez mestrado em Metodologia do Ensino Superior pela UCSal e em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Presidiu o TJ-BA no biênio 1992-1994 e também ocupou interinamente o cargo de governador da Bahia em outubro de 1992.
Paulo Furtado teve uma trajetória marcada pela atuação na advocacia, magistratura, ensino jurídico e vida pública. Foi chefe de gabinete da Secretaria da Justiça da Bahia em 1977 e chefiou a Casa Civil entre 1979 e 1982.
Em 1982, ingressou no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Ao longo da carreira, exerceu diversas funções de relevância, incluindo a direção da Escola de Preparação e Aperfeiçoamento de Magistrados.