Academia de Letras da Bahia promove sessão em homenagem a Paulo Furtado

Academia de Letras da Bahia promove sessão em homenagem a Paulo Furtado

O tradicional encontro às quintas-feiras que a Academia de Letras da Bahia – ALB promove entre confrades e confreiras ganha um clima de homenagem no próximo dia 13 de julho. A Sessão das Quintas será um momento para relembrar histórias e falar um pouco da trajetória do amigo e acadêmico Paulo Roberto Bastos Furtado, titular da Cadeira nº 30, que faleceu no dia 8 de agosto, aos 82 anos.

“Paulo Furtado enriqueceu a história desta Casa com sua notável trajetória marcada pela sabedoria, gentileza e cordialidade. Esse encontro será um reconhecimento e uma celebração do seu legado”, afirma Aleilton Fonseca, presidente da ALB. Os acadêmicos que não puderem comparecer poderão enviar um texto por escrito. A Sessão da Quintas será dia 13 de julho, a partir das 17h, na Academia de Letras da Bahia.

O professor e acadêmico Fredie Didier lembra de quando foi aluno de Paulo Furtado na Faculdade de Direito. “Ele era uma das lendas do nosso curso. Elegante, excelente professor, com formação seminarista, conhecia bem o latim, a língua portuguesa e o francês. Britanicamente pontual, com provas muito bem-feitas e, embora austero, muito afável com os alunos”, recorda.

Já o professor e acadêmico Edvaldo Passos fala do tempo em que trabalharam juntos. “Ele foi meu chefe de gabinete em 1976 quando fui Secretário de Justiça no governo Roberto Santos. Perdi uma amizade de 50 anos. Saudade sem limites”, afirma.

Minibio

Desembargador aposentado, Paulo Roberto Bastos Furtado, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) foi eleito para a ALB em 28 de outubro de 2002, tomou posse em 24 de abril de 2003, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Gerson Pereira dos Santos. Nasceu em Salvador, Bahia, a 29 de março de 1944. Deixou viúva, D. Maria Verônica Moreira Ramiro Furtado, e dois filhos do primeiro casamento.

Formou-se em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), em 1968; fez mestrado em Metodologia do Ensino Superior pela UCSal e em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Presidiu o TJ-BA no biênio 1992-1994 e também ocupou interinamente o cargo de governador da Bahia em outubro de 1992. Foi chefe de gabinete da Secretaria da Justiça da Bahia em 1977 e chefiou a Casa Civil entre 1979 e 1982.

Em 1982 ingressou no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Exerceu diversas funções de relevância, incluindo a de diretor da Escola de Preparação e Aperfeiçoamento de Magistrados.