Dominique Stoenesco é o convidadodo projeto Diálogos d’Além Mar
Literaturas Lusófonas na França. Este é o tema do encontro online que vai acontecer no dia 28 de agosto, a partir das 14h (horário do Brasil), no canal da Academia de Letras da Bahia (ALB), no YouTube. A conversa será entre o escritor Aleilton Fonseca, presidente da ALB e Dominique Stoenesco, membro da Associação dos Professores de Português em França (ADEPBA), membro correspondente da Academia de Letras da Bahia e da Academia de Letras de Feira de Santana, e co-fundador da UEELP – União Europeia de Escritores de Língua Portuguesa (Paris).
“Vamos falar das atividades de Dominique Stoenesco como divulgador da língua portuguesa, da literatura e cultura lusófonas”, conta Aleilton Fonseca. A paixão de Stoenesco pela língua portuguesa moldou sua trajetória, como ressalta o presidente da ALB. “Ele é membro do corpo editorial da revista Latitudes: cahiers lusophones, tradutor de autores portugueses, brasileiros e africanos para a língua francesa, com participação atuante em salões do livro e eventos nas universidades”, afirma. O encontro online integra o Diálogos d’Além Mar, projeto da ALB em parceria com a UEELP.
Dominique Stoenesco traduziu 25 livros (romances, contos, poesia) de autores lusófonos, entre os quais os angolanos Ruy Duarte de Carvalho e João Melo; os brasileiros Antônio Torres (Mon cher cannibale e Le corsaire de Rio), Antônio Brasileiro (Le Vent e la Pierre), Aleilton Fonseca (La guerre de Canudos: une tragédie au coeur du Sertão); os portugueses Teolinda Gersão e Luís F. Sarmento; os cabo-verdianos Ovídio Martins e Dina Salústio. É co-organizador e tradutor de duas antologias: Petite anthologie du Cap-Vert e Traversée d’océans: quinze poètes de Bretagne et quinze poètes de Bahia.
Paixão antiga
Dominique conta que a paixão pela literatura lusófona surgiu na época em que morou no Brasil. “Vivi alguns anos da minha adolescência em Niterói, com meus pais e meus irmãos. Em casa falávamos francês, na escola e na rua era o português. Esse período da minha vida contribuiu muito para minha formação e para o que sou hoje”, afirma.
Ele conta que seu professor de português o incentivou a ler Castro Alves e Gonçalves Dias. « Eu também gostava muito de ouvir e de ler as letras de certas canções populares brasileiras ou de ouvir histórias sobre o Sertão na rádio »
As idas até o Forte de Santa Cruz, na entrada da baía da Guanabara, até as esplêndidas praias de Itaipú, Piratininga, Itacoatiara ficaram na memória do jovem Dominique.
« Ao regressar a França eu quis continuar esse contato íntimo com a língua portuguesa e com a cultura brasileira. Na Sorbonne, fiz estudos para ser professor de Português. Descobri então não só os grandes autores da literatura brasileira, mas também das literaturas portuguesa e africana. brasileira, muito em voga na França nos anos 60 e 70, foram também fatores determinantes na minha formação. Por outro lado, minhas numerosas viagens a Portugal e Cabo Verde, assim como meu convívio com a imigração portuguesa na França contribuíram igualmente para desenvolver minha paixão pelas literaturas lusófonas. Assim, quando me aposentei, comecei a traduzir romances, contos e poesia, do português para o francês. Uma paixão que continua…
Trajetória
Dominique Stoenesco nasceu em Besançon (França) e reside em Paris. Fez estudos de Língua Portuguesa e Literaturas Lusófonas na Universidade da Sorbonne. Foi professor de português no Ensino secundário público e na Faculdade de Direito de Paris XII. Também fez estudos de Língua, Literatura e Civilização Romena no Institut National des Langues et Civilisations Orientales. É membro fundador da revista Latitudes – Cahiers Lusophones, colaborador do Luso Jornal (Paris) e membro da redação da Revue des Langues Néo-latines.
Serviço:
O que: Live Brasil-França
Tema: Literaturas Lusófonas na França
Participantes: Aleilton Fonseca, presidente da ALB e Dominique Stoenesco, membro da Associação dos Professores de Português em França (ADEPBA).
Quando: dia 28 de agosto, às 14h (Brasil)
Onde: Youtube da ALB. Gratuito
